Resenha Politica

Ibope – Nova rodada deve sair amanhã; Disputa acirrada em Ji-Paraná e Ariquemes; Manuel Neri vence em 22 dos 27 estados – Por Róbson Oliveira

DÚVIDAS

Estamos nos últimos dias da eleição municipal com o quadro começando a tomar forma com as candidaturas se consolidando. Esta semana devem aparecer novos números de pesquisas, especialmente na capital. Embora todos aguardem com expectativas esses números, quando são anunciados, começam as justificativas na tentativa de desqualificar. Faz parte do processo, principalmente o “mimimi” daqueles que não se consolam com a realidade. O Ibope – uma nova rodada deve sair amanhã –  pode não acertar fechado o resultado de domingo, mas sua última pesquisa sempre dá uma pista certeira (para quem sabe interpretar números) do que pode vir a ocorrer. Acredite se quiser!

OSCILAÇÃO

É possível que haja alguma oscilação entre os candidatos por ser a semana de definição. Em Ji-Paraná, segundo colégio eleitoral do estado, as apostas são de que o emedebista Isaú Fonseca e o candidato da coligação “Resgatando valores”, Jhony Paixão, devem fazer uma das eleições mais disputadas do estado. Cada cenário um deles se reveza na ponta. Igualmente está ocorrendo em Ariquemes entre os candidatos Lucas Follador (DEM) e a vereadora Carla Redano (Patriotas).

PREVISIBILIDADE

Na capital sempre há oscilação nos últimos dias que antecedem à votação, embora os favoritos ainda sejam os mais cotados para o segundo turno. O atual governador Marcos Rocha, os ex-governadores Confúcio Moura e Daniel Pereira mostraram a fuça na TV defendendo os seus pupilos ao paço municipal. Uma aparição que tende a revelar o tamanho eleitoral que cada um hoje possui junto ao eleitorado de Porto Velho. O resultado no domingo comprovará se esses reforços foram vexame retumbante ou a gloriosa consagração. O resto é lorota das pessoas engajadas nas candidaturas.

FENIX

Em Jaru não deverá acontecer nenhuma surpresa já que o atual mandatário é o mais bem avaliado entre os alcaides que concorrem à reeleição. Em Vilhena, o prefeito que tenta a reeleição vinha nadando em céu de brigadeiro, ao que tudo indica, o vento começa a mudar de lugar com a biruta apontando em sentido contrário. Significa dizer que a família Donadon pode renascer das cinzas já que Rosani Donadon (PSC) e Eduardo Japonês (PV) fazem um final de campanha acalorado e é imprevisível o que vai se revelar nas urnas domingo.

SINCERIDADE

O desembargador aposentado e candidato a vereador da capital pelo MDB, Walter Waltemberg, não logrou êxito em seu recurso contra a cassação da sua candidatura em razão da não desincompatibilização das funções de professor da Escola da Magistratura. Ele anunciou que vai recorrer ao TSE e mantém firme a candidatura até a decisão final. Em seu comunicado aos eleitores, Walter explicou que ao recorrer à corte superior pode ser que também não consiga refazer o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, embora esteja otimista, e avisou aos amigos e eleitores que seus votos podem ser que não sejam contados em razão do problema. Não é usual um candidato anunciar, da forma como anunciou, seus embaraços com o registro da candidatura nem tão pouco a franqueza e honestidade com que avisa aos eventuais eleitores de que seus votos possam ser inutilizados. Algo incomum no mundo político onde cada um tenta engalobar o outro. Mas Walter Waltemberg teve a dignidade de explicar os problemas sem manipular porque tem uma história na magistratura e no magistério digna de se admirar. Caso não logre êxito no TSE, quem perde é a municipalidade um grande edil.

INEDITISMO

A primeira decisão judicial impondo limites aos candidatos em virtude da pandemia saiu da 10ª Zona Eleitoral de Jaru, numa ação patrocina pelo advogado eleitoralista Cássio Vidal, de Porto Velho. A alegação foi de que o candidato a prefeito da coligação “O trabalho precisa continuar”, do candidato João Gonçalves, estaria fazendo caminhadas no município desrespeitando os protocolos expedidas pela AGESIVA em razão da pandemia do corona. Nas caminhadas o candidato não respeitou ao distanciamento social nem o uso de máscaras o que tem provocado aglomerações com o risco enorme de propagação do covid 19. O juiz Luís Marcelo Batista da Silva ao conceder a liminar também impôs multa caso as recomendações na nota técnica da AGEVISA continuem sendo desrespeitadas.

LIDERANÇA

Enfermeiros, técnicos e auxiliares foram às urnas no último domingo escolher os seus presidentes dos Corens em todo o país, com um resultado que consagrou o atual presidente do COFEN, o rondoniense Manuel Carlos Neri da Silva, visto que seus aliados venceram em 22 dos 27 estados. O que garantirá a permanência do grupo liderado por ele durante três anos na direção nacional da autarquia. Em Rondônia, a chapa conduzida por Neri, obteve mais de 80% dos votos válidos. Um percentual jamais alcançado por outro concorrente.

GESTOR

No Conselho Federal Neri implantou as mais modernas práticas de gestão com compliance e aproveitamento das plataformas digitais. Colocou a autarquia no topo dos conselhos de classe da aplicação da lei de transparência, no controle interno e na qualificação dos quadros profissionais. Investiu em mestrados, seminários e congressos para que as categorias pudessem melhor se qualificar. Recebeu vários prêmios nacionais e internacionais pelas boas práticas de gestão. É o gestor mais bem preparado no sistema que redundou na façanha de manter um grupo político mais longevo no comando da instituição. É daqueles que sabe se reinventar.

VISIONÁRIO

Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que somente nestas eleições vai testar votação pela internet em três municípios brasileiros, o sistema Corens-Cofen, sob a presidência de Manoel Carlos, implantou o voto pela internet em todos os estados há mais de cinco anos, sendo fiscalizado  e aprovado pelos órgãos de controle, além dos votantes. Neri é daqueles visionários com a marca de Rondônia. A coluna não exagera em prever que ele pode ir mais longe.

LUZ DO ALVORECER

Sábado, às 17 horas, será inaugurada a Sede Social da Associação Luz do Alvorecer, em Porto Velho, na rua Jacy Paraná, 2496, Bairro Mato Grosso. A associação  sem fins lucrativos tem como finalidade desenvolver ações sociais voltadas a pessoas vulneráveis, por meio de acolhimento, cultura, educação, saúde e renda. As famílias previamente escolhidas pelos critérios de vulnerabilidade já começam a receber assistência odontológica, médica, psicológica, entre outros, a partir de segunda-feira. O evento é presencial somente para a imprensa, ainda assim seguindo os protocolos estabelecidos pelo poder público. Os interessados poderão acompanhar a inauguração pela página da associação.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLÍTICA

  • A opinião dos nossos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a opinião da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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