Cultura

Manifestações culturais ganham espaço em festas juninas no Nordeste

Festas ocorrem após suspensão de dois anos por causa da pandemia

Junho chegou dando início ao período de comemoração das festas juninas. Muita fé, alegria e diversão tomam contas dos arraiais. As bandeiras coloridas, barracas de palha, fogos de artifício, camisas xadrez, chapéus de palha ou de couro e comidas típicas ajudam a compor o cenário.

Em todos os cantos, diferentes manifestações culturais ganham espaço nos terreiros. Neste ano, a festa ganha um apelo maior, pois é realizada após dois anos de paralisação por causa da pandemia de covid-19. 

No Nordeste, os festejos juninos compreendem os dias de Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29) e exaltam a identidade da região. As celebrações são embaladas por forrós, quadrilhas, grupos de coco, tambor de crioula e batalhões de bumba-meu-boi.  

Entre as festas mais populares se destacam as de São Luís (MA), Caruaru (PE), Campina Grande (PB), os principais destinos para turistas e amantes dos festejos juninos. Além destes, há muita comemoração na Bahia, no Ceará, em Alagoas, e nos demais estados da região.

É importante lembrar que, em razão da pandemia, muitos organizadores criaram espaços para aplicação da vacina contra a covid-19. Em outros locais, será cobrada a apresentação de comprovante de vacinação para  participar.

Maranhão

No Maranhão, as festas começaram na última sexta-feira (27) e devem durar até 60 dias, com mais de 500 atrações, incluindo apresentações nos meses de junho e julho em mais de 70 arraiais no estado.

A figural central da festa é o boi-bumbá, que este ano volta devidamente vacinado. Dividido em diversos sotaques – como são chamados dos estilos de tocar – entre eles, os da baixada, matraca, zabumba, costa-de-mão e orquestra, o boi já chega urrando e com bastante vontade de dançar pelos terreiros aos som de matracas, pandeirões, zabumbas, tambores onça, instrumentos de sopro e maracás.

No enredo, Pai Francisco, que trabalha em um fazenda, mata o boi preferido do patrão, para atender a um pedido de sua esposa. Grávida, Catirina deseja comer a língua do boi. Como bom companheiro, Francisco mata o boi e arranca sua língua para atender ao pedido de Catirina. 

Após o sumiço do animal, o patrão indaga a Francisco sobre o que aconteceu e descobre o destino de seu boi preferido. Ele ameaça, e cobra Francisco para que lhe devolva o animal vivo. Em resumo: pajés e índios curandeiros são convocados e, através cantorias e danças, trazem o boi novamente à vida.

Festa com intenso sincretismo religioso, o São João, no Maranhão, liga a devoção aos santos Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal com os cultos religiosos afro-brasileiros no estado, como o Tambor de Mina e o Terecô. É a celebração de uma cultura ancestral que, além de entretenimento, constitui um elo de grande ligação espiritual entre os santos e devotos. 

Entre os grupos de destaque, estão os bois de Leonardo, da Floresta, de Axixá, de Santa Fé, da Madre Deus, da Fé em Deus, de Pindaré, da Maioba, de Maracanã, da Ribamar, de Morros, da Pindoba, de Iguaíba, Upaon Açu. Guimarães, entre outros. Mas não é só, a festa também conta a apresentação de grupos de tambor de crioula, cacuriá, dança do coco, quadrilhas, dança portuguesa, entre outras atrações. 

Na Grande São Luís, serão mais de 20 arraiais oficiais que vão receber atrações juninas. Segundo o governo, a programação oficial, deve ocorrer entre 2 a 31 de julho, de quinta-feira a domingo, para a maioria dos arraiais.

O governo anunciou um investimento de R$ 25 milhões na festa. A expectativa é que gere um lucro de R$ 100 milhões. 

Pernambuco

Em Caruaru, cidade situada no Agreste pernambucano, as festas começar amanhã (4) e prosseguem até o dia 2 de julho. Batizada de São João do Reencontro, a festa terá 24 polos, distribuídos pelo município  pernambucano, e vai contar com diversas atrações, como quadrilhas, grupos de forró e shows de Elba Ramalho, Alceu Valença, Orquestra de Pífanos de Caruaru e Maestro Mozart Vieira, Azulão e Fulô de Mandacaru, Wesley Safadão, Calcinha Preta, João Gomes, Dorigival Dantas, Nattan e Zé Vaqueiro.

