Esporte

Ex e atuais vereadores da capital são condenados a devolver dinheiro e podem ficar inelegíveis – por Alan Alex

Eles recebiam salários de R$ 19.991,64 em 2011, bem acima do limite de 60% estabelecido em lei. Na lista estão Mariana Carvalho e o atual presidente da Câmara, Jurandir Bengala

Indefensável

Por mais estranho que possa parecer a exoneração do procurador Douglas Kirchner pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) cuja maioria (8 de 14) já votou por sua demissão, ela é mais que justa. Existe uma certa desconfiança em função dele ter sido citado por Lula em uma conversa telefônica, mas essa o molusco não tem culpa. O procurador foi acusado de bater com um cinto em sua ex-mulher, além de mantê-la em cárcere privado e outros abusos físicos e psicológicos. Inadmissível que pessoa com esse tipo de comportamento seja mantida em função de tamanha importância. Para violência não existe justificativa, pior ainda se tentarem mascarar isso com religião.

No Brasil

Não dá para levar as coisas à sério. Os exames psicotécnicos que avaliam a higidez mental dos candidatos em concursos públicos exatamente para evitar o ingresso de pessoas com comportamentos destoantes, foi abolido, considerado “discriminatório” e até “inconstitucional”. Vejam o absurdo disso. Cargos que lidam com a liberdade de terceiros, como magistratura e Ministério Público ou mesmo polícia, ocupados por pessoas com sérios desequilíbrios psicológicos. Já tivemos casos aqui mesmo em Rondônia envolvendo delegado de polícia que causou transtornos diversos. Esse país precisa levar a sério algumas situações…

Tic-tac, tic-tac

Tem hora que a emenda sai pior que o soneto… Ir cedo para o Espaço Alternativo disfarçar na caminhada.

Olha essa

O Tribunal de Contas do Estado rejeitou as contas do exercício 2011 da Câmara de Vereadores e condenou o ex-presidente e atual vereador Eduardo Rodrigues ao pagamento de multa, além de devolução de valores a mais recebidos por ele e pelos vereadores (e ex)  Chico Lata, Delso Moreira, Edemilson Lemos, Elizeu da Silva, Ellis Regina, Chico Caçula, Cabo Anjos, Jaime Gazola, João Bosco Costa, Marinho Melo, Jurandir Bengala, Ramiro Negreiros, Marcelo Reis, Mariana Carvalho, DJ Moisés, Sid Orleans e Cláudio Carvalho.

Os valores

A ser devolvidos dizem respeito aos altos salários que eles recebiam já naquela época, que eram superiores aos 60% dos salários dos deputados estaduais, usado como base de cálculo. A devolução se dará da seguinte forma, Chico Lata – 2.487,34; Delso Moreira – R$ 38.423,82; Edemilson Lemos – R$ 17.969,15; Elizeu da Silva (ex-vereador) – R$ 17.969,15; Ellis Regina – R$ 39.090,64; Chico Caçula – R$ 26.141,94; Cabo Anjos – R$ 8.167,06; Jaime Gazola (ex-vereador) – R$ 18.496,16; João Bosco Costa (ex-vereador)- R$ 9.299,10; Marinho Melo (ex-vereador)- R$ 17.969,13; Jurandir Bengala (atual presidente da Câmara) – R$ 39.208,32; Ramiro Negreiros (ex-vereador) – R$ 39.208,32; Marcelo Reis – R$ 39.208,32; Mariana Carvalho (ex-veredora e atual deputada federal) – R$ 39.208,32; DJ Moisés (ex-vereador) – R$ 39.208,32; Sid Orleans – R$ 17.969,13 e Cláudio Carvalho (ex-vereador) – R$ 34.932,35.

Pois é

De acordo com os conselheiros do Tribunal de Contas, “apurou-se irregularidades graves, consistente na realização de pagamento aos Vereadores, nesses, incluído, o Presidente da Câmara Municipal de Porto Velho-RO., em valor superior ao percentual de 60% (sessenta por cento), da remuneração dos Deputados Estaduais, em afronta ao art. 29, VI, “e”, da Constituição Federal de 1988, que causou dano ao erário, atraindo juízo de reprovabilidade às Contas prestadas”. O interessante foi que todos deram uma de ‘João Sem Braço” na conversa, porque eles são políticos e tem obrigação de conhecer a legislação, principalmente no que diz respeito a seus vencimentos.

