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Ex-governadores do RJ, Garotinho e Rosinha são presos novamente

Suspeita de superfaturamento em contrato, A operação foi deflagrada pelo MPRJ,  Outras 3 pessoas também foram presas

Os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Matheus e outras 3 pessoas foram presos na manhã desta 3ª feira (3.set.2019). Eles são suspeitos de participar de 1 esquema de superfaturamento em contratos da Prefeitura de Campos (RJ) com a Odebrecht.

A operação, batizada de Secretum Domus, foi deflagrada pelo MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e pela CSI-MPRJ (Coordenadoria de Segurança e Inteligência). Os órgãos cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão na capital fluminense e em Campos dos Goytacazes.

O casal estava em casa no bairro Flamengo, Zona Sul do Rio, quando, por volta de 7h30, foram levados para a Cidade da Polícia, na Zona Norte. Os mandados de prisão foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Na mesma decisão, a Vara deferiu o cumprimento de mandado de busca e apreensão na empresa Construsan, subcontratada da Odebrecht.

As outras 3 pessoas são Sérgio dos Santos Barcelos, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha. Segundo o MPRJ, eles eram da confiança dos ex-governadores e “exerciam funções de apoio à organização criminosa, notadamente quanto ao efetivo recebimento das quantias indevidas”.

SUPERFATURAMENTO EM CONTRATOS

O suposto esquema de corrupção veio à tona após delações premiadas de 2 ex-executivos da Odebrecht. O superfaturamento foi em obras de casas populares dos programas “Morar Feliz 1” e “Morar Feliz 2”, realizados durante os 2 mandatos de Rosinha como prefeita de Campos dos Goytacazes, de 2009 a 2016.

De acordo com o MPRJ, verificou-se que os procedimentos licitatórios para a construção das moradias foram flagrantemente direcionados para que a Odebrecht se sagrasse vencedora. As licitações da obra ultrapassaram o valor de R$ 1 bilhão, “sendo certo que as contratações foram superfaturadas e permeadas pelo pagamento sistemático de quantias ilícitas, em espécie, em favor dos ex-governadores”, diz nota enviada pelo órgão.

Ainda segundo o Ministério Público, o superfaturamento no Morar Feliz 1 foi de R$ 29,2 milhões, enquanto do Morar Feliz 2 foi de R$ 33,3 milhões. O pagamento dos valores era feito a partir do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, apontado como administrador das propinas.

 

FONTE: PODER 360

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