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Mais de mil quilômetros de asfalto são destinados aos municípios pelo “Tchau Poeira”, do Governo de Rondônia

Estimativa do Governo de Rondônia é que todas as demais obras do “Tchau Poeira” nos municípios iniciem no segundo semestre

O Governo de Rondônia ultrapassou a marca de mil quilômetros de asfalto destinados aos municípios. Esse montante corresponde a todas as obras que já possuem comprometimento orçamentário. O que abrange serviços de microrrevestimento, recapeamento e asfalto novo para os 52 municípios.

Em pouco mais de um ano, já foram executados mais de 180 quilômetros, com investimento de mais de R$ 55 milhões, e 14 frentes de trabalho estão em andamento nos municípios de Porto Velho; Costa Marques; Cacoal; Ariquemes; Rolim de Moura; Alvorada do Oeste; Vilhena; Pimenta Bueno; Ji-Paraná; Candeias do Jamari; Ouro Preto do Oeste, Novo Horizonte; São Miguel do Guaporé e Jaru.

“Tchau Poeira” em Ariquemes

“É possível o Governo estar levando recurso para as cidades, porque foi feita uma gestão responsável, pensando em levar benefício à população de todos os municípios. O Estado é triplo ‘A’ em solidez fiscal e nota ‘A’ em transparência dos dados contábeis. E essas são obras que irão trazer mais qualidade de vida aos moradores, que se sentirão mais seguros e terão mais dignidade, além disso, contribuem para a transformação do Estado de Rondônia”, afirma o governador de Rondônia, Marcos Rocha.

A previsão é que no segundo semestre deste ano, todas as frentes de serviços sejam ativadas e até o final de 2023; mais de mil quilômetros de asfalto sejam aplicados nos 52 municípios. Deste total, mais de 560 quilômetros são asfalto novo; mais de 540km são de recapeamento e ultrapassa a 100km, o microrrevestimento.

TCHAU POEIRA

A ampliação da malha viária urbana pavimentada ou recapeada nos municípios rondonienses é realizada com recurso próprio do Poder Executivo, e faz parte do Projeto ‘‘Tchau Poeira’’ lançado em maio do ano passado, com a destinação de mais de R$ 660 milhões.

“Tchau Poeira” em Ji-Paraná

O coordenador do “Tchau Poeira”, projeto vinculado à Casa Civil, Rodrigo Flávio da Silva explica que a ideia surgiu da preocupação do Governo do Estado, em destinar o superavit, que o Executivo havia conquistado, em algo, que fosse fazer a diferença na vida dos rondonienses.

Rodrigo Flávio da Silva conta que após o diálogo entre o governador, o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves foi incumbido da missão de identificar a principal necessidade dos rondonienses.

O secretário Júnior Gonçalves fez reunião com as equipes da Casa Civil e do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes – DER, sendo identificado que asfalto era a principal demanda apresentada pelas prefeituras, e seguindo o princípio de considerar as solicitações daqueles que conhecem de perto a necessidade da população em cada localidade, nasceu o ousado projeto de asfaltamento urbano.

Batizado como “Tchau Poeira”, inicialmente, a ideia era levar asfalto às ruas que nunca foram pavimentadas. As vias foram priorizadas de acordo com as demandas apresentadas pelas prefeituras.

“Tchau Poeira” em Costa Marques

Porém, segundo o coordenador do projeto, a ideia inicial, de só aplicar asfalto novo foi modificada diante de tantas demandas de recapeamento apresentadas pelos prefeitos. ‘‘Eles alegaram que precisavam também reconstruir o asfalto que já estavam muito danificado’’, disse Rodrigo Flávio da Silva.

Sensível à situação, o Governo do Estado, então passou a contemplar obras de recapeamento, por meio do “Tchau Poeira”.

IMPACTO

Para o coordenador do “Tchau Poeira”, o projeto está transformando não só a infraestrutura dos municípios, mas também exerce um impacto social muito positivo e forte.