O governo estima o investimento R$ 250,00 milhões ao longo do mês. 

Apesar da animação com o retorno da festa de São João, a alegria divide espaço com a consternação e solidariedade com as pessoas afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a região do Grande Recife e outros municípios do estado, que vitimaram mais de 120 pessoas. 

Em Recife, a prefeitura suspendeu a festas de São João por causa da catástrofe. As chuvas também levaram à suspensão ou cancelamento das festas juninas em outros municípios pernambucanos, como Paulista, Paudalho, Vivência e Araçoiaba. 

Como forma de ajudar às vítimas, a Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru informou que vai montar pontos de arrecadação de doações nos polos das festas. 

Paraíba

Em Campina Grande, os festejos juninos terão 31 dias, realizados entre os dias 10 de junho e 10 de julho. A festa vai homenageia o cantor Genival Lacerda, que morreu em decorrência da covid-19, no início de 2021.

Uma estrutura foi montada para receber os visitantes, chamada de Parque do Povo. Ela terá, de um lado, um palco principal centralizado, com espaço para camarotes e com entrada paga. Na outra ponta, ficam a cidade cenográfica, com uma réplica da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, um espaço para crianças, duas palhoças para as apresentações dos trios de forró e as barracas e restaurantes..

Entre as atrações, estão confirmados shows de Juliette, Elba Ramalho,  Assisão, Israel e Rodolfo, Dorgival Dantas, Santanna, Xand Avião, Flávio José e Wesley Safadão, que vai tocar no encerramento. A cantora Elba Ramalho, como já é tradição, vai se apresentar no dia 23 de junho, véspera de São João. A expectativa da prefeitura é que a festa movimente cerca de R$ 300 milhões na economia de Campina Grande. 

Na capital João Pessoa, será realizado o São João Multicultural, no período de 12 a 24 de junho. A programação começa com a abertura do Festival de Quadrilhas, no dia 12. Também haverá shows de artistas como Elba Ramalho, Ranniery Gomes, Bell Marques, Luka Bass, Berinho Lima, e de grupos como Banda Encantus, Swing Nordestino, Forró Caçuá e Brasas do Forró.

Ceará

No Ceará, o movimento maior é o dos festivais de quadrilhas juninas, com destaque para a festa no município de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza e o São João de Mossoró. 

Em Maracanaú, o São João reúne apresentações de quadrilhas, no Quadrilhódromo e shows. Este ano, a abertura da festa foi nesta sexta-feira, com apresentações até o dia 19 de junho. O local é a Cidade Cenográfica montada como palco das apresentações, com arena de shows com capacidade para 100 mil pessoas. 

Entre as atrações estão Wesley Safadão, Xand Avião, Mari Fernandez, Felipe Amorim, Nattan, Zé Vaqueiro, Zé Cantor, Eric Land, Eliane, Beto Barbosa, Raça Negra, Lorim Vaqueiro, Isabela Serpa, John Modão, Ciro Lima, Caninana, Zé Airton & Wesley, Preto Jóia, Janaina Alves, Raíssa, Lagosta Bronzeada, Hannah, Bate o Pé e Caio Brito. A prefeitura informou que o evento tem previsão de receber mais de 1,2 milhão de pessoas 

Em Fortaleza, a prefeitura organizou o Arraiá da Juventude 2022, com mostra competitiva de quadrilhas. O evento será entre os dias 18 de junho e 16 de julho, aos sábados, nos espaços da Rede Cuca.

A mostra competitiva contará com 30 quadrilhas, sendo 20 na categoria adulta e 10 na infantil. Além das quadrilhas, o evento também terá a apresentação de grupos regionais de dança e música, feira de atividades recreativas e gastronômica, com comidas típicas.

Em Mossoró, a prefeitura realiza o evento Mossoró Cidade Junina 2022, que começa no sábado (4) e permanece até o dia 25 de junho. A festa tem início com o tradicional Pingo da Mei Dia, que leva multidão ao Corredor Cultural, na avenida Rio Branco. No encerramento, a festa fica por conta do evento Boca da Noite.

Além de shows de artistas como Alceu Valença, Dorgival, Wesley Safadão, Xade Avião, de grupo como Cavaleiros do Forró, a festa na cidade também inclui um Festival Independente de Quadrilhas Juninas.

