Policial

Exército anuncia término da Operação Verde Brasil na Amazônia

Com 1.433 homens, Operação abrangeu os estados de Rondônia, Acre e extremo Sul do Amazonas

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) Verde Brasil, sob a coordenação da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf Sl), e com a participação de órgãos estaduais e federais, termina o 2º mês de atividades e finaliza as suas operações com resultados expressivos no que tange à repressão a delitos ambientais na área de atuação da Força Terrestre Componente (FTC) Príncipe da Beira, que abrange os Estados de Rondônia, Acre e extremo Sul do Amazonas.

As ações desenvolvidas contribuíram para o cumprimento da missão do Comando Conjunto, reduzindo os focos de calor em sua zona de ação, bem como combateram o ilícito ambiental, tudo dentro do princípio da legalidade.

A Op Verde Brasil empregou um efetivo total de 1433 homens e mulheres. A atuação em ambiente interagências ocorreu com o máximo de integração com Instituições Federais e Órgãos de Segurança Pública e Fiscalização (OSPF) dos Estados de RO e do AC, dentre os quais podemos citar: 17a Bda Inf Sl; 4º Batalhão de Aviação do Exército; ALA 6, da Força Aérea Brasileira; Força Nacional de Segurança (FNS), Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros Militar (CBM) dos estados do AC e de RO, Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre (SEMA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (SEDAM), Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), Equipes de Fiscalização e de Prevenção e Combate a Incêndios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Polícia Militar Ambiental dos estados de AC e RO, Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Defesa Civil do AC e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

MEIOS EMPREGADOS E APOIO RECEBIDO

Foram empregados na Operação 152 viaturas (Viaturas Auto Combate a Incêndio Florestal, Caminhões Tanques, Prancha, Baú Frigorífico, Micro-ônibus, Vans, Caminhonetes 4×4, ambulâncias, quadriciclos e motocicletas), 30 embarcações e 13 aeronaves (2 C-130 da FAB, 6 Helicópteros, 1 Caravan, 1 Baron e 3 “Air Tractor”), que juntas voaram cerca de 195 horas.

Em uma cooperação internacional, a 17ª Bda Inf Sl recebeu o apoio de 11 brigadistas do Estado de Israel. Os estrangeiros atuaram no combate a focos de incêndios, compondo patrulhas combinadas, ao lado de brigadistas brasileiros (IBAMA, ICMBIO e CBM/RO) e de equipes de fiscalização e de segurança. Durante o tempo de permanência em Rondônia, os israelenses também trocaram experiências, apresentando seus equipamentos de combate a incêndios em zonas rurais, sensores tecnológicos, drones e aplicativo desenvolvido para a missão.

ATUAÇÃO EM ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL

A FTC Príncipe da Beira promoveu Operações em diversas Áreas de Proteção Ambiental (APA) na sua Zona de Ação. No Estado de Rondônia, as Ações ocorreram nas Terras Indígenas (TI) Karipuna, Igarapé Lage, Igarapé Ribeirão, Uru-Eu-Wau-Wau, Rio Branco, 7 de Setembro e Roosewelt; nos Parques Nacionais de Pacaás Novos e da Serra da Cutia; nas Florestas Nacionais (Flona) do Jamari, do Jacundá e do Bom Futuro; nas Reservas Biológicas do Jaru e do Guaporé; nas Reservas Extrativistas (Resex) do Rio Ouro Preto e de Jaci-Paraná; e no Parque Estadual de Guajará-Mirim.

No Acre as Operações ocorreram nas TI’s: Alto Rio Purus, Jamirawa do Igarapé Preto e Arara do Rio Amônia; no Parque Nacional da Serra do Divisor; e nas Resex Chico Mendes e Cazumba-Iracema. Já no Estado do Amazonas, as Ações ocorreram nas seguintes APA’s: TI Tenharim Marmelos, TI Kaxarari, Parques Nacionais dos Campos Amazônicos e do Mapinguari, Flona do Iquiri e Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Antimary.

RESULTADOS

A atuação das equipes de campo, de forma integrada e sinérgica, contribuiu para a redução dos focos de calor em 44% no Estado de Rondônia e 32% no Acre, se compararmos com o ano passado, de acordo com os dados disponíveis no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ressalta-se que os números de focos de calor ficaram abaixo da média histórica em ambos os estados.

Ao longo da Operação, foram realizadas 221 Patrulhas Terrestres e 45 Fluviais; 39 Reconhecimentos Aéreo; 33 Posto de Bloqueio de Controle de Estradas (PBCE); e 4 ações contra garimpos, resultando em 1358 revistas (caminhões, ônibus, carros, motos, embarcações e aeronaves) e 95 pessoas detidas. Ao todo, foram ocupadas 17 Bases de Operações nos dois meses, sempre primando pela otimização dos meios e efetividade das ações.

Ainda, foram combatidos e debelados 947 focos de incêndio em toda a área de atuação da FTC, com emprego de equipes mistas de brigadistas e lançamentos de água próximo a 600.000 litros. Também, foram realizadas 221 ações contra o desmatamento e o corte ilegal de madeira, o que resultou em 247 Termos de Infração, 1.533 m³ de madeira apreendida, embargo de 12.542,61 hectares e aplicação de multas, que somadas totalizaram R$ 87.566.000,00.

Também, merece ser citada a destruição de 37 acampamentos em áreas não autorizadas, e de 13 pontes clandestinas, além das seguintes apreensões: 20 dragas, 25 caminhões, 26 tratores de esteira, 2 barcos, 6 veículos leves, 29 motocicletas, 51 motosserras, 15 máquinas de mineração, 11 geradores, 22.293 litros de combustível, 34 celulares, 78 armas, 136 munições, 26 armas brancas, 4 rádios comunicadores, 4 animais silvestres, 3 litros de mercúrio, 1 detector de metais, 1 perfurador de solo, 17 bombas elétricas, computador, GPS, câmara de filmagem, gravador, R$ 5.825,00 em espécie, além de ferramentas e cerca de 550 outros itens, avaliados em R$ 11.100,00.

O total de prejuízo àqueles que não cumprem com as Leis ambientais chegou ao montante tangível aproximado de R$ 122.000.000,00 (Centro e vinte e dois milhões de reais).

Foram desencadeadas, também, Ações Cívico Sociais (ACISO) e de conscientização nos Distritos e Comunidades adjacentes às Bases de Operações. Nessas atividades, foram realizados 1593 atendimentos médico-odontológicos, 1.362 procedimentos diversos de prevenção de saúde, 725 exames e distribuição de 100 medicamentos.

Como conclusão, podemos afirmar que a 17ª Brigada de Infantaria de Selva, ao lado das agências parceiras, por meio da Op VERDE BRASIL, contribuiu para inibir os ilícitos ambientais e diminuir os incêndios na sua área de responsabilidade, com resultados expressivos.

 

FONTE: Ascom 17ª Bda Inf Sl

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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