Em Linhas Gerais

Ex deputados estaduais presos: “A cadeia mais parece um hotel de 5 estrelas ou um spa de luxo” – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O roubo de milhões, enobrece os ladrões”. Marquês de Maricá (1773/1848). Seu nome de batismo era Mariano José Pereira da Fonseca. Foi Ministro da Fazenda, Conselheiro de Estado e Senador do Império do Brasil. Primeiro e único visconde e marquês de Maricá. Filho do comerciante português Domingos Pereira da Fonseca, foi doutor em filosofia e matemática pela Universidade de Coimbra. Como escritor, escreveu várias obras.

PREPARO FÍSICO

A mídia eletrônica rondoniense terminou a semana recheado de informes curiosos, com sabor bizarro, e até com denúncias sérias que não podem ficar se uma resposta da chamada autoridade competente.

A primeira de nossa seleção está no “acriticaderondonia.blogspot.com.br”, com a narrativa onde o personagem é Rogério Silveira, descrito como ex-presidiário, poeta e estudante do 4º período de Filosofia na Universidade Federal de Rondônia, a Unir. Afirma-se no informe que ele chega a caminhar 10 quilômetros por dia para divulgar suas poesias e vende-las ao público frequentador de barzinhos e restaurantes da cidade. Com isso, Rogério consegue o dinheiro para sustentar sua família e alimentar e recursos destinados a custear o lançamento de sua próxima obra.

Bom, o acadêmico da Unir pode até não ser indicado para um grande prêmio literário mas, com certeza, deverá conseguir preparo para disputar (se quiser) a próxima São Silvestre.

PRESÍDIO OU HOTEL 5 ESTRELAS?

Enquanto para os simples mortais a vida na cadeia é algo parecido com a descrição do inferno de Dante, para os bandidos de colarinho branco, caso dos ex-deputados colocados no xadrez por desvios milionários do legislativo estadual, a cadeia mais parece um hotel de 5 estrelas ou um spa de luxo. Essa é a denúncia destaque do jornal eletrônico “tudorondoia.com.br”, em matéria ilustrada com fotos.

Ex-deputados como Ronilton Capixaba, Amarildo de Almeida, Edvaldo Pereira entre outros bandidos condenados por roubar o dinheiro dos cidadãos-contribuintes-eleitores vivem com toda a mordomia garantida pela parafernália dos eletrodomésticos. No xilindró, consta da matéria, eles têm transito livre por todo o presídio Aruanã, dirigido Ícaro (que não se perca pelo nome) Miranda Pereira de Souza, bem como um cardápio especial.

Com a palavra o titular da Vara de Execuções Penais para explicar como esses gatunos do dinheiro público conseguem tantas mordomias? Pagam por isso? A quem?

MÃO GRANDE NA EDILIDADE

A coluna já tratou desse assunto em mais de uma oportunidade. Agora a denúncia ganhou destaque no “rondoniadinamica.com”. Não dá para garantir que essa nova revelação determinará consequências, levando o Judiciário a adotar medidas mais sérias contra a edilidade e especialmente contra seu presidente, o vereador Jurandir Bengala.

De acordo com a narrativa do site citado, Jurandir simplesmente ignorou o Termo de Ajuste de Conduta firmado com o Ministério Público Estadual para a demissão de metade dos servidores comissionados do legislativo mirim para a redução das despesas. Mas não ficou só nisso: Jurandir, sempre de acordo com o site, não cumpriu a decisão do Tribunal de Justiça, obrigando-o a ter vencimentos idênticos aos de seus pares na Câmara de Porto Velho.

A MANOBRA

Na mão grande, isto é, sem respeitar decisão do Tribunal, os vereadores conseguiram aumentar seus salários de R$ 7.430,00 para R$ 12.025,00 em 2015, enquanto os vencimentos do presidente passaram para R$ 18.037,00. Isso aconteceu com a aprovação do Projeto de Resolução nº 671/2016, criando uma gratificação de R$ 6.012,00 para Jurandir Bengala.

