Interessante

Governo inicia megaexpedição para se aproximar de índios isolados no Amazonas

Segundo Funai, operação no Vale do Javari – área com a maior concentração de povos isolados do mundo – busca apaziguar conflito que ameaça ‘sobrevivência física’ de indígenas; para críticos, missão é arriscada, viola o direito da comunidade em permanecer isolada e pode gerar impactos irreversíveis.

Uma equipe com cerca de 30 pessoas coordenadas pela Funai (Fundação Nacional do Índio) e amparadas por soldados do Exército e policiais federais e militares iniciou no último domingo uma delicada expedição que poderá durar vários meses e tentará se aproximar de um grupo de índios isolados na Terra Indígena Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas.

É a primeira vez nos últimos 23 anos que o governo brasileiro organiza uma missão desse porte e que pode resultar no contato com índios isolados, segundo a Funai.

O objetivo principal da operação é apaziguar as relações entre o grupo, da etnia korubo, e índios do povo matis, já contatados. Confrontos entre as duas comunidades provocaram entre 10 e 17 mortes desde 2014, conforme relatórios da Funai.

“Temos uma situação extrema ali, que coloca em risco a sobrevivência física do grupo isolado (korubo), assim como a integridade física dos matis”, diz à BBC News Brasil o chefe da missão, Bruno Pereira, coordenador-geral de índios isolados e de recente contato da Funai.

‘Quadrilhas profissionais’

A equipe – composta por servidores da Funai, colaboradores locais, um médico, uma enfermeira, um técnico de enfermagem e cerca de 20 índios da região – partiu da cidade de Tabatinga (AM) rumo à base da Funai no rio Ituí, dentro da terra indígena.

No domingo, o grupo deixou a base para uma viagem de dois dias de barco até o rio Coari. Eles devem passar alguns dias acampados antes de se deslocar por outros dois dias até as proximidades da aldeia isolada, entre o fim desta semana e o início da próxima.

A Polícia Federal, o Exército e a Polícia Militar do Amazonas farão bloqueios em rios da região durante a expedição. Segundo Pereira, a ação policial busca barrar e investigar “quadrilhas profissionais de infratores ambientais que pescam tartaruga e pirarucu” dentro da terra indígena e promoveram quatro ataques com armas de fogo à base da Funai nos últimos 14 meses.

O Exército mobilizou helicópteros para evacuar a equipe em caso de emergências.

Que povos são considerados isolados?

Requisitada pelos índios matis, a expedição divide especialistas e outros indígenas do Vale do Javari – críticos dizem que a missão pode agravar os conflitos na área, além de violar o direito à autodeterminação de um grupo que decidiu viver em isolamento.

O governo considera isolados os grupos sem relações permanentes com a sociedade nacional ou com outros povos indígenas. A Funai estima que o grupo isolado korubo tenha entre 30 e 40 integrantes.

A etnia se fragmentou nas últimas décadas em meio a rusgas internas e conflitos com comunidades vizinhas. Em 1996 e entre 2014 e 2015, dois grupos korubo foram contatados e se afastaram da comunidade que permanece isolada.

O grupo contatado em 2014 e 2015 também vinha reivindicando à Funai um reencontro com os parentes isolados. “Eles argumentam que, se não puderem ir para lá, vão se vingar dos matis, vai ter uma nova guerra e vai morrer todo mundo lá dentro”, diz Bruno Pereira.

Seis korubo contatados integram a missão e serão os primeiros a se aproximar dos isolados. Segundo Pereira, ele farão uma varredura na aldeia à procura de bordunas, porretes usados como armas pelos indígenas.

Ele diz que, mesmo que os isolados recebam bem os primeiros visitantes, os outros membros da expedição só entrarão na aldeia se os anfitriões concordarem.

Caso contrário, a equipe montará um acampamento a algumas dezenas de quilômetros da aldeia. Segundo Pereira, eles poderão passar vários meses no local, comunicando-se com o grupo isolado por intermédio dos visitantes e monitorando sua saúde.

Para Antenor Vaz, ex-servidor da Funai que já chefiou a Frente de Proteção Etnoambiental do órgão no Vale do Javari, a operação é arriscada. Ele diz que índios korubo contatados em 1996 já tentaram visitar o mesmo grupo isolado em 2009, mas foram rechaçados.