O festival reunirá mais de 90 apresentações, de várias cidades do Ceará e até de outros estados, que se apresentam em uma arena especialmente montada para recebê-las. Entre as cidades participantes estão São Paulo do Potengi, Guamaré, Pedro Velho, Angicos, Monte Alegre, Natal, São Miguel, Assú, Caucaia, Baraúna, Brejinho, Areia Branca, Encanto, Felipe Guerra, Parnamirim, Barcelona, Mossoró, Fortaleza, Recife, Juazeiro, Itatira, Jaguaribe, Limoeiro, Tabuleiro do Norte, Campina Grande, João Pessoa, Maracanaú, Canindé, Russas e Maceió.

Alagoas

Em Alagoas, apesar das fortes chuvas que atingiram a região de Maceió, a prefeitura disse que vai manter a programação de São João. O Ministério Público do Estado (MP-AL) chegou a recomendar a suspensão dos festejos, depois que o município decretou situação de emergência por causa dos estragos causados pelas chuvas. Mas a prefeitura disse que a manutenção das festas não vai comprometer as ações voltadas para as pessoas afetadas pelas chuvas. 

“A realização das festividades juninas não comprometerá, de forma alguma, iniciativas nem orçamentos provisionados para atendimento a situações que se imponham. Na verdade, contribuirá para aquecer a economia da cidade, com expectativa de movimentar cerca de R$ 100 milhões”, diz o comunicado divulgado na quinta-feira (2) pela prefeitura.

Em Maceió, a festas estão marcadas para começar no dia 15 de junho, até o final do mês. A programação na capital alagoana tem confirmados shows de Xand Avião, Luan Santana, Elba Ramalho, Safadão, Thiaguinho, Alok, Bruno e Marrone e Gusttavo Lima

A prefeitura informou que a manutenção das festas vai gerar emprego, renda e impulsionar a retomada da economia, em especial dos ambulantes e do setor de serviços e turismo.

Segundo o comunicado, como contrapartida social à realização das festividades será realizada a campanha Massayó Solidário, com o objetivo de arrecadar alimentos, agasalhos e roupas para os desabrigados não só de Maceió, mas de outras cidades alagoanas.

O governo do estado decidiu adiar para o domingo (4) o início dos festejos, previstos inicialmente para começar em 1º de junho. Mesmo assim, alguns municípios anunciaram o cancelamento das festas juninas, entre eles Arapiraca, Feliz Deserto, Rio Largo e São Miguel dos Campos.

Na Bahia, cerca de 1,5 milhão de pessoas são esperadas para as festas por todo o estado. A expectativa é grande também para os comerciantes que vendem produtos juninos. A Secretaria de Turismo da Bahia e Bahiatursa calculam movimento de mais de R$ 1 bilhão.

Em Salvador, a programação da festa de São João começa no dia 23 de junho, véspera do dia do santo, até o dia 30. O evento terá lugar no Parque de Exposições e vai contar com shows de Fagner, Elba Ramalho,  Geraldo Azevedo, Bruno e Marrone, Amado Batista, Jorge e Mateus, Dorgival Dantas, Falamansa, Pablo,  João Gomes, Limão com Mel, Zé Felipe, Seu Maxixe e Filomena. No dia 26, Bell Marques, Israel e Rodolfo, Mano Valter , Jonas Esticado e Estakazero, entre outros.

Outro destaque é o município de Valenca, a 120 km de Salvador, onde a festa será realizada no período de 24 a 26 de junho. Serão mais de 10 atrações na cidade, entre elas as bandas Falamansa, Cavalo de Pau, Limão com Mel e Peruano.

Sergipe

Em Sergipe, as festas se concentram na capital, Aracaju, onde ocorre o São João na Praça. O evento, que começou no dia 31 de maio, prossegue até 23 de junho com mais de 40 atrações, incluindo artistas locais, trios pé de serra, quadrilhas, grupos de cultura popular, além de barracas de comidas típicas.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, os festejos juninos começaram em Natal, nesta sexta-feira (3) e vão até 26 de junho. Na programação, há música local, forró, quadrilhas juninas, arraiais de rua e festival gastronômico. A abertura da festa contou com a apresentação de Lia de Itamaracá, com os convidados Carlinhos Zens e Zé Hilton.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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