Como uma mão lava a outra, o caricato Bengala aprovou um aumento de 6,41% para todos os vereadores, retroativo a 18 meses. A matéria foi aprovada.E cada vereador passou a receber R$ 820,21 a mais. A diferença retroativa ficou em R$ 14.763,78 para cada um. Como são 21 vereadores, o total pago pela Câmara chega a R$ 310.039,38. Até agora ainda não se conhece a reação do Ministério Público do Estado ou do Tribunal de Justiça.

DESEJO INSÓLITO

Do noticiário da Assembleia (al.ro.leg.br) o registro do insólito desejo de um deputado. O representante da bancada do PMN no legislativo estadual, Jesuíno Boabaid (que nome!) quer voltar a ser (pasmem!) praça da PM. Ele foi – como o próprio revela – excluído do quadro dos praças da PM em 2012, quando era soldado de 1ª classe.

Foi, como diz, punido por ter criticado na época o governo e cobrado do chefe do Executivo melhores condições de trabalho para policiais e bombeiros militares.

Agora, mesmo sendo deputado, Jesuíno exige sua reintegração ao cargo efetivo de membro da PM na posição de soldado de 1ª classe, entendendo que foi anistiado pela Lei Federal 13.293, de 1º de Junho do corrente ano. Certamente esse deve ser a primeira autoridade no nível de deputado lutando para ser um simples milico.

PRESTÍGIO DE HÉLIO

O casal de advogados Hélio Vieira (ex-presidente da OAB-RO por dois mandatos) e Zênia Cernov são nomes altamente prestigiados na sociedade rondoniense e não apenas no meio jurídico. O lançamento de livro “Estatuto da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética” realizado no último dia 17 na Maison Madeira foi sucesso de público, com nomes de A a Z da advocacia, da política, do mundo empresarial e da sociedade. Mais 300 pessoas prestigiaram o lançamento. Além da noite de autógrafos, os presentes foram também agraciados com a apresentação da cantora Marina Lima, com seu repertório intimista. No evento os colunistas Gessi Taborda e Ciro Pinheiro representaram o jornal Alto Madeira.

MANCHETE PINÓCHIO

Promessa de cinco anos foi a manchete do Madeirão de sexta-feira. “População terá internet de graça em Porto Velho”. Só vai se enganar quem quiser. A promessa serviu aos interesses da campanha que elegeu o atual (e lamentável) prefeito da capital rondoniense.

QUE MENDICIDADE

O PSDB ainda não mostra nem sua cara e nem seu candidato(a) a Prefeito de Porto Velho. Tá um drama essa situação.

MEDICINA

Roger Lafontaine Mesquita Taborda, filho caçula do colunista, mestre em biologia, sempre com disposição de vencer, a cada dia, um desafio. Prepara-se para iniciar na virada do mês seu curso de medicina, na Universidade Federal de Rondônia. Para o orgulho da família, Roger que sempre se debruçou nos livros do saber será no futuro um excelente médico, tanto quanto é na biologia, dominando completamente os desafios à sua frente.

Quando Roger estiver em sua aula inaugural o colunista (e sua mãe) estará de férias no Sergipe e em Alagoas mas, claro, em comunhão com ele nessa nova etapa de sua vida.

VAI MUDAR

O presidente do diretório municipal do PMDB de Porto Velho, Leandro Low Lopes, está impressionado com a disposição de Williames Pimentel, o ex-secretário da Saúde rondoniense, na sua caminhada de pré-candidato a prefeito municipal. Agora em busca do voto ele tem feito até 4 reuniões por dia em bairros da cidade e vai perdendo sua tradicional arrogância e prepotência. Quem conviveu com o antigo secretário garante que ele terá de baixar, e muito, a bola para se tornar simpático ao povão.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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