Atualidades

Marqueteiro diz que Dilma o orientou a ficar o tempo que pudesse ‘fora do país’

Brasil, Capanema, PA. 30/03/2015. A presidente Dilma Rousseff acompanhada do ministro Helder Barbalho (Pesca) durante cerimÙnia de entrega de casa do programa Minha Casa Minha Vida, em Capanema, Par·. - CrÈdito:DIDA SAMPAIO/ESTAD√O CONTE⁄DO/AE/CÛdigo imagem:193906

Marqueteiro contou à PGR que alerta foi dado durante almoço com a ex-presidente no Alvorada em 2014. Ele também afirmou que a petista prometeu alertar sobre Lava Jato por e-mail fictício.

esponsável pelas duas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff, o marqueteiro João Santana contou à Procuradoria Geral da República (PGR) que a ex-presidente Dilma Rousseff recomendou, no fim de 2014, que ele e a esposa dele permanecessem “o tempo que pudessem, por cautela, fora do país” por causa da Operação Lava Jato.

O publicitário e a mulher dele, Mônica Moura, fecharam um acordo de delação premiada com a PGR para reduzir a pena de prisão. A colaboração foi homolagada pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), em 4 de abril.

Nesta quinta (11), Fachin derrubou o sigilo das delações premiadas do casal de marqueteiros. O relator da Lava Jato também retirou o sigilo da delação de André Luis Reis Santana, funcionário da empresa comandada pela dupla de publicitários.

Em nota, a assessoria de Dilma afirmou, entre outras coisas, que a ex-presidente reitera que João Santana e Mônica Moura “prestaram falso testemunho e faltaram com a verdade em seus depoimentos, provavelmente, pressionados pelas ameaças dos investigadores” (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Em um dos anexos apresentados por João Santana ao Ministério Público com informações que ele poderia revelar na delação premiada, ele descreve uma conversa que teve com Dilma, em um almoço privado no Palácio da Alvorada, entre outubro e novembro de 2014. Na ocasião, a petista já havia sido reeleita.

De acordo com o publicitário, na conversa particular, a então presidente comentou sobre “rumores do medo” que o empresário Marcelo Odebrecht tinha da Operação Lava Jato.

João Santana disse aos procuradores da República que Dilma relatou que o dono da empreiteira estaria vazando informações a interlocutores dela sobre pagamentos que havia feito para bancar despesas da campanha à reeleição, “como forma de enviar um recado” para a então presidente.

Em meio à conversa, disse o publicitário, a petista teria questionado se os pagamentos da Obebrecht tinham sido “feitos de forma segura”. Ele afirmou à PGR que assegurou à ex-presidente que “sim”, mas não deixou claro se Dilma tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro.

Neste momento, ressaltou Santana, ela recomendou que o marqueteiro e a mulher dele “permanecessem, por cautela, fora do país” e que, “qualquer novidade”, ela “avisaria”. À epoca, os dois publicitários estavam atuando em campanhas eleitorais de outros países latino-americanos.

Dilma tratou de pagamentos ilegais dentro do Alvorada, diz Mônica Moura

Dilma tratou de pagamentos ilegais dentro do Alvorada, diz Mônica Moura

‘Chamado urgente’

Em outro trecho do anexo entregue à PGR, João Santana contou detalhes sobre uma conversa que teria ocorrido no fim de novembro de 2014 – pouco tempo depois do almoço no Alvorada – entre Dilma e Mônica Moura. Em sua pré-acordo de delação premiada, a mulher do marqueteiro também dá detalhes sobre esse episódio.

Segundo eles, Mônica recebeu um “chamado urgente” para se encontrar com a então presidente da República, em Brasília. Na ocasião, relataram os delatores, eles estavam de férias em Nova York.

Na oportunidade, a presidente DILMA ROUSSEF reforçou a sugestão de que JOÃO SANTANA e MONICA MOURA permanecessem fora do país e se comprometeu a mandar qualquer alerta por uma conta de e-mail criada com MONICA MOURA exclusivamente para este fim

Diante da convocação, a marqueteira fez um voo bate-volta dos Estados Unidos ao Brasil para se reunir com a petista na residência oficial da Presidência.

Santana disse ao Ministério Público que, nesta reunião, Dilma “reforçou a sugestão” para o casal de marqueteiros permanecer “fora do país”. Ele acrescentou ainda que a ex-presidente teria prometido mandar “qualquer alerta” por uma conta de e-mail fictícia criada por Mônica Moura para que ela e Dilma trocassem informações sobre o avanço da Lava Jato.

E-mail fictício

Em um dos anexos de sua delação premiada, Mônica Moura contou, com detalhes, o suposto encontro com Dilma no Palácio da Alvorada após ter sido chamada às pressas de Nova York.

Segundo a marqueteira, ao ser levada à residência oficial pelo assessor Giles Azevedo, ela conversou com Dilma caminhando pelos jardins do Alvorada.

Na colaboração, Mônica destacou que, sempre que Dilma tinha algum assunto sigiloso para tratar com ela ou com João Santana, optava por fazê-lo em caminhadas pelo jardim, ou pela varanda interna, como forma de preservar o sigilo da conversa.

A publicitária afirmou que, na conversa, a petista estava preocupada que as investigações da Lava Jato chegassem às contas dos dois marqueteiros no exterior, o que colocaria Dilma “em perigo”.

Conforme Mônica, a ex-presidente sabia que a Odebrecht tinha feito pagamentos da campanha presidencial do PT por meio de “depósitos de propinas na conta do casal”.

