Justiça

Em meio à audiências da Lava Jato, Justiça recebe faixas e laços de apoio

A Praça Pedro Alexandre Broto, que fica em frente à Justiça Federal, em Curitiba, amanheceu nesta segunda-feira (9) repleta de faixas e laços amarelos em apoio ao juiz Sérgio Moro. Ele é o responsável, em primeira instância, pelas ações penais da Operação Lava Jato que desvendou um esquema bilionário de corrupção e desvio de dinheiro da Petrobras.
As faixas têm mensagens como “A Justiça é nossa esperança“ e “Laço de apoio à Justiça no Brasil”. Não se sabe quem foi o responsável pela manifestação.
Nesta manhã, a Justiça Federal retoma as oitivas com testemunhas das ações penais da Lava Jato. Prestam depoimento testemunhas de defesa e acusação arroladas para o processo envolvendo a Galvão Engenharia. As testemunhas são ouvidas via videoconferência diretamente de São Paulo.
Executivos da empresa são acusados de por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o valor de corrupção foi de aproximadamente R$ 50 milhões, e o valor envolvido na lavagem de aproximadamente R$ 5 milhões. Na denúncia, o MPF pede o ressarcimento de aproximadamente R$ 256 milhões.
A semana começa também com os reflexos da divulgação da lista de políticos que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal (PF) deverá iniciar novas diligências. Ao todo, são 21 inquéritos para investigar indícios do envolvimento de 49 pessoas – das quais 47 políticos.
A participação de autoridades com foro privilegiado no esquema investigado pela Operação Lava Jato foi revelada em delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.
O Paraná tem três políticos sob investigação: os deputados federais Dirceu Sperafico (PP) e Nelson Meurer (PP) e a senadora e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT).
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o doleiro Alberto Youssef citou Sperafico em depoimento e disse que ele fazia parte de um grupo de parlamentares de seu partido que recebiam entre R$ 30 mil e R$ 150 mil por mês de propina.
Sperafico se disse surpreso o ver seu nome na lista dos 47 políticos suspeitos de participação no esquema. Ele afirma nunca ter tido contato com Youssef e Paulo Roberto Costa.  Disse ainda não ter contato com empreiteiras e destacou ser, no Congresso Nacional, atuante na área de agronegócio.
Sobre Meurer, Youssef teria afirmado em depoimento que o deputado recebeu R$ 4 milhões para financiamento de campanha em 2010. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais. O deputado não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto.
Já a senadora Gleisi foi citada em um depoimento de Paulo Roberto Costa. Segundo ele,  houve pagamento indevido de R$ 1 milhão para a senadora, por meio do Youssef, a pedido do então ministro Paulo Bernardo, para “auxílio” na campanha ao Senado em 2010.
A ex-ministra disse ter ficado “triste”, mas “tranquila” com a decisão. “A investigação é oportunidade de esclarecimento dos fatos e espero que seja a forma de acabar com o julgamento antecipado. Não conheço e jamais mantive contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef”, disse.
Entenda a Lava Jato
A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.
Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Só na sétima etapa da operação, foram expedidos 85 mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é levado pela polícia para depor) em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato cumpriu 64 mandados de prisão, 201 de busca e apreensão e 55 de condução coercitiva. Ao todo, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação da Procuradoria.
Fonte:ExpressoMT

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]