“Dois índios contatados foram cercados e quase morreram. Levaram bordunadas na cabeça e se salvaram por sorte”, ele afirma à BBC News Brasil.

Maior concentração de povos isolados no mundo

Duas vezes maior que o Estado do Rio de Janeiro, a Terra Indígena Vale do Javari tem, segundo a Funai, a maior concentração de povos isolados do mundo, com 16 dos 107 registros de grupos não contatados na Amazônia brasileira.

No mesmo território vivem comunidades de oito etnias contatadas, que somam cerca de 4,5 mil integrantes.

Desde 1987, após várias décadas de encontros que resultaram em graves conflitos e epidemias entre índios isolados, a Funai mudou sua política e passou a evitar contatá-los. Pelas diretrizes atuais, o órgão só pode ir de encontro a esses grupos se eles correrem graves riscos ou se a iniciativa partir dos próprios índios.

Para Bruno Pereira, a vulnerabilidade dos korubo justifica a missão: “Ou a gente intervém, permitindo que eles tenham a integridade física respeitada e mantida, ou ficamos jogando com a sorte, e isso pode ocasionar um novo confronto de dimensão até maior.”

Em 2014, segundo um relatório da Funai, o grupo isolado korubo perdeu entre oito e 15 membros, mortos pelos matis numa emboscada com armas de fogo. Para pesquisadores que estudam a região, o número de vítimas pode ser maior.

O ataque buscava vingar a morte de dois índios matis, atacados a pauladas por seis korubo que haviam se aproximado de uma aldeia rival naquele mesmo ano.

A Justiça pode punir indígenas por crimes, desde que os infratores tenham consciência do delito. Cabe à polícia estadual coibir e investigar crimes entre indígenas, enquanto a Polícia Federal é responsável por proteger os territórios de agressões externas.

Questionada pela BBC News Brasil, a Secretaria de Segurança do Amazonas não respondeu se as mortes foram investigadas.

A animosidade entre os grupos cresceu a partir de 2010, quando os matis tentaram reocupar áreas onde viveram no passado e que são vizinhas ao território korubo, na região dos rios Branco e Coari.

Os korubo organizavam expedições para saquear comida, panelas e ferramentas dos matis, que passaram cobrar a Funai a contatar o grupo e solucionar o conflito. Entre 2014 e 2015, os próprios matis fizeram contato com 21 índios korubo, que se afastaram da aldeia isolada e passaram a viver junto do grupo korubo contatado anteriormente, em 1996.

Críticas à Funai

Numa conferência da Sociedade para a Antropologia das Terras Baixas da América do Sul (Salsa, na sigla em inglês), no Peru, em 2017, o líder matis Make Turu disse que a Funai demorou a intervir na região.

“A Funai não agiu como ela deveria ter agido para evitar esse conflito. Ao contrário, a Funai agiu ofendendo os matis, provocando mais mal ainda, mais divisão, mais raiva.”

Segundo Turu, apesar da matança recente, os povos matis e korubo não são inimigos. “O pai de minha mãe é korubo. Então eu sou korubo. Nós somos misturados.”

Os dois grupos falam línguas parecidas, da família Pano Setentrional. Procurado pela BBC News Brasil, Turu não quis dar entrevista sobre o conflito.

A expedição divide indígenas do Vale do Javari. Em maio de 2018, a Funai se reuniu com lideranças locais e avisou que faria uma operação para se aproximar dos korubo isolados.

Agentes de saúde examinam índios korubo contatados em 2015; doenças respiratórias podem causar grande mortandade entre grupos isolados

Coordenador da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), Paulo Marubo afirmou na ocasião que o contato teria efeitos imprevisíveis. “Os povos precisam se unir, mas a gente não sabe o que pensam os isolados. Eles ainda têm aquela dor pela morte de seus parentes”, disse Marubo, segundo a ata do encontro.

Procurado pela BBC News Brasil, Marubo também não quis dar entrevista sobre o tema.

O ex-servidor da Funai Antenor Vaz, consultor internacional em políticas para povos isolados, faz outras críticas à expedição. Segundo ele, o direito dos povos indígenas à autodeterminação, previsto na Constituição e referendado por acordos internacionais firmados pelo Brasil, postula que cabe aos grupos isolados decidir pelo contato.

