Resenha Politica

Desavença entre Hildon Chaves e Marcos Rocha estremece relações na capital – Por Robson Oliveira

BELINGERÂNCIA  

Embora haja vários comentários nos meios políticos sobre uma suposta desavença entre Hildon Chaves, prefeito da capital, e o governador Marcos Rocha, em razão de uma postagem do prefeito nas plataformas criticando a CAERD por esburacar ruas com asfalto novíssimo e remendando de forma inadequada, não é verdadeira tal animosidade, segundo a coluna apurou com o próprio prefeito. 

REAÇÃO 

Após as críticas do prefeito à buraqueira causada nas ruas da capital pela Caerd, um serviçal governamental também foi às mídias sociais para rebater as críticas de Hildon Chaves. Em nome da Secretaria Estadual de Obras o servidor soltou o verbo de forma grotesca contra o prefeito. Uma reação entendida nos meios políticos como declaração de ruptura entre os dois governantes. Segundo Chaves, tudo não passa de fofoca política e que a relação com Rocha é respeitosa. Quanto à reação acerba do servidor o prefeito disse que não bate boca com serviçal.   

PPP 

A verdade é que no âmbito da Caerd, empresa estadual de saneamento e água potável deficitária, há uma preocupação enorme com a possibilidade do prefeito da capital firmar uma Parceria Público Privado (PPP) para o saneamento básico, o que impactaria sensivelmente as finanças da companhia.  

PRIVATIZAÇÃO 

Esta PPP está bem avançada e a prefeitura de Porto Velho pretende decretar a caducidade do contrato com a Caerd nos próximos três meses, abrindo caminho para a privatização do fornecimento da água e esgoto da capital.  

MANOBRA 

Caso tudo ocorra no cronograma da prefeitura de Porto Velho, em três meses a Caerd perderá a principal fonte de receita. Empresa hoje em estado de insolvência devido a um precatório milionário recheado de dúvidas que inviabilizou economicamente novos investimentos. A PPP, portanto, passou a ser uma alternativa à insolvência, embora o sindicato tente ideologizar o problema numa manobra que em outra época deu resultado, mas agora dificilmente vinga.  

IRRESPONSÁVEL 

É impressionante o silêncio dos órgãos ambientais do estado, especialmente da Secretaria de Meio Ambiente, com os impactos climáticos que levaram à maior crise hídrica regional, provocando nível baixíssimo no Rio Madeira. Por razões meramente políticas (política menor), a omissão dos órgãos governamentais sobre o problema beira à irresponsabilidade, além de gestores sem a mínima noção de sustentabilidade.  

CRISE 

A crise hídrica que assola nossas bacias hidrográficas afeta toda a cadeia produtiva, uma vez que impede a navegação, a pesca, o escoamento dos grãos e o isolamento de comunidades ribeirinhas. O Governo de Rondônia, por omissão, passa uma sensação de cumplicidade com os malfeitos ambientais.  

 ERRO 

Por mera barbeiragem processual, o senador Jaime Bagattoli conseguiu escapar da Investigação Judicial Eleitoral que pugnava pela cassação do mandato. Mesmo com provas de uma robustez relevante de cometimento de crime eleitoral, o senador se safou ao arguir preliminares processualmente relevantes que o salvaram da cassação. Neste caso um erro terminou justificando o outro. Razão pela qual os juízes do Tribunal Regional Eleitoral foram obrigados a arquivar os autos por força do erro processual da parte requerente.

CRIMES 

Embora no âmbito do TRE o senador tenha conseguido êxito, o relator do processo, desembargador Miguel Mônico, vislumbrando crimes supostamente de lavagem de capitais, entre outros, determinou o envio dos autos ao Ministério Público Federal para avaliar se há elementos suficientes para denúncias de crimes em outras esferas judiciais. Significa dizer que os problemas de Jaime Bagattoli com a justiça ainda não estão totalmente encerrados. E como são fatos anteriores à posse senatorial, sem a prerrogativa de foro, a tendência é que na hipótese de uma nova denúncia a decisão ficará a cargo de um juiz estadual.  

INEXPUGNÁVEL 

Inicialmente é obrigação de qualquer cidadão repudiar firme atos violentos contra a sociedade civil, idênticos aos ocorridos contra o povo judeu de Israel por um grupo extremista denominado Hamas. Foi uma ação covarde e inadmissível, assim como as reações desproporcionais do governo israelense na faixa de Gaza contra civis inocentes e desarmados. Um ato violento não justiça uma reação ainda mais violenta. O governo Israel tem ocupado territórios palestinos ao longo do tempo com um exército altamente treinado e com um serviço secreto considerado de excelência e até então implacável devido à alta tecnologia usada para antecipar ataques. A sensação de território inexpugnável ruiu com o ataque inesperado e planejado do Hamas, causando um número altíssimo de vítimas no próprio território israelense. Ninguém vai vencer essa guerra, mas os dirigentes e comandantes israelenses serão os perdedores e vão ser responsabilizados pela agressão sofrida. Quando o conflito acabar, acabará junto o governo do impopular e extremado Benjamin Netanyahu.  

PRÊMIO 

Os editoriais publicados do site Rondônia Dinâmica têm se notabilizado pela profundidade da abordagem dos temas. Não raro, essas abordagens têm agraciado os redatores com prêmios de instituições estaduais, a exemplo do MP. O site já venceu cinco disputas de melhores reportagens no MPE, e este ano é forte candidato a vencer o sexto com a matéria “Ao obter as primeiras condenações criminais, MP de Rondônia se destaca na vanguarda de resoluções de casos sobre atos antidemocráticos após eleição 2022”. Na matéria, o redator esgrime o vernáculo de forma investigativa ao rememorar os atos violentos de extremistas que fizeram todo tipo de ameaças e agressões nos municípios do Cone Sul, o que redundou em condenações criminais. Um texto primoroso merecedor do sexto prêmio.   

ANTENA 

Nesta terça-feira, 10, participei de um debate de rede estadual radiofônico do grupo Antena Hits, de propriedade de Dirceu Fernandes. Com Fernandes abordamos variados temas, em especial sobre sucessão municipal. O programa pode ser acessado no youtube pelo link: https://www.youtube.com/live/cFC-4OXD0yk?si=0TKTTI1hb4qqjc2G.

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A Opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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