Em reunião de emergência, diplomata norte-americano afirma que petróleo da Venezuela não deve ficar nas mãos de adversários do Hemisfério Ocidental e reforça ações contra Maduro.
Na Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos reforçaram sua posição sobre a crise venezuelana, afirmando que o petróleo da Venezuela não pode ser controlado por adversários estratégicos da região, como Irã, Rússia, China, Hezbollah e Cuba. A declaração foi feita pelo embaixador norte-americano Leandro Rizzuto durante reunião de emergência convocada para discutir o ataque à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro.
Segundo Rizzuto, a operação não configurou invasão ou ocupação do país. O objetivo, segundo os EUA, foi a prisão de Maduro e sua esposa Cilia Flores, seguindo ordem judicial por indiciamento criminal. “Não foi uma interferência na democracia da Venezuela. A ação removeu o principal obstáculo para o futuro democrático do país”, afirmou o diplomata, solicitando a libertação de cerca de mil prisioneiros políticos.
Operação nos territórios venezuelanos
Militares norte-americanos retiraram Maduro e sua esposa de Caracas, provocando confrontos com forças de segurança locais e explosões na capital. O casal foi levado para Nova York, onde enfrenta acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.
Em audiência de custódia no Tribunal Federal do Brooklyn, Maduro declarou inocência e se definiu como “prisioneiro de guerra” e “homem decente”. Atualmente, ambos permanecem detidos em presídio federal no bairro do Brooklyn, sob supervisão das autoridades norte-americanas.
A reunião na OEA reforçou a narrativa estadunidense de que a proteção das reservas petrolíferas venezuelanas é uma questão de segurança estratégica para o Hemisfério Ocidental, destacando que os lucros do petróleo não beneficiam a população local devido ao controle de adversários políticos.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL

























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