Cultura

Federon diz que não irá participar do Flor do Maracujá e anuncia novo arraial para agosto

Em carta divulgada na manhã desta quinta-feira (30), a Federação de Quadrilhas e Bois Bumbás de Rondônia (Federon) anunciou que não irá participar do Arraial Flor do Maracujá deste ano, que será realizado de 28 de junho a 7 de julho, no Parque dos Tanques em Porto Velho. No documento, a entidade destaca que durante 38 anos realizou, com muita dificuldade financeira, o evento numa parceria entre Estado, Município e iniciativa privada.

Neste ano, porém, relata a Federação, o superintendente da Sejucel tem atacado a Federon “acusando-a, sem prova alguma, de fazer mal-uso do dinheiro arrecadado com o aluguel de barracas e de direitos de comercialização de produtos por ambulantes durante os festejos”.

Na carta, é anunciado também que a entidade prepara o Primeiro Arraial dos Arraiais da Federon para no mês de agosto.

Confira a Carta na íntegra:

O Arraial Flor do Maracujá e a FEDERON

Durante os últimos 38 anos a cidade de Porto Velho, em uma grande parceria entre os setores das administrações públicas do Estado de Rondônia e do Município de Porto Velho e a iniciativa privada, através da Federação de Quadrilhas e Bois Bumbás de Rondônia/FEDERON, têm realizado, a duras penas o Arraial Flor do Maracujá, que tem seu ponto alto no Concurso de Quadrilhas e Bois Bumbás apresentado pela FEDERON, filiada da CONFEBRAQ.

Neste ano de 2019, após tantas dificuldades para manter viva nossa última festa popular, assistimos, indignados, às muitas calúnias e difamações que têm sido feitas contra a Federação de Quadrilhas e Bois Bumbás de Rondônia/FEDERON. As mídias têm noticiado um choque de ideias e princípios entre as autoridades ligadas à cultura no estado de Rondônia e a representação dos grupos juninos, que, historicamente tem realizado o festejo do Arraial Flor do Maracujá.

De um momento para o outro as coisas começaram a desandar nas, até então, bem estruturadas, relações entre a FEDERON e SEJUCEL. Contando com a força do cargo, o novo Superintendente, deixou evidente seu desprezo ou desconhecimento por décadas de trabalho das diretorias juninas e disparou ataques superficiais e sem consistência à Federação de Quadrilhas e Bois Bumbás, acusando-a, sem prova alguma de fazer mal uso do dinheiro arrecadado com o aluguel de barracas e de direitos de comercialização de produtos por ambulantes durante os festejos. Um erro crasso. As contas da FEDERON foram todas apresentadas, ano a ano, quer durante a audiência pública realizada sob a presidência do Deputado Jair Montes e que contou com a participação do Deputado Marcelo Cruz, na ALE, em 20/05/2019 ou na reunião de conciliação entre as partes, corrida na FEDERON, em 27/05/2019.

Como bem ressaltou o jornalista e folclorista Sílvio Santos, o Zekatraca, em sua coluna Lenha na Fogueira, datada de ontem, 29/05: “O negócio que já não andava muito bom entre a SEJUCEL e a FEDERON, em relação à realização do Arraial Flor do Maracujá. Piorou após a entrevista do superintendente da SEJUCEL, ao jornalista e apresentador Léo Ladeia na noite da última terça feira 28, na Rede TV-RO.”

Salientamos que a FEDERON sempre foi parceira da SEJUCEL em todas as realizações do Flor do Maracujá, desde sua criação há mais de quinze anos, até o presente ano.

Por desconhecimento dos assuntos de sua própria pasta, nosso Superintendente, dispara, em programas de TV, sua máxima, o valor cobrado pela FEDERON, em relação ao carrinho de pipoca, que atua com exclusividade, ao longo de dez dias no Arraial.

Em momento algum ele manifestou como iria conseguir manter a festa, viabilizando recursos para os grupos juninos, que por si mesmos arcam com gastos gigantes para apresentar um belo espetáculo ao povo de Porto Velho e de Rondônia. Seu problema está situado na obsessão de tornar a FEDERON, a responsável pelos preços cobrados em alimentos, ou demonstrar que ela não pode cobrar valores sobre o evento que é celebrado em espaço público, como ressaltou o Procurador Jurídico do Estado, na reunião de 27/05. O curioso é que no fim de semana seguinte, valores de dez reais eram cobrados pelo estacionamento, nesse mesmo espaço, pelos organizadores públicos do festival Boto Rock. Fica aquela dúvida: pode ou não pode cobrar? E se pode pra um, pode menos pra outro?

Mais uma vez citando o líder das colunas juninas em Rondônia, Zekatraca, mas alterando o tempo de alguns verbos, ressaltamos: “Por sugestão do Procurador a Comissão (de Conciliação) iria consultar o MP para saber sobre o assunto. Caso o responsável pelo segmento cultural no MP respondesse que não tinha problema, as coisas estariam resolvidas. Palavras do Procurador do Estado responsável pelo segmento cultural.”

No entanto, numa demonstração clara de seu desprezo e falta de habilidade política, o Sr Superintendente optou por novo confronto, dessa vez em um programa televisivo, onde o carrinho de pipoca foi, mais uma vez o mote dos ataques contra a FEDERON.