O ex-presidente

Eduardo Rodrigues foi condenado também pela verdadeira bagunça fiscal que foi sua gestão. Foram detectadas, de acordo com os técnicos do TCE, houve uma “má elaboração do Inventário Físico-Financeiro dos Bens Móveis, cujos valores não conciliam com as informações lançadas na Conta Bens Móveis do Balanço Patrimonial, tampouco com o levantamento realizado por esta Corte de Contas”. Rodrigues chegou a receber de salário, R$ 24.989,25, assim como os demais recebiam salários de R$ 19.991,64.

Vai ver

É essa “recomposição salarial” que o atual presidente Jurandir Bengala concedeu aos atuais vereadores cujos salários atualmente são de ‘apenas’ R$ 12.795,80. Com a tal recomposição, eles devem passar a ganhar R$ 14.763,78 de salário. Ele deve estar com saudades da época que ganhava os 19 mil.

Curioso

Perceber que a ex-vereadora e atual deputada federal Mariana Carvalho fez vista grossa a essa situação, logo ela que transita na vida pública desde muito jovem. Permitir tamanha aberração em seu salário, é o mais ou menos o que Lula fez em relação à reforma do triplex. Ela não pode alegar desconhecimento dessa irregularidade que pode inclusive gerar inelegibilidade tanto para ela, quanto para os demais envolvidos na lambança financeira da Câmara de Porto Velho. O processo transitou em julgado e não cabe mais recurso junto ao Tribunal de Contas. Eles serão notificados nos próximos dias para dizer como vão fazer para devolver o dinheiro que precisa voltar aos cofres públicos.

111

Esse é o número de mortes registradas na BR 364 em 2015. Foram 1.256 acidentes ano passado com um saldo de 476 feridos em estado grave ou que ficaram com sequelas. Números que assustam e preocupam a todos, menos à bancada federal, que deveria pressionar o DNIT e o governo federal para que fosse feita a duplicação na integralidade da rodovia ou mesmo a privatização de alguns trechos. O que não pode mais é ficar da forma como está. Esse ano, nos primeiros 3 meses, já morreram pelo menos 8 pessoas em acidentes que poderiam ter sido evitados, caso a BR fosse duplicada.

Dia “C”

Nesta quinta-feira o Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne para julgar o último recurso do senador Ivo Cassol. A relatora, ministra Cármen Lúcia já sinalizou em julgamento anterior quando a ação foi retirada de pauta por um complicado julgamento que estava tendo, que não vai perdoar o italiano. Se for rejeitado seu recurso, Cassol será preso e perde o mandato. O primeiro suplente é seu pai, Reditário. A pena é de 4 anos e 8 meses.

Porém

O que mais vem deixando o italiano #xatiado é o fato dele não poder ser candidato em 2018.

Clínica Mais Saúde informa – Excesso de peso pode prejudicar a memória

O excesso de peso pode prejudicar sua memória. Em um estudo publicado recentemente no periódico científico The Quarterly Journal of Experimental Psychology, pessoas com sobrepeso (IMC acima de 25) tiveram um desempenho pior em testes de memória. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, realizaram um experimento com 50 participantes com idade entre 18 e 35 anos e índice de massa corporal (IMC) entre 18 (normal) e 51 (obesos). Os voluntários foram submetidos a um teste de memória que consistia em um jogo de computador no qual eles precisavam esconder diferentes objetos em um cenário complexo, como um deserto com palmeiras, durante dois dias. Após este período, eles precisavam dizer aos cientistas quais objetos tinham sido escondidos e em qual lugar. Os resultados mostraram que as pessoas com sobrepeso (IMC entre 25 e 30) e obesas (IMC maior que 30) tiveram pior desempenho no teste de memória do que aquelas com um índice de massa corporal considerado normal (entre 18 e 24,99). Eles concluíram também que o rendimento caia conforme o IMC aumentava. De acordo com os autores, esses resultados indicam que o aumento do IMC pode levar a mudanças estruturais e funcionais no cérebro que reduzem a capacidade de formar e recordar memórias episódicas. Uma explicação para isso pode estar no efeito da gordura sobre a insulina. Segundo Lucy Cheke, líder do estudo, o excesso de gordura causa picos descontrolados de insulina no sangue, o que por sua vez atrapalha a sinalização entre os neurônios e, consequentemente, a uma redução no desempenho cognitivo.Para os autores, embora este seja um estudo pequeno, os resultados mostram a necessidade de realizar mais pesquisas sobre os fatores psicológicos que podem levar à obesidade.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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