Teia Digital

Governo libera crédito de 5 bilhões de reais para apoio as empresas – Por Sílvio Persivo

Há ilusões que viram pandemia. “O ‘fim de um mundo’ nunca é e nunca pode ser outra coisa senão o fim de uma ilusão” (René Guénon). 

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA GRIPE JÁ COMEÇOU EM RONDÔNIA

A vacina que protege a população contra o vírus que causa gripe (Influenza A-H1N1, Influenza A-H3N2 e Influenza B) está disponível, a partir de segunda-feira (23), em Rondônia. Nesta primeira etapa, que segue até 15 de abril, serão imunizados idosos e trabalhadores de saúde. A campanha geral encerra em 22 de maio. A iniciativa atende à uma determinação do Ministério da Saúde que antecipou a campanha nacional em virtude da epidemia de Covid-19. Rondônia já recebeu cerca de 120 mil, e repassa aos municípios conforme a quantidade de pessoas inclusas no grupo de risco em cada cidade. A meta é vacinar no mínimo 90% do público-alvo. A gerente técnica de Vigilância Epidemiológica da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Arlete Baldez, destaca que a vacina não protege contra a pandemia do coronavírus.

MEDIDA BOA E POLÊMICA 

Os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, durante três sessões extraordinárias, na sexta-feira (20), projeto de Decreto Legislativo que reconhece a ocorrência do estado de calamidade pública em Rondônia em decorrência do avanço do Coronavírus, atendendo ao pedido realizado pelo governador Marcos Rocha. E também a Mensagem nº 31, de 20 de março de 2020, enviada pelo Governo, autorizando o REFAZ, programa que parcela os débitos do ICMS, que antes  eram limitados , de forma individualizada por CNPJ ou Inscrição Estadual, em valores de até R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais), a aumentar para os valores de R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais). Também diminuíram a entrada necessária para 5%. A medida, na verdade, beneficia as empresas, mas, o fato é que estendeu para grandes empresas o que era restrito para as micros e pequenas. Na mídia social as críticas foram muitas. Desde francos atiradores, a opositores do governo até pessoal das prefeituras que reclamam que perdem recursos. Mas, a verdade é que o que causou estranheza foi a aprovação no momento  atual. Com a situação pela qual passam os empresários, autônomos, vendedores ambulantes, mototaxistas, motoristas por aplicativos, entre outros, não são mesmo as grandes empresas que esperam por auxílio governamental para garantir o próprio sobrevivência. 

ACERTOU VOLTANDO ATRÁS

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (23) que revogou o trecho da medida provisória 927 que previa a suspensão dos contratos de trabalho por 4 meses.  A medida foi publicada pelo governo nesta segunda no “Diário Oficial da União”, com ações para combater o efeito da pandemia de coronavírus sobre a economia. O governo defende a MP como uma forma de evitar demissões em massa. O trecho revogado pelo presidente foi o artigo 18. Por sinal, o  presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), partidos políticos e entidades já haviam se manifestado contra pontos da MP editada pelo governo e defenderam aperfeiçoamento do texto. Este era, sem dúvida, o mais polêmico e o presidente teve o bom senso de voltar atrás. Atingia, de forma contundente, os direitos dos trabalhadores. 

RECESSÃO SERÁ PIOR QUE OS EFEITOS DA PANDEMIA DIZ FMI

A pandemia do coronavírus causará uma recessão global em 2020, que poderá ser pior do que a observada durante a crise financeira global de 2008-2009, mas a produção econômica mundial deve se recuperar em 2021, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI). A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, saudou as ações fiscais extraordinárias já tomadas por muitos países para impulsionar os sistemas de saúde e proteger empresas e trabalhadores afetados, e medidas dos bancos centrais para afrouxarem a política monetária, acrescentando: “ainda será necessário mais, especialmente no fronte fiscal”. Ela disse que o FMI vai ampliar com força o financiamento de emergência, afirmando que 80 países já pediram sua ajuda. O fundo está pronto para usar toda sua capacidade de empréstimo de 1 trilhão de dólares. Nota da Agência Brasil. 

CRÉDITO DE R$ 5 BILHÕES PARA APOIO AS EMPRESAS 

Neste domingo  (22), o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, anunciaram medidas em caráter emergencial para ajudar a mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Entre elas, a mais importante foi a expansão da oferta de capital para as necessidades do dia a dia das empresas, através da ampliação da abrangência da linha “BNDES Crédito Pequenas Empresas”, que passará a contemplar desde microempresas até aquelas com faturamento anual de até R$ 300 milhões. O limite de crédito por beneficiário por ano será elevado de R$ 10 milhões para R$ 70 milhões, colaborando com a necessidade de capital de giro. As empresas terão 24 meses de carência e cinco anos de prazo total para pagar esses novos financiamentos. Desta forma, o BNDES oferecerá crédito rápido, ágil e flexível para as empresas de todos os portes, por meio da rede de atendimento de seus agentes financeiros credenciados, contribuindo para a manutenção de empregos. Esta medida deverá oferecer pelo menos R$ 5 bilhões em apoio rápido do banco às MPMEs, as empresas que mais empregam no país.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]