Novamente citamos o jornalista Zekatraca, que tão bem, capturou o conflito: “Talvez por falta de experiência ou até querendo mostrar, quem realmente é responsável pela realização do Flor do Maracujá este ano, saiu-se com essa:
*****
O Flor do Maracujá não é da FEDERON, não é de Porto Velho, não é da SEJUCEL ele é um evento do estado de Rondônia.
*****
Assim sendo, caso os grupos filiados à FEDERON não aceitem se apresentar, vamos convidar grupos de quadrilhas do Colégios, convidar os Bois de Guajará Mirim e até grupos de Humaitá.”

E aí repousa o atual estado de confusão. Diante dessas declarações, pairou a dúvida sobre a alegação inicial do Superintendente, quanto à ausência de recursos, que a FEDERON sempre obteve, através da administração e gerenciamento do Arraial Flor do Maracujá, para o apoio mínimo aos grupos de Quadrilhas e Bois Bumbás. Se não há recursos para os grupos locais, como nosso Superintendente pretende trazer grupos de fora, que lhe custarão apoio financeiro para sua preparação, passagens, hospedagens, alimentação? O dinheiro, finalmente, apareceu? E, se apareceu, porque não foi melhor informar aos Grupos e à própria FEDERON, de que a SEJUCEL, agora dispõe de recursos capazes de assegurar a parte mais importante do evento: os grupos juninos que se apresentam e abrilhantam o maior Arraial do Norte?

Passando por cima da representatividade e precedência que, por direito, tem a FEDERON de conclamar seus filiados a realizar a festa, o Superintendente preferiu, novamente, o caminho da hostilidade. Depois de difamar, em rede televisiva, a Federação, da qual fazem parte TODOS os grupos juninos que se apresentam no Arraial Flor do Maracujá, o senhor Superintendente resolveu convidar um a um para, sem a participação ou apoio da FEDERON, levá-los à arena do 38ª Flor do Maracujá e anunciou que, no próximo domingo, dia 02 de junho, realizará, sozinho e por vontade pessoal, interrompendo os procedimentos de conciliação, o lançamento do Arraial no Shopping de Porto Velho.

De uma forma triste, assistimos a mais este ato de imaturidade de uma autoridade que deve zelar pelas boas relações daqueles que representam o maior valor de sua pasta: os artistas, folcloristas, presidentes e brincantes dos grupos juninos. Foram oferecidas vantagens àqueles que abandonassem seus vínculos com a FEDERON e optassem por se apresentar no lançamento do evento, confiando apenas nas promessas de que se iria buscar o financiamento capaz de viabilizar a preparação dos grupos.

O resultado único de tal procedimento é a imediata saída da FEDERON de todo o processo de preparação, organização e apresentação do e no Arraial Flor do Maracujá/2019. Esperamos que, como uma fraternidade consolidada que somos, nossos filiados se retirem junto conosco. Nas condições impostas pelo atual gestor da SEJUCEL, NÃO participaremos do evento.

Esperamos que nossos filiados nos acompanhem e se solidarizem com essa dura decisão. Será a primeira vez que, em 38 anos, o Flor do Maracujá não contará com suas principais atrações, os tradicionais grupos de Quadrilhas e Bois Bumbás que formam a FEDERON.

Como conhecedores de todo o processo de realização do Flor do Maracujá, sabemos que comidas vendidas a supostos preços mais baratos (nada garante isso) e promessas sem lastro de recursos que poderão aportar nos pátios dos grupos, mas que há menos de um mês do evento nunca se materializaram, não fazem a festa por si mesmas.

Sabendo de nossa responsabilidade para com TODOS os Grupos Juninos de Quadrilhas e Bois Bumbás e do apreço de nossa população pelas festas juninas de qualidade, nosso único festejo sobrevivente à última década de desastradas intervenções dos poderes públicos locais (que destruíram outras festas como o Carnaval de Rua, Carnaval na Praça, Concursos de Fanfarras, EXPOVEL e outras), tomamos a decisão de nos desvincularmos do poder público que nos rejeita e hostiliza.
Buscaremos formas para a realização do único e legítimo Concurso de Quadrilhas e Bois Bumbás em Rondônia, que só pode ocorrer, através da FEDERON, entidade vinculada à Confederação Brasileira de Quadrilhas/CONFEBRAQ.

Desejamos poder retornar ao Flor do Maracujá, tão logo cessem as hostilidades e acusações infundadas e o diálogo posa prevalecer sobre a difamação infundada.

Cidade de Porto Velho, Quadrilheiros Juninos de todos os bairros e comunidades, Bumbeiros, que guardam, há um século, nossas mais preciosas tradições folclóricas. Juntem-se a nós. Como Federação continuaremos existindo e superaremos esse tempo adverso, governos e gestores passam e o espirito festeiro do povo junino sobrevive.

Informamos que já estamos tomando providências para a realização, independente de nosso Arraial, que será a nova e grande tradição junina do Estado de Rondônia, daqui para o futuro. Desejamos vida longa ao Flor do Maracujá, nosso ninho de felicidades e competições ao longo desses 38 anos. Voltaremos em algum momento.

Como diz a música: “Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”. Vamos fazer nossa história, refundar nossas tradições, desimpedidos e sem nenhum tipo de cabresto ou arrogância.

A FEDERON, em breve, apresentará, já para agosto, seu próprio arraial, onde celebraremos o início dessa nova tradição junina: o Primeiro Arraial dos Arraiais da FEDERON, que vem com tudo o que você gosta: Concurso Estadual de Quadrilhas e Bois Bumbás, Comidas Típicas, Espetáculos, Duelo Tribal e muita festa.

Porto Velho pode esperar, estamos preparando um grande evento junino, para pairar no nível ou acima daquilo que fizemos de melhor até então, o Flor do Maracujá.

FONTE: FOLHA RONDONIENSE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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