Extra

Governo recua e decide aumentar juros do consignado do INSS

Após bancos se recusarem a conceder empréstimos para aposentados e pensionistas com juros de 1,7% ao mês, equipe econômica concordou na adoção de um “meio-termo” na taxa

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai recuar e voltar a subir os juros do consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A decisão surge após os bancos públicos e privados suspenderam os empréstimos para aposentados e pensionistas devido ao teto mais baixo imposto pelo governo.

A taxa, que antes era 2,14%, caiu para 1,7% ao mês por decisão do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), órgão presidido pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi. Na ocasião, ele manifestou a importância da mudança nas faixas que receber menos de dois salários mínimos.

Em reunião no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (20), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, Lupi e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, discutiram uma fórmula para solucionar a questão para evitar que a operação continue suspensa pela maior parte dos bancos, incluindo públicos, como BB e Caixa, e privados, como Itaú Unibanco. Participaram do encontro também as presidentes da Caixa, Rita Serrano, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.

Na reunião, os ministros concordaram quanto à necessidade de o governo adotar um “meio-termo” na taxa, que oscilaria entre 1,8% e 2% de juro. No entanto, ainda não houve acordo sobre o patamar e tampouco quando a medida entraria em vigor.

A falta de acordo levará os titulares das pastas a se reunir novamente na próxima sexta-feira (24) e desta vez contar com a presença de representantes do sistema financeiro, dos bancos e do governo. Esta reunião também se dará depois da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide sobre os rumos da taxa básica de juros amanhã (22).

“A expectativa é chegar a um acordo sobre a taxa. Há previsão de que na próxima semana, o ministro da Previdência convoque uma nova reunião do Conselho Nacional da Previdência Social para discutir o tema”, afirmou a Casa Civil em nota após o encontro. A próxima reunião do CNPS está marcada para terça-feira da próxima semana (28).

Haddad coordenará um grupo de trabalho com técnicos de bancos públicos e privados para chegar a uma solução e debelar o impasse com Lupi. A presidente da Caixa, Rita Serrano, colocou como condição básica para a manutenção das discussões que o Conselho de Previdência restabeleça a taxa ao patamar mínimo de 1,81%.

Em reação à decisão do Conselho, os bancos públicos e privados decidiram na última quinta-feira (16) parar temporariamente de oferecer empréstimos consignados para aposentados. Entre as instituições que interromperam as concessões da modalidade estão o Itaú Unibanco, Mercantil do Brasil, Banco Pan, Daycoval e Agibank, além da Caixa e do Banco do Brasil.

A medida adotada por Lupi causou um novo choque com a equipe econômica do governo por ter sido adotada sem o aval das áreas técnicas da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil. O ministro já havia sido desautorizado por Rui Costa por defender a revisão da Reforma da Previdênciaaprovada em 2019.

FONTE; R7.COM COM AGÊNCIA ESTADO –  ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]