Resenha Politica

Jaime Bagatolli está de malas prontas – Por Robson Oliveira

RECONHECIMENTO 

Embora seja reconhecida internacionalmente como uma das vozes fortes em defesa da causa indígena e ambiental, a indígena rondoniense Txai Surui, é desconhecida pela maioria dos seus conterrâneos. É um ser humano notável, deveria ser homenageada pelas nossas autoridades, as mesmas que, recentemente, concederam um título de cidadão de Rondônia ao primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Mas optam por homenagens que terminam sendo vergonhosas para os conterrâneos.  

REFERÊNCIA  

O consistente e importante discurso da jovem rondoniense líder indigenista proferido na última Cúpula do Clima (COP-20), em Glasgow, na Escócia, foi tema da questão número 74 do Enem. Txai é atualmente uma referência mundial sobre as questões climáticas e indígenas, mas não é ouvida em Rondônia por nossas autoridades. 

EXTREMADOS 

Enquanto Rondônia tem uma ilustre liderança sendo referência no exame nacional do Enem, parte da base parlamentar estadual no Congresso Nacional foi às redes sociais reverberar um discurso extremado destacando repulsa às três questões sobre os reflexos predatórios do Agro no Meio Ambiente. No entanto, sobre Txai, igualmente destacada no exame, nem um mínimo sussurro. É mais uma bancada a ser esquecida pela história, a exemplo de Raquel Cândido (cassada), Jabes Rabelo (cassado) e Nobel Moura (cassado). Todos limados da política por condutas inadequadas ao decoro.  

AÇÃO 

Já são quinze operações da Polícia Federal em Rondônia, nos últimos três meses, envolvendo crimes ambientais. São ações de combate à exploração e tráfico de diamantes, garimpo ilegal, desmatamento, invasão de terras indígenas, entre outras. É preciso também que as autoridades estaduais façam sua parte e combatam firme tais crimes, visto que nas últimas quarenta e oito horas, Rondônia registrou 121 focos de incêndio criminosos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe). A população manauara sofre com a fumaça que cobre os céus da cidade. Sem a continuidade de ações que coíbam as queimadas e invasões, os céus rondonienses tendem a perder o azul e virar cinza, em razão da cumplicidade de quem deveria combater o fogaréu.  

DESFILIAÇÃO 

Mesmo publicamente negando a desfiliação do PL, o senador Jaime Bagatolli está de malas prontas para deixar a legenda depois que Marcos Rogério recuperou a direção estadual do partido. O senador vilhenense conversa com o Partido Novo e PP.  

PAU OCO 

Está em fase de alegações finais na Justiça Estadual o processo criminal originalmente iniciado por uma operação policial denominada “Pau Oco”, de responsabilidade da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). Foi uma ação policial que atingiu na época o governador Daniel Pereira, além de outros servidores estaduais lotados na Secretaria de Desenvolvimento Ambiental.  

MANIPULAÇÃO 

A coluna teve acesso às alegações finais, contendo referências às escutas originais feita pelo “Guardião”, e ficou surpresa ao perceber que degravações foram supostamente manipuladas por policiais, com a troca de nomes de empresário investigado com o de um servidor público, visando alcançar o ex-governador Daniel Pereira em condutas criminosas que aparentemente não deu causa. Nos diálogos entre policiais é possível verificar que um deles roga a Deus para que a manipulação, esta sim, criminosa, fosse descoberta pelos advogados dos acusados. Prece, graças ao poderoso, não atendida e tramóia desvendada. 

ENVENENADA 

A ‘Pau Oco’ tem em tese todos os elementos coligidos nos autos com veneno suficiente para anular o troco das investigações e se tornar uma árvore investigativa de fato oca sem provas lícitas para dar algum fruto sancionatório justo e digno da persecução penal. Como previu o próprio delegado, é um caso de ação de regresso para alcançar aqueles que exacerbaram das funções públicas para alcançar interesses ilegalmente inconfessáveis. De tão oca que é a investigação, que a árvore restou envenenada.  

GRAMPO 

O país está envolto em instituições afetadas pela contaminação política na sua mais abominável concepção filosófica e prática. São grampos feitos ao arrepio da legislação e voltados a alcançar desafetos independentemente de que sejam bandidos ou não. Pior ainda quando um grampo legal é degravado de forma manipulada para alterar os fatos e alcançar os desafetos ilegalmente, ao que parece em tese ser o caso da investigação denominada “Pau Oco”.  

