Cultura

Fechados por causa do coronavírus, cinemas tentam sobreviver ao colapso

Nesta semana, a Ancine, a Agência Nacional do Cinema, decidiu destinar recursos do Fundo Setorial do Audiovisual

Quando ainda começava a ficar claro quão grave seria o impacto do novo coronavírus no cotidiano de todos, o governador de São Paulo, João Doria, foi à TV em meados de março ler num papel uma lista de orientações, entre elas a de que os cinemas ficassem fechados por um mês. Todos escutaram, as salas fecharam, esses dias se passaram -mas ninguém sabe quando as portas vão abrir de novo. Nem como.

“É como se fosse um casal que se separou e vai voltar”, reflete Adhemar Oliveira, diretor do circuito de salas Itaú, sobre a relação do público com esses espaços. “Tem que ter a sabedoria de que a coisa não vai ser a mesma de antes.”

Nesta semana, a Ancine, a Agência Nacional do Cinema, decidiu destinar recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, que é financiado pela própria indústria, para abrir linhas de crédito como meio de salvaguarda às empresas da área, com atenção especial para as exibidoras. O montante total de empréstimos, ainda não liberados, deve chegar a R$ 400 milhões.

É um respiro significativo para um dos primeiros setores a suspender totalmente suas atividades durante a pandemia -já que a base do negócio é aglomerar gente dentro de um espaço fechado-, mas ainda paira sobre o cinema uma enorme indefinição.

Quando as salas reabrirem, não se sabe se prevalecerá no público o medo de multidões ou o desejo de voltar correndo para a sala escura. Talvez um misto estranho dos dois.

Ninguém tem certeza de nada. André Sturm, dono do Petra Belas Artes, diz esperar uma reabertura em maio -sua fonte é “única e exclusivamente o otimismo”. Oliveira, do Itaú, tem consciência de que a reativação completa “será um processo demorado”. Jean Thomas Bernardini, diretor do Reserva Cultural, está trabalhando, por segurança, com outubro ou novembro.

No plano de reabertura delineado pelo presidente Donald Trump para os Estados Unidos, os cinemas estavam lá no fim da linha, sem cronograma definido.

A verdade é que não dá para cravar nada a caneta por aqui também, porque além da paúra dos espectadores com o contato alheio e da necessidade de seguir as orientações de saúde pública, tudo depende muito da distribuição de filmes. Os grandes estúdios em Hollywood têm adiado ou suspendido suas estreias, e o período do verão americano ficou mirrado em lançamentos até agosto, pelo menos.

Sturm diz estar certo de que o Belas Artes reabrirá com a programação que estava em cartaz antes da quarentena, e outros cinemas de arte podem se virar bem atraindo cinéfilos com mostras temáticas. Mas não há opções tão óbvias para empresas maiores e mais comerciais.

É preciso ter em mente que pode ser mais barato para um cinema ficar fechado do que arriscar abrir sem público, voltando a ter mais gastos de infraestrutura e pessoal, sem retorno equivalente.

Há diferenças essenciais, ainda, em como o fechamento das portas afeta a estrutura de uma grande rede internacional, como a americana Cinemark, que tem 640 salas em 17 estados brasileiros, e um cinema de arte como o Reserva Cultural, que tem dois endereços, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“O cinema de rua é mais frágil, mas o público cinéfilo talvez seja o primeiro a voltar a frequentar”, diz Bernardini, do Reserva. “No nosso tipo de cinema, tem uma média de público relativamente fiel. Isso pode ser uma vantagem na retomada.”

O sentimento é compartilhado por Fabio Lima, diretor da agregadora de vídeo sob demanda Sofá Digital, que vê uma empatia maior com o cinema de rua. “Num mundo pós-coronavírus, tem mais chance de essas salas conseguirem um patrocínio, um benefício público ou operar abaixo da capacidade do que uma rede grande, que se movimenta como um transatlântico e tem muito mais dívidas.”

Nos Estados Unidos, já se fala abertamente sobre a possibilidade de falência da principal exibidora, AMC, que detém 634 complexos de cinema na América do Norte e acumula US$ 4,9 bilhões em dívidas, cerca de R$ 25,7 bilhões, segundo a revista Variety. A empresa vem tentando contornar a situação com a venda de dívidas.

Grandes franquias que operam no Brasil, como a Cinemark, a Cinépolis, com 422 salas, e a Kinoplex, com 271 salas, não quiseram falar sobre seus planos. Mas o medo de quebradeira quando a receita vai a quase zero é comum em negócios de qualquer setor.

Por isso, as salas têm sido criativas. Para compensar o fechamento de seus nove complexos de cinema, o grupo Playarte passou a entregar, via Rappi, produtos da bombonnière como pipoca gourmet, pizza e churros. O Cinemark fez parceria semelhante depois com o iFood.

O Belas Artes, que já tem a cervejaria Petra ajudando nas finanças, criou uma vaquinha online que já bateu a meta original de R$ 50 mil, com mais de 600 contribuições individuais -o crowdfunding continua aberto até 5 de maio.

E o Reserva Cultural se vê pensando em recorrer a patrocínios, algo a que sempre foi resistente -por isso, quem entra no cinema da avenida Paulista vê um pequeno shopping autossuficiente, com livraria e restaurante, que equilibram as contas.

Esses tempos de quarentena são promissores para o streaming, segundo Fabio Lima, do Sofá Digital, mas não é como se o frequentador de cinema fosse passar a ficar em casa, trocando as telonas pela telinha de vez -porque é provável que esse espectador já equilibrasse os dois hábitos, do cinema e do consumo doméstico.

Na verdade, o contexto favorece a formação de um novo público, diz ele. “Esse momento acelera a educação de gente que estava no limbo, que não ia ao cinema e estava órfã do DVD. Essa pessoa vai melhorar a sua infraestrutura e controlar melhor o orçamento para o serviço sob demanda.”

Saíram na frente, argumenta Lima, os exibidores que souberam surfar junto no streaming. Num momento como o de agora, em que seu principal produto fica fechado, eles ainda podem manter não só alguma receita como o vínculo com seu público.

“O mundo do audiovisual está em dois extremos”, diz Laís Bodanzky, cineasta e presidente da Spcine, empresa pública de cinema de São Paulo. “As salas de exibição e as filmagens foram totalmente atropeladas, e o espaço de exibição digital está indo bem como nunca, porque passou a ser uma ferramenta fundamental nessa reclusão.”

Ela diz ter se impressionado com o grau de aumento da procura pelo serviço de streaming Spcine Play neste período de quarentena. Em um mês, houve 155% mais acessos do que em todo o período acumulado desde a abertura, em outubro de 2018 -é preciso lembrar que o conteúdo da plataforma se tornou 100% gratuito durante a quarentena, e Bodanzky pretende que isso se estenda até o fim do ano.

A plataforma Petra Belas Artes à la Carte, que também abriu seu catálogo até o fim do mês, observou uma entrada de 50 mil inscritos nos 15 primeiros dias de abril. Já a Netflix ganhou quase 16 milhões de assinantes no mundo todo no primeiro trimestre.

Mas, mesmo com a alternativa de ver filmes em casa, Bodanzky não minimiza a importância dos cinemas. “Não que a minha sala não seja confortável, mas minha atitude para o filme no cinema é mais completa.”

Está difícil ver a luz no fim do túnel e, por ora, todo mundo está tateando no escuro. Mas Bernardini sublinha que “fechar uma tela, independentemente de perder dinheiro, é uma perda para o país”.

 

FONTE: FOLHAPRESS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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