Cultura

Globo paralisa gravação e vai reprisar novelas

‘ Novo Mundo’, ‘Totalmente Demais’ e ‘Fina Estampa’ voltam para a grade de programação.

Desde a estreia de “Amor de Mãe”, em novembro, Lurdes, personagem de Regina Casé, tem sua vida orientada pela incessante busca pelo filho, que foi vendido, ainda pequeno, contra a sua vontade e desapareceu no mundo.

Quem acompanha as revistas de fofoca já sabe que o paradeiro de Domênico pode ser descoberto em breve – mas o público vai ter que esperar um pouco mais para assistir ao reencontro dos personagens criados por Manuela Dias.

Devido à escalada dos casos do novo coronavírus no Brasil, a Globo tomou, neste fim de semana, a decisão sem precedentes de interromper as gravações da novela das nove e de todas as suas tramas agora no ar, a fim de evitar o contato entre seus profissionais e frear, assim, o avanço da doença no país – um set de filmagem pode reunir até 50 pessoas para rodar uma única cena.

Com isso, “Amor de Mãe” terá uma espécie de fim de temporada – um hiato entre os episódios já gravados e aqueles que, por causa da Covid-19, ainda não puderam ser filmados e, portanto, serão transmitidos num futuro ainda indeterminado. Enquanto isso, a faixa das nove receberá uma reprise compacta de outra trama, “Fina Estampa”, folhetim de Aguinaldo Silva que foi ao ar há nove anos.

Em sua reta final, “Éramos Seis” deve ser transmitida até o último capítulo, com pequenos ajustes nas cenas ainda não produzidas.

Sua sucessora no horário das seis da tarde, “Nos Tempos do Imperador”, sobre o Brasil de dom Pedro 2º, esperará um pouco para chegar às telinhas. Possivelmente, quem assume a faixa é “Novo Mundo”, que narra a vida de dom Pedro 1º.

No horário das sete, “Salve-se Quem Puder”, que acaba de estrear, também deve ter a produção congelada e abrirá espaço para uma retransmissão de “Totalmente Demais”.

A decisão veio depois de uma delicada avaliação dos executivos da Globo ao longo do final de semana. Nesta segunda, as chefias de diversas áreas da emissora se reuniram e optaram por alterar a grade de programação pilar de seu horário nobre, que já havia sofrido mudanças pensadas na ampliação da cobertura jornalística da pandemia de coronavírus.

Um comunicado divulgado neste domingo afirmava que o telejornal regional Bom Dia e o nacional Bom Dia Brasil ganhariam maior tempo de duração, bem como o Jornal Hoje – no total, serão 11 horas de jornalismo ao vivo por dia.

Na parte da manhã, o “Mais Você” seria suspenso para liberar espaço na grade e, segundo pessoas ligadas à produção, também para poupar sua apresentadora, Ana Maria Braga, que agora trata um câncer de pulmão e, portanto, integra o grupo de risco da Covid-19.

Outra mudança tomada na semana passada pela Globo foi a suspensão de plateias ao vivo em seus programas de auditório. A novidade já pôde ser observada no “Domingão do Faustão” deste domingo e também contempla as noites de eliminação do “Big Brother Brasil”.

Ainda sobre o reality, a expectativa é que os participantes fossem informados da pandemia que se desenrola fora do confinamento na noite desta segunda, quando receberiam dicas de um infectologista.

A suspensão do folhetim, no entanto, foi a medida mais drástica tomada até agora, afinal, será a primeira vez que a Globo interrompe uma novela já no ar e divide sua produção mais vista e lucrativa em temporadas.

O paralelo mais próximo à situação atual aconteceu na ditadura militar. A emissora ficou sem o que exibir na faixa das nove quando “Roque Santeiro” foi proibida pelo governo no dia de sua estreia. Optou por reprisar “Selva de Pedra” e, em seguida, estreou uma novela inédita, “Pecado Capital”, que reaproveitou cenários e elenco do folhetim censurado.

As medidas podem ser vistas como exageradamente cautelosas pela concorrência, mas, de forma mais tímida, elas já começam a aparecer também em outros canais. O SBT informou à reportagem que gravações de “A Praça É Nossa” e dos programas comandados por Raul Gil e Silvio Santos não ocorrerão nesta semana.

Outras atrações de auditório, no entanto, seguem recebendo público ao vivo – embora idosos a partir dos 65 anos tenham sido orientados a não comparecer. “O SBT avaliará caso a caso a necessidade da gravação dos programas com a presença de auditório, buscando limitar ao máximo o número de pessoas nas gravações”, resumiu a emissora em nota.

Já a TV Record informa que filmagem e exibição de novelas seguirão normalmente, mas que o reality “The Four” teve sua plateia reduzida para 40 pessoas, enquanto o “Hora do Faro” será gravado sem plateia.A Band, atualmente, não produz novelas ou programas de auditório, mas ajustará sua programação por causa da suspensão de diversos torneios esportivos.

E não é só no Brasil que programas de auditório, que muitas vezes têm como essência justamente a interação com o público, passaram por um esvaziamento. Algo semelhante vem ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos, com pesos-pesados como o “The View” perdendo suas plateias. Ellen DeGeneres e Jimmy Fallon chegaram a anunciar o mesmo, mas pouco depois decidiram suspender completamente seus talk shows até o fim do mês.

Seriados estrangeiros também tiveram gravações suspensas, como é ocaso de “Stranger Things” e “Grey’s Anatomy”. A diferença é que, ao contrário das novelas, todos os seus episódios são gravados antes da estreia – os efeitos dessas interrupções, portanto, só serão sentidos mais para a frente, quando as séries forem lançadas com atrasos.

Enquanto essas séries não estreiam e Lurdes espera para retomar sua busca por Domênico, canais pagos estão liberando seus acessos para o atual período de isolamento.

Os canais fechados da Globo, como os seis da marca Telecine, o infantil Gloob, os esportivos do SporTV e o Multishow, estão com sinal aberto nas operadoras de TV paga.

A Globoplay também está disponibilizando diversos conteúdos para não assinantes, como séries e novelas já exibidos na TV aberta.

A Claro TV e a Sky TV engordam a lista de canais liberados com selos como Animal Planet, CNN e Nickelodeon, enquanto a Band abriu o sinal de Arte1, BandNews TV, BandSports e Terraviva.

A Disney, por sua vez, permite o acesso gratuito a seus canais infantis, à ESPN, à Fox e à National Geographic. O Smithsonian Channel é outro que abriu seu sinal em algumas operadoras de TV.

VALE A PENA VER DE NOVO

‘Amor de Mãe’:Principal novela da emissora já teve as gravações interrompidas e não tem data para voltar, sendo substituída no dia 23 por ‘Fina Estampa’, de 2011’Salve-se Quem Puder’O folhetim das sete, que estreou em janeiro, sairá do ar, dando lugar a ‘Totalmente Demais’, de 2015, no dia 30

‘Éramos Seis’:Novela chegará ao fim no dia 30 com alterações

‘Nos Tempos do Imperador’:Nova novela das seis estrearia no dia 30, mas será substituída então por ‘Novo Mundo’, de 2017

 

FONTE: FOLHAPRESS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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