‘‘Mil quilômetros representa a grandiosidade da importância que o Executivo Estadual deu ao objetivo de levar a política pública na ponta; levar aquilo que não é obrigação do Governo do Estado, mas sim, do municipal, movido por minimizar o sofrimento daqueles que moram em ruas sem asfalto, e têm transtornos com a poeira, desde aspectos considerados mínimos, como os gastos com produtos de limpeza para dar conta de manter a casa limpa, que para muitos pode parecer irrisório, mas para tantos, o custo interfere no orçamento doméstico, até a melhora da infraestrutura dos municípios, que traz mais segurança para a trafegabilidade, e ainda há o aspecto da geração de empregos locais por meio das obras’’.

“Tchau Poeira” em Vilhena

O “Tchau Poeira” também demonstra a sensibilização do Governo do Estado com a carência de apoio aos municípios, que tiverem os cofres públicos afetados pelos gastos com a pandemia, e ficaram com praticamente nada para investimentos.

MODALIDADES

O coordenador explica que o “Tchau Poeira” é realizado por meio de três modalidades, sendo elas a de execução direta feita pelo DER, execução indireta, ou seja, contratação de empresa pelo Executivo Estadual, e é a que concentra mais obras; e por convênio com as prefeituras, que é o repasse de recurso. ‘‘Nunca vi um projeto de asfaltamento assim. São várias formas de execução’’.

EXECUÇÃO DIRETA

As obras por execução direta feita pelo DER representam quase 50% de todos os serviços já executados. De acordo com o diretor-geral do DER, Eder André Fernandes Dias, para atender as demandas do “Tchau Poeira”, o departamento fortaleceu a estrutura com novos equipamentos e insumos.

Ruas com boas qualidades de tráfego refletem em uma melhor qualidade de vida para os cidadãos

Ele explica ainda quanto à qualidade da massa asfáltica que está sendo aplicada. ‘‘São utilizados quatro tipos, um deles é o Concreto Betuminoso Usinado a Quente – CBUQ, aplicado em ruas sem pavimento, bem como no recapeamento. Temos o microrrestimento que também é uma forma de recapeamento, e por convênios tem o Tratamento Superficial Duplo – TCD, um pavimento usinado a frio’’, explica o diretor-geral do DER.

São utilizados quatro tipos de massa asfáltica nos pavimentos e recapeamentos

Eder André Fernandes Dias avalia o projeto como de extrema importância para o desenvolvimento dos municípios, e consequentemente do Estado. ‘‘Ruas com boas qualidades de tráfego refletem em uma melhor qualidade de vida para os cidadão, seja o asfalto chegando em vias que não tinham pavimento ou aumentando a vida útil daquelas já asfaltadas. É um projeto magnifico’’.

CELERIDADE

Agora que as novas modelagens permitiram avançar nas contratações de empresas para executar as obras e com a proximidade do verão amazônico que dá ainda mais condições para que os serviços sejam feitos com agilidade, a estimativa é ter um salto significativo dos quilômetros alcançados pelo “Tchau Poeira”.

CONTEXTO HISTÓRICO

 
2019 – o Governo de Rondônia iniciou o planejamento para fortalecer a economia do Estado;

2020 – a pandemia exigiu gastos inesperados para salvar vidas diante do avanço da covid-19, mas o Poder Executivo mantém esforços para fortalecer, além da saúde, outros eixos de desenvolvimento;
2021 – o Executivo Estadual por meio da gestão estratégica de gastos com uso responsável do recurso público alcança superavit para grandes investimentos no desenvolvimento do Estado;
13 de abril de 2021 – a Assembleia Legislativa de Rondônia – ALE/RO aprova a execução do projeto “Tchau Poeira” pelo Governo de Rondônia;
12 de maio de 2021 – Lançamento do “Tchau Poeira”, e Fevereiro de 2022 – o Poder Executivo alcança a marca dos mil quilômetros de asfalto garantidos no orçamento para serem destinados aos municípios.

“Tchau Poeira” em Rolim de Moura
FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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