Mundo

Macron e outros líderes foram alvos do sistema Pegasus

Sistema de espionagem de celulares de empresa israelense teria sido usado por governos autoritários para monitorar uma série de líderes estrangeiros, adversários políticos, jornalistas e ativistas.

O celular do presidente da França, Emmanuel Macron, e de mais uma dezena de altos políticos aparecem como possíveis alvos do sistema de espionagem Pegasus, segundo informações publicadas nesta terça-feira (20/07) pelos jornais Le Monde, The Guardian e Washington Post.

Além de Macron, aparecem os presidente Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Barham Salih (Iraque) e os primeiros-ministros Imram Khan (Paquistão), Saad-Eddine El Othmani (Marrocos), Mostafa Madbouly (Egito) e o rei marroquino Mohammed VI.

A lista ainda inclui ex-líderes do Líbano, Itália, Bélgica e Uganda.

No último domingo, um consórcio de jornais e organizações liderado pelo projeto francês Forbidden Stories revelou que os governos de vários países podem ter espionado 50 mil números de telefone de ativistas, jornalistas e políticos usando o software Pegasus, desenvolvido pela empresa israelense NSO Group.

O caso marroquino

No caso de Macron, o presidente francês teria sido espionado com auxílio da ferramenta Pegasus pelo governo do Marrocos, que teria espionado ainda o ex-primeiro-ministro Édouard Philippe e 14 ministros franceses. O governo francês ainda não se pronunciou. Já a NSO negou a acusação e disse que Macron nunca foi um alvo de algum de seus clientes.

Já o jornal britânico The Guardian aponta que o Marrocos também espionou os telefones de Tedros Adhanom Ghebreyesus, secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019 e do ex-premiê belga Charles Michel, que hoje preside o Conselho Europeu.

O escândalo mexicano

O consórcio também revelou que serviços de inteligência do México fizeram uso da ferramenta em larga escala durante o governo de Enrique Peña Nieto (2012-2018). O país lidera a lista de números espionados com quase 15 mil. Entre os alvos estão jornalistas, ativistas e até o atual presidente do país, Andrés Manuel López Obrador. O governo Peña Nieto teria espionado até mesmo parentes de um grupo de estudantes mexicanos assassinados em 2014.

“Foram vítimas pais e mães dos 43 estudantes de Ayotzinapa desaparecidos e também o atual presidente da República e várias pessoas de seu entorno, sua esposa, filhos e até mesmo seu cardiologista”, disse Edith Olivares, diretora interina da Anistia Internacional México, organização que também deu apoio técnico à investigação.

Além de López Obrador, a ferramenta foi usada pela inteligência mexicana para espionar a atual prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, e pelo menos 45 governadores e ex-governadores, assim como o ex-presidente Felipe Calderón (2006-2012).

Jornalistas como alvos

Outros países que fizeram uso em larga escala da ferramenta incluem Arábia Saudita, Azerbaijão, Hungria e Índia.

O jornal Washington Post aponta que, dos 50 mil números de telefone possivelmente espionados mundo afora com a ferramenta, os autores da investigação já conseguiram identificar mil pessoas em 50 países. O grupo inclui pelo menos 65 funcionários do alto escalão de empresas, 85 ativistas de direitos humanos, 189 jornalistas e mais de 600 políticos e autoridades governamentais. Entre os jornalistas espionados estão profissionais do Financial Times, The New York Times e El País.

Nesta terça-feira, o Ministério Público francês afirmou que vai abrir uma investigação a partir de uma denúncia apresentada pelo portal Mediapart, que apontou que dois de seus jornalistas foram espionados pelo governo do Marrocos. Segundo a denúncia, o serviço secreto do Marrocos invadiu os telefones de Lénaïg Bredoux, editora de questões de gênero e violência sexual do Mediapart, e de Edwy Plenel, cofundador do portal.

A ferramenta ainda foi usada para espionar membros do círculo pessoal do jornalista Jamal Khashoggi, que foi brutalmente assassinado em 2018 dentro do consulado saudita em Istambul.

Efeitos na Hungria e Índia

As revelações já vêm causando efeitos políticos nos países que fizeram uso da ferramenta para espionar políticos locais, jornalistas e ativistas. Nesta terça-feira, a oposição no Parlamento indiano interrompeu uma sessão para defender a instauração de inquérito contra o primeiro-ministro Narendra Modi. Segundo o consórcio que investigou o caso, os aparelhos celulares de pelo menos 300 indianos foram monitorados. Entre eles o de Rahul Gandhi, principal adversário político do premiê Modi.