Ele afirma que a Funai poderia adotar outras iniciativas para mediar o conflito no Vale do Javari, trabalhando junto aos grupos vizinhos da comunidade e coibindo invasões no território.

“Há vários exemplos na Funai de situações em que os contatos pareciam irreversíveis, havia ameaças muito grandes a alguns povos isolados, mas decidiu-se por eliminar as ameaças para que a autodeterminação fosse respeitada”, ele afirma.

Para Vaz, porém, “a debilidade (da Funai) hoje é tamanha que, diante das pressões, o caminho mais fácil é fazer o contato”.

O ex-servidor diz que, além de desrespeitar um grupo que optou pelo isolamento, a decisão pelo contato pode impactar os modos de vida e a saúde dos indígenas de modo irreversível.

“O perigo é estabelecer padrões antigos: fornecer tudo num primeiro momento, sedentarizar o grupo e, depois, os recursos financeiros e humanos sumirem.” Ele afirma que os korubo já contatados vivem graves problemas de saúde por causa das mudanças nos hábitos de vida.

Conflitos entre Matis e Korubo ocorreram na região dos rios Branco e Coari, perto da fronteira do Brasil com o Peru

Cuidados com a saúde

Bruno Pereira, da Funai, lista as ações planejadas para evitar que a aproximação resulte em conflitos ou doenças. Antes de se deslocar para a área dos isolados, a equipe passará uma semana sendo monitorada pelos agentes de saúde.

Chefe da Divisão de Programas e Projetos de Saúde Indígena da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), Roberta Cerri diz que a maior preocupação é impedir que alguém gripado tenha contato com os isolados. “As doenças respiratórias são nossa prioridade, porque eles não têm memória imunológica dos nossos vírus mais corriqueiros”, afirma Cerri.

Se os isolados adoecerem após o contato, poderão ser tratados pela equipe de saúde ou, nos casos mais graves, transportados por um helicóptero da Sesai até o hospital do Exército em Taguatinga. A equipe tentará convencer o grupo a se deixar vacinar e fazer o teste para malária, doença endêmica na região.

“Tomaremos injeções e tiraremos sangue antes para eles verem que não é feitiçaria”, diz Bruno Pereira.

A preocupação com a saúde do grupo se baseia no trágico histórico de contatos com índios isolados no passado – dos quais foram vítimas os próprios mMatis, que agora pedem a intervenção junto aos korubo.

Os matis foram contatados pelo governo brasileiro em 1976, para que a Petrobras pudesse prospectar petróleo na região. A estatal abandonou as atividades após três trabalhadores serem mortos a bordunadas pelos korubo, em 1984.

Indígenas do Vale do Javari se reúnem com servidores da Funai; expedição ao território Korubo divide lideranças de outros povos

Comunidade dizimada

No artigo “Isolados e ilhados: indigenismo e conflitos no Vale do Javari”, publicado em 2017 pelo periódico Estudos Ibero-Americanos, os pesquisadores Felipe Milanez e Barbara Arisi citam uma carta na qual os matis descrevem os efeitos do contato.

Uma epidemia de gripe se espalhou rapidamente pelo grupo, matando dois terços dos membros da etnia. Em 1986, um servidor da Funai calculou que os matis não passavam de 50 membros.

A população vem se recuperando desde então – em 2014, a Sesai contou 457 integrantes da etnia.

Coautor do artigo e professor de Humanidades da Universidade Federal da Bahia, Felipe Milanez diz que a incursão no território korubo não se compara com as grandes expedições de contato com índios isolados do passado.

Segundo ele, desta vez, o processo tem sido protagonizado por indígenas que já se relacionam com a comunidade isolada, e não por órgãos do Estado interessados em abrir territórios para a exploração econômica.

Milanez diz que o próprio conceito de contato não se aplica à expedição em curso. “Falar em contato é um mito colonial e não faz sentido algum no Vale do Javari, onde um grupo não está isolado do outro.”

Para ele, as negociações entre indígenas e órgãos do Estado para organizar a expedição representam o maior avanço na política para povos isolados do Brasil das últimas décadas.

“A ideia é construir outra relação entre os matis e os korubo. Forçar o isolamento ali já provocou muitas mortes”, avalia Milanez.

FONTE:  BBC NEWS BRASIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.