“Precisamos manter contato frequente de uma forma segura para que eu lhe avise sobre o andamento da operação. Estou sendo informada de tudo frequentemente pelo José Eduardo Cardozo [então ministro da Justiça]”, teria dito Dilma, de acordo com o relato de Mônica Moura.

À TV Globo, Cardozo disse que, como ministro da Justiça, era oficialmente informado pela Polícia Federal sobre as operações no momento próprio, de acordo com a lei. Ele disse ainda que, por dever de ofício, repassava as informações para a então presidente.

Elas, então, teriam combinado a criação de uma conta de e-mail fictícia para trocar informações sobre a Lava Jato.

“Mônica Moura, então, criou ali mesmo, no computador da presidente (notebook), na biblioteca do Palácio da Alvorada, um e-mail do Google (Gmail), com nome e dados fictícios, cuja senha era de conhecimento de Mônica Moura, da presidente Dilma Rousseff e de seu assessor Giles Azevedo, que acompanhou essa parte da conversa (criação do e-mail)”, diz outro trecho do anexo apresentado pela marqueteira à PGR.

Giles Azevendo negou ter criado a conta de e-mail citada por Mônica Moura. Ele disse que sequer tinha conhecimento das mensagens mencionadas.

A publicitária destacou ainda que, naquele dia, ela e a então presidente combinaram que, “se houvesse alguma notícia com relação ao avanço da Lava Jato”, a petista avisaria por meio da conta de e-mail fake.

De acordo com Mônica, ficou acertado na conversa que sempre que Dilma fosse atualizada pelo ministro da Justiça de assuntos envolvendo o casal de marqueteiros na Lava Jato, o assessor Giles Azevedo enviaria uma mensagem cifrada no celular da publicitária como sinal para ela checar a conta de e-mail falsa.

No entanto, observou a marqueteira, elas acertaram que nenhum e-mail seria enviado pela conta fictícia. Para se comunicar, contou Mônica, elas combinaram de redigir mensagens no rascunho para que as mensagens não circulassem.

“Assim, Mônica Moura entrava no e-mail criado, e conseguia obter as informações que a presidente passava sobre a Operação Lava Jato, bem como perguntar qualquer dado ou informação. Por esse e-mail, Mônica Moura foi sistematicamente informada sobre o andamento da operação”, ressaltou a marqueteira em um dos trechos do anexo.

Mandados de prisão

Em 1º de maio de 2015, relatou Mônica, Dilma pediu para ficar a sós com ela durante a gravação de um pronunciamento da ex-presidente no qual também estava presente João Santana.

Conforme a marqueteira, a petista demonstrou na conversa que estava preocupada com os desdobramentos rápidos da Lava Jato. “Ela não tinha controle sobre a operação”, enfatizou Mônica Moura.

Neste dia, de acordo com a publicitária, elas criaram, na bibilioteca do Alvorada, uma segunda conta de e-mail para se comunicar sobre os bastidores da operação que investiga o esquema de corrupção que atuava na Petrobras, por sugestão da própria presidente.

Posteriormente, Mônica disse que passou a receber na República Dominicana – onde estava atuando em uma campanha eleitoral – “constantes informações” sobre o andamento da Lava Jato por meio das duas contas de e-mail fake.

“Os textos eram sempre metafóricos, mas seu conteúdo sempre se referia a proximidade da operação quanto a Mônica Moura e João Santana”, ressalta a delação da publicitária.

A delatora afirmou aos procuradores da República que, em 16 de fevereiro de 2016, foi avisada, por meio da suposta conta de e-mail criada em conjunto com Dilma, de que já havia mandados de prisão assinados contra ela e o publicitário João Santana.

O casal de publicitários foi preso no dia 23 de fevereiro do ano passado, após se entregarem à Polícia Federal (PF) no momento em que desembarcaram de um voo vindo da República Dominicana.

Eles foram alvos da 23ª fase da Lava Jato – batizada de Acarajé –, mas não foram presos no dia em que foi deflagrada a operação porque estavam fora do país. Os publicitários foram soltos seis meses depois por ordem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.

O magistrado do Paraná condenou o casal, em fevereiro deste ano, a 8 anos e 4 meses de prisão por lavagem de dinheiro.

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Dilma sobre as acusações do casal de marqueteiros:

Dilma: Fim do sigilo chega tarde e prejudicou a defesa no TSE

Sobre os depoimentos sigilosos de João Santana e Monica Moura, liberados na tarde desta quinta-feira, 11 de maio, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff destaca:

1. Infelizmente, chega tarde a decisão do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, suspendendo o sigilo dos depoimentos de João Santana e Monica Moura.

2. Há semanas, a defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff havia feito tal pedido ao Tribunal Superior Eleitoral, a fim de apresentar suas alegações finais ao relator do caso das contas de campanha, ministro Herman Benjamin.

3. A defesa foi prejudicada pela negativa do relator. Não foi possível cotejar os depoimentos prestados pelo casal à Justiça Eleitoral e na Lava Jato.

4. As contradições e falsos testemunhos foram vislumbrados, apesar disso, pelo que foi divulgado amplamente pela imprensa, na velha estratégia do vazamento seletivo dos depoimentos – uma rotina nos últimos tempos.

5. Agora mesmo, os depoimentos são entregues à imprensa, mas não repassados oficialmente à defesa da presidente eleita.

6. Dilma Rousseff, contudo, reitera o que apontou antes: João Santana e Monica Moura prestaram falso testemunho e faltaram com a verdade em seus depoimentos, provavelmente pressionados pelas ameaças dos investigadores.

7. Apesar de tudo, a presidente eleita acredita na Justiça e sabe que a verdade virá à tona e será restabelecida.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

Fonte: G1

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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