Resenha Politica

Apoio do coronel e Governador de Rondônia Marcos Rocha a Breno Mendes pode não render os votos esperados – Por Róbson Oliveira

PESQUISA

Anunciar percentual de pesquisa em Rondônia virou piada sem graça, visto que, exceto os contratantes, ninguém mais acredita – embora haja algumas sérias. Uma pesquisa divulgada na semana passada, por exemplo, apontando uma aprovação acima de setenta por cento de satisfação dos consumidores de energia fornecida pela Energisa – empresa privada mais criticada -, é uma piada sem graça. Não há no estado outra empresa que concorra com esta no quesito reclamação.

PIADA

É uma insatisfação generalizada com a Energisa. Aliás, é competente apenas em cobrar, ainda assim com tarifas aviltantes. Pesquisa igual e duvidosa a esta somente aquela exibida no programa eleitoral do candidato a prefeito da capital Lindomar Garçon, com percentuais que o colocam no segundo turno em empate técnico com o primeiro colocado, Hildon Chaves. Ainda assim na margem de erro. Uma piada que desmoraliza as pesquisas divulgadas.

INGENUIDADE

Em comitês eleitorais obsoletos ainda persiste uma ideia equivocada de que o eleitor se ilude com resultado das pesquisas e se deixa influenciar com a divulgação. Lorota pura. No passado, quando as mídias sociais sequer existiam, ainda havia algum tipo de influência, mas na medida que o eleitor começa a receber informações por variadas fontes é ingenuidade achar que uma pesquisa influencie na hora do voto. Quando o eleitor decide votar não há nada que o faça mudar, as exceções são tão minúsculas que não mudam o resultado final. Ademais, pesquisa capta a realidade momentânea e política, é como nuvem que muda conforme o tempo.

REFORÇO

O coronel Ronaldo Flores, candidato a prefeito de Porto Velho pelo Solidariedade, colocou no ar uma peça publicitária na companhia do deputado federal Mauro Nazif. Embora seja um deputado federal operante, Nazif obteve pouco mais de 22 mil votos na capital em 2018, menos da metade que obteve quando disputou e perdeu a eleição de reeleição de prefeito. Ainda é cedo para aferir se o apoio é um reforço ou um fardo na campanha do coronel. Mas pelos percentuais que o parlamentar tem obtido na capital, o futuro político do coronel não será florido. Além de lhe faltar carisma nas peças políticas veiculadas.

SOVA

Quem decidiu sair do isolamento em que se encontra desde que assumiu para prestar apoio a Breno Mendes (AVANTE), também candidato a prefeito da capital, foi o governador Marcos Rocha. A exemplo de Ronaldo Flores, o apoio do coronel a Mendes pode não render os votos esperados, bastando que o eleitor visite o site do Tribunal Regional Eleitoral para verificar que Marcos Rocha levou uma sova de Vinicius Miguel nas eleições em 2018, no primeiro turno. Uma diferença de mais de vinte e dois mil votos em relação aos votos obtidos na capital por Rocha.

FACTOIDE

Ainda que seja apenas uma liminar com força de atos preparatórios para um procedimento processual, onde todos exercem o contraditório e a ampla defesa, houve muita especulação apressada de que o candidato à reeleição Hildon Chaves terá sua candidatura cassada. É possível? A resposta é sim. No entanto, é possível que não? A resposta também é verdadeira. Sempre que um candidato desponta entre os concorrentes, os retardatários, por não empolgarem o eleitor, tentam impedir por vias judiciais. Vinicius Miguel, primeiro a sofrer este tipo de questionamento, e agora, Hildon Chaves. Não por coincidência ambos despontam como favoritos nos percentuais por aí divulgados. Tudo factoide que não influi na vontade livre do eleitor em escolher entre eles os melhores.

EQUÍVOCO

Nesses processos em que a justiça eleitoral concede liminar é dever da imprensa divulgar o conteúdo das decisões. Não há nada de incomum neste aspecto. O jornalista ao divulgar cumpre o seu papel social, principalmente porque os fatos divulgados são verdadeiros. É um equívoco culpar o repórter pelo eventuais erros de terceiros. É verdade que os adversários usam das matérias para manipular os fatos e com isto cabular votos. Verificando antecedentes similares, a maioria quebra a cara porque o eleitor percebe a manobra e sabe distinguir o que mente daquele que fala a verdade. Razão pela qual as promessas exageradas feitas caem no vazio.

APOSTA

Quem apostar que não haverá segundo turno na capital vai perder as fichas. Todos os percentuais apurados, inclusive para consumo dos comitês, revelam que a definição da eleição ocorrerá no segundo turno. Somente quem não tem experiência em campanha põe suas fichas numa definição de primeiro turno. Os próximos sete dias vão ser decisivos para a definição dos dois mais bem colocados. Embora hoje haja favoritos, amanhã é possível que mude o cenário. Apostar neste momento no vencedor é um risco de pura adivinhação.

EQUILÍBRIO

Uma campanha que está bem equilibrada é a de Ji-Paraná. Os candidatos com mais chances no momento são Jhony Paixão (Republicanos) e Isaú Fonseca (MDB). O primeiro vinha em céu de brigadeiro, mas o segundo, nesta reta final, equilibrou a disputa e vai ser voto a voto até a apuração. Já o candidato do PDT, Julian Caudal, convocado para substituir o atual prefeito, após prisão, é uma incógnita, embora carregue o fardo de substituir o correligionário confinado. Lideranças municipais, a exemplo de Jesualdo Pires, podem ser o fiel da balança.

REVIRAVOLTA

Outra disputa que começa a mudar de formato é a de Ariquemes, com a entrada na campanha do atual prefeito que declinou apoio a Carla Redano. A jovem vereadora enfrenta um outro jovem bom de urna, Lucas Follador. O terceiro candidato, Tiziu Jedalias, despencou do favoritismo depois que rejeitou na chapa a vereadora Redano. A reviravolta no município não será surpresa pra ninguém.

VITÓRIA

Quem já garantiu antecipadamente a vitória nas urnas no dia 15 é o candidato à reeleição, delegado Araújo, de Pimenta Bueno. A vitória é certa em razão de que nenhum outro partido apresentou candidato na disputa e o delegado concorre só. Prefeito reeleito por antecipação. Um sonho eleitoral que poucos conseguem.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a opinião da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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