Já na Hungria, a oposição acusou nesta terça-feira o primeiro-ministro Viktor Orbán de criar um “Estado policial” ao utilizar o programa Pegasus para espiar jornalistas e políticos da oposição. Pelo menos 300 pessoas teriam sido monitoradas na Hungria.

Viktor Orbán, primeiro-ministro da HungriaO autoritário premiê Viktor Orbán foi acusado por adversário de agir como um “tirano” após uso do Pegasus

A eurodeputada de esquersa Klara Dobrev, que faz oposição a Orbán, disse que, com o uso do Pegasus, o governo ultranacionalista do premiê deu um “exemplo de tirania”.

O líder do partido Momentum (liberal), Abdras Kegete-Gyor, e o prefeito de Budapeste, Gergely Karacsony, outros críticos de Orbán, também acusaram o premiê de se comportar como um ditador. O governo húngaro negou as acusações.

Reações internacionais

Já a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, descreveu como “extremamente alarmante” a espionagem de jornalistas, ativistas e políticos. Para Bachelet, as queixas sobre o uso generalizado de spyware “parecem confirmar os piores receios sobre o abuso de tecnologias de vigilância para violar os direitos humanos”.

A alta comissária acrescentou que esse tipo de medida de controle “só se justifica em circunstâncias muito definidas”, o que não teria sido levado em conta no caso do uso do Pegasus.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), por sua vez, pediu que governos de países democráticos atuem contra aqueles que se serviram do programa para espionar jornalistas, e recordou que já tinha descrito o NSO Group como uma “predadora digital” da liberdade de imprensa em 2020.

“Os países democráticos devem assumir o controle deste caso particularmente grave, determinar os fatos e sancionar os responsáveis. Convidamos os jornalistas e os meios [de comunicação social] afetados a virem à RSF para se juntarem à resposta judicial necessária após as revelações”, afirmou Christophe Deloire, secretário-geral da RSF, em comunicado.

Como funciona o Pegasus

O Pegasus ganhou as manchetes pela primeira vez em 2016, quando o projeto Citizen Lab, da Universidade de Toronto, descobriu vulnerabilidades no iOS, o sistema operacional móvel da Apple. Mais tarde, em 2019, 1.400 pessoas foram vítimas de espionagem através do software, que explorou uma vulnerabilidade do WhatsApp para se infiltrar nos telefones. Em declarações ao The Washington Post, o NSO Group se recusou a identificar os governos aos quais vendeu a ferramenta.

Em maio, uma reportagem do UOL apontou que o vereador Carlos Bolsonaro, o filho “02” do presidente Jair Bolsonaro, teria participado de negociações para que o Ministério da Justiça adquirisse o sistema. Fontes ouvidas pelo site afirmam que a ideia do vereador era reforçar uma “Abin paralela”, que responde diretamente à família do presidente, em referência à Agência Nacional de Inteligência (Abin). À época, o vereador negou que estivesse envolvido em qualquer negociação.

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair BolsonaroReportagem de maio apontou que Carlos Bolsonaro tinha interesse no sistema. Ele nega

O programa Pegasus da empresa israelense NSO explora constantemente as vulnerabilidades dos smartphones. Uma vez inserido no celular, o Pegasus exporta os dados do usuário (e-mails, mensagens, fotos, etc) para páginas da internet criadas pela NSO, que são constantemente modificadas para evitar detecção. A ferramenta é cara. Segundo reportagem do jornal americano New York Times, o México, por exemplo teria desembolsado mais de US$ 80 milhões pelo seu uso (R$ 417 milhões).

Essa transmissão de informações passa totalmente despercebida pelo usuário e é muito difícil encontrar qualquer prova dessa espionagem nos celulares Android. Por esse motivo, a investigação revelada no domingo foi baseada em celulares da Apple.

Inicialmente a NSO usava armadilhas via SMS, bugs no WhatsApp, iMessage, Apple Music e outros aplicativos para espionar os celulares, sendo necessária uma ação do usuário, como clicar em um link para que o telefone fosse hackeado. Mas agora, segundo especialistas, a ferramenta consegue penetrar nos aparelhos mesmo sem um gesto do dono.

Segundo as reportagens do consórcio, a NSO emprega hackers experientes que estão constantemente procurando falhas nos telefones. Segundo especialistas, a empresa também tende a recorrer ao “mercado clandestino”, no qual pesquisadores de cibersegurança inescrupulosos comercializam as falhas que servem de porta de entrada.

FONTE: DEUTCHE WELLE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.