DESGASTE 

Embora esta coluna tenha sido ácida nas críticas com a administração de Daniel Pereira ao apontar inconsistências governamentais entre o que pregava e o que executava, o envolvimento do seu nome na “Operação Pau Oco”, antes de virem à tona as supostas manipulações, foi aqui pautado com cobrança de uma investigação dura, rápida e justa. Além de críticas acerbas ao investigado. Daniel sofreu o desgaste político enorme com aquela ação policial que levou ao cárcere pessoas da sua confiança, pondo em dúvida em extensão a sua honorabilidade.   

ESCUSAS 

Caso a sentença confirme a suposta manipulação nas investigações, merece, por coerência jornalística, o pedido de escusas de todos os detratores. Inclusive nosso. O que fazemos antecipadamente. Quem tem acesso aos fatos intactos conclui de forma singular a inocência do ex-governador num enredo policialesco que exige da justiça a repulsa. A “Pau Oco” revela uma gente desmiolada que acha que tudo pode, mas que exige limite. 

SINJUR 

Foi um tiro no pé da atual direção do Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário (SINJUR) a convocação de uma Assembleia Extraordinária cujo objetivo era destituir a Comissão Eleitoral, por ela nomeada, em razão do deferimento da inscrição da Chapa 2, de oposição. Dos 1.121 sindicalizado presentes a convocação, 1.041 votaram contra a destituição da comissão, referendando seus atos. O resultado sugere humor da categoria com a letargia e inércia sindical que assola a entidade classista. Um tiro em alvo certeiro.  

PERPETUAÇÃO  

É impressionante como as castas sindicais país afora utilizam dos expedientes mais ignominiosos para se perpetuarem nas entranhas dos Sindicatos, especialmente agora que a Suprema Corte reavivou o malfadado imposto sindical estimulando a pelegagem a manobrar para a perpetuação nas direções. 

PAPAGAIO 

O gaúcho de Bagé que virou delegado de polícia e deputado estadual em Rondônia, Rodrigo Camargo, não é afeito a críticas e anda tentando amedrontar profissionais da imprensa com processos. Um método que não assusta nem um foca (jornalista iniciante), nem tão pouco impede que seu mandato seja esquadrinhado pela mídia. A coluna tem evitado avaliar a produção legislativa do parlamentar até porque por enquanto está muito medíocre em relação às necessidades da população. É um parlamentar com um discurso monocórdio que atua exclusivamente e circunstancialmente em temas de costumes. Repete feito papagaio a mesma bobagem extremista dos perdedores das eleições nacionais, ostentando no peito, como forma de aparecer, uma frase de negação ao candidato vencedor. Ainda não sabe diferenciar as funções parlamentares das policiais, razão pela qual utiliza uma insígnia de Xerife nas propagandas pessoais eleitorais, embora a insígnia seja de uso exclusivo do servidor policial em trabalho. A papagaiada contra a imprensa não passa de intimidação. O que não cola em períodos de democracia plena.  

ELOGIOS 

Já as reações do delegado deputado contra o aumento do ICMS são justas porque soube defender os interesses dos contribuintes e não os do governo, como fizeram os colegas de parlamento. Neste caso, quando Rodrigo Camargo se afastou do extremismo e defendeu uma boa causa, as críticas feitas contra sua oposição ao aumento de tributos, na imprensa, foram no mínimo equivocadas. Neste especial caso, a coluna enaltece a posição altiva do deputado uma vez que aumento de impostos empobrecem a população. Sua reação contrária à majoração merece todos os elogios. Embora este cabeça chata abomine o reacionarismo nos temas sobre costumes.  

MÉRITO 

Imortal da nossa Academia Rondoniense de Letras, detentor de título cidadão rondoniense e, recentemente, laureado com o título de cidadão de Santarém (PA), Dimis da Costa Braga é um magistrado com todas as homenagens meritórias por sua capacidade humana de comunicação, perspicácia intelectual, formação filosófica sólida, literário de primeira linhagem e juiz que honra a toga ostentada. No último evento a ARL, em Porto Velho, o discurso do confrade enaltecendo o ingresso dos novos imortais é uma obra literária a ser destacada em qualquer exame histórico a ser objeto de estudo no futuro. A coluna se junta aos que o homenageiam.   

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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