Interessante

Governo bloqueia R$ 2,9 bilhões em emendas parlamentares

Restrição de gastos atinge quase todas as áreas do governo, e soma R$ 30 bilhões

Um decreto publicado pelo presidente Jair Bolsonaro,nesta sexta-feira, bloqueia R$ 2,9 bilhões em emendas parlamentares. A medida faz parte de um contingenciamento maior, de R$ 30 bilhões, anunciado na semana passada. A tesourada atinge praticamente todos os órgãos.

O bloqueio de gastos foi feito para que o governo cumpra a meta de resultado das contas públicas, que é de um rombo de até R$ 139 bilhões para este ano. O corte não pode atingir gastos obrigatórios, principalmente salários de funcionários e aposentadorias, e ocorre apenas em despesas de manutenção da máquina pública, investimentos e emendas.

O governo bloqueou R$ 1,9 bilhão de emendas impositivas individuais e R$ 1 bilhão de emendas impositivas de bancada. A restrição de gastos atinge as emendas, mesmo impositivas, porque trata-se de um contingenciamento. Nesse caso, pelas regras orçamentárias, o corte pode atingir as emendas na mesma proporção que atinge outras áreas.

Em nota, o Ministério da Economia informou que os bloqueios são “equivalentes a 21,63% do montante das respectivas emendas, uma vez que esse foi o percentual da limitação global das despesas sujeitas a essa limitação”. As emendas foram cortadas praticamente no limite máximo legal.

Com isso, as emendas individuais obrigatórias passaram de R$ 9,1 bilhões para R$ 7,1 bilhões. Já as emendas de bancada caíram de R$ 4,5 bilhões para R$ 3,5 bilhões. A decisão contraria uma promessa do próprio governo, que garantiu a parlamentares não bloquear emendas de deputados e senadores. A velocidade de pagamento das emendas costuma ser um instrumento de negociação política no Congresso.

Nesta semana, a Câmara aprovou uma proposta de emenda constitucional (PEC) que engessa ainda mais o orçamento da União ao obrigar a execução de emendas parlamentares de bancada. A medida, porém, passaria a vigorar somente de 2020 em diante. Para entrar em vigor, ainda precisa ser aprovada pelo Senado.

O decreto de Bolsonaro também bloqueia R$ 5,83 bilhões em gastos do Ministério da Educação, R$ 5,1 bilhões em despesas do Ministério da Defesa e R$ 4,3 bilhões do Ministério da Infraestrutura. O restante dos bloqueios está distribuído por outras áreas.

O bloqueio no orçamento anunciado pelo governo nesta sexta-feira fará com que a verba para custeio e investimentos seja a menor desde 2008, quando começou a série história do Tesouro Nacional. Na semana passada, quando foi anunciado o contingenciamento, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, afirmou que o governo buscará reverter o bloqueio no decorrer deste ano.

Para isso, precisará contar com uma melhora da arrecadação de impostos e de receitas extras de concessões. O governo retirou o orçamento, por exemplo, a previsão de arrecadar R$ 12 bilhões com a privatização da Eletrobras.

FONTE: O GLOBO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]