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EM DEPOIMENTO DEVASTADOR, BATISTA DÁ DETALHES DO MEGA-ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DO GOVERNO CONFÚCIO

Em virtude dos indícios da prática de crimes comuns (em tese formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro) pelo senhor CONFÚCIO MOURA, Governador do Estado de Rondônia, a remessa dos feitos ao Superior Tribunal de Justiça

Porto Velho – Em 18 de novembro de 2011 Rondônia acordava com a notícia de uma mega-operação da Polícia Federal, batizada de “Termópilas”, que cumpria 10 mandados de prisão preventiva, 4 de prisão temporária, além de 57 mandados de busca e apreensão. Foram autorizadas também ordens de sequestro de bens e valores, bem como suspensão de exercício de função pública e proibição de acessos. Os mandados foram cumpridos em seis cidades do Estado (Porto Velho, Itapuã do Oeste, Ji-Paraná, Ariquemes, Nova Mamoré e Rolim de Moura) e incluiu órgãos públicos estaduais e a Assembléia Legislativa de Rondônia.

Entre os 10 presos preventivamente estava o então secretário-adjunto de saúde do governo Confúcio Moura, José Batista da Silva, que havia atuado durante a campanha eleitoral, segundo ele, “à convite do próprio governador, durante um encontro no Hotel Pakáas, em Guajará-Mirim, em 30 de dezembro de 2009, quando Confúcio ainda era prefeito de Ariquemes”. Em março de 2010 Batista passou a integrar a equipe de coordenação, ao lado de Francisco de Assis Oliveira (coordenador geral e cunhado de Confúcio), Wagner Luis de Souza (coordenador de arrecadação de dinheiro para a campanha) e Gilvan Ramos (coordenador financeiro).

Após ser preso na Operação Termópilas, Batista deu um depoimento explosivo, onde narra em detalhes como funciona todo o esquema de corrupção no governo de Confúcio Moura. Uma mega-operação financeira, que tem como operador principal Francisco de Assis Oliveira, dividido em três grupos distintos, sendo que um deles foi extinguido pelo próprio governo, na operação policial deflagrada pela Polícia Civil de Rondônia batizada de “Apocalipse”, em julho de 2013. A partir do depoimento de Batista, fica claro como funciona a rede, que envolve servidores públicos, parlamentares e empresários, muitos vítimas de extorsão por parte de pessoas que deveriam zelar pelo patrimônio público, mas utilizam-se dos cargos que ocupam para enriquecer ilicitamente. PAINEL POLÍTICO mostra agora, o lado mais sórdido da política.

Mas, porque isso só apareceu agora, durante a campanha?

Nada do que você vai ler nas próximas linhas é novidade para quem acompanha a coluna. Não tínhamos detalhes, que foram revelados por Batista em seu depoimento, mas por PAINEL POLÍTICO você soube do escândalo envolvendo a empresa de consignação de empréstimos a servidores públicos, inclusive foi através de nossa coluna que o Tribunal de Contas passou a investigar o caso. O depoimento de Batista era a Pedra de Roseta, a peça que faltava para desvendar os bastidores da sujeira que o governo vinha tentando empurrar para debaixo do tapete.

O depoimento nos foi entregue anonimamente, mas é legítimo.

Consta inclusive o protocolo do Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para investigar governadores, consta inclusive parte do relatório preliminar do Inquérito Policial. Em determinado trecho, chama a atenção um detalhe sobre os gastos de campanha de 2010, que diz o seguinte, “o Sr. Confúcio Moura – Governador do Estado de Rondônia – teria declarado a Justiça Eleitoral gasto eleitoral não condizente com a realidade. Segundo José Batista (fls. 549/578 dos autos 0002227-57.2012.8.22.0000), que foi um dos coordenadores de campanha, o gasto foi de aproximadamente R$ 13 milhões, sendo que o Sr. Confúcio Moura teria declarado ter gasto R$ 9 milhões”.

Ainda no relatório da polícia, consta que Confúcio determinou a seu cunhado, a criação de um “fundo econômico”, mediante a arrecadação sistemática de propina, para fazer frente aos gastos de “campanhas futuras”. De acordo com Batista, 80 por cento do arrecadado seria utilizado na futura campanha para reeleição de Confúcio (2014) e os outros 20 por cento do fundo seriam destinados as campanhas municipais. Os valores arrecadados giram em torno de R$ 1,8 a R$ 2 milhões/mês.

No relatório, a autoridade policial destaca ainda que, “vale registrar que numa análise preliminar, própria deste momento, o depoimento de José Batista da Silva (fls. 549/578 dos autos 0002227-57.2012.8.22.0000) não se encontra isolado, visto manter, em alguns pontos, contato com os depoimentos de José Milton de Souza Brilhante (0002227-57.2012.8.22.0000 às fls. 533/536) e Rômulo da Silva Lopes (afilhado de Confúcio – 0002227-57.2012.8.22.0000 – às fls. 537/548), bem como os áudios colhidos durante a Operação Termópilas (autorizados judicialmente no bojo dos autos 0003098-24.2011.8.22.000 – IPL nº 204/2011) e que acompanham a representação da Autoridade Policial Federal”. Além disso, ainda segundo a Polícia Federal, “registra-se que numa pesquisa prévia, utilizando-se de fontes abertas, passíveis de consulta pela rede mundial de computadores, pudemos confirmar o colhido nos depoimentos e nos áudios. Com efeito, há indícios da prática de crimes comuns por parte do senhor CONFÚCIO MOURA, bem como há verossimilhança nas afirmações feitas nos depoimentos prestados, notadamente por José Batista da Silva”.

O relatório ainda destaca, “assim sendo e diante do acima exposto, mostra-se mínimo prudente, em virtude dos indícios da prática de crimes comuns (em tese formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro) pelo senhor CONFÚCIO MOURA, Governador do Estado de Rondônia, a remessa dos feitos ao Superior Tribunal de Justiça”.

Esquema Multimargem

O depoimento de José Batista foi concedido na Superintendência Regional da Polícia Federal no dia 9 de fevereiro de 2012, quase quatro meses após a deflagração da Operação Termópilas. Ele ainda estava preso. e contou ter ocupado vários cargos públicos, sendo o último o de secretário-adjunto de saúde do Estado. Disse quer em março de 2010 começou a trabalhar na campanha de Confúcio, mas não lhe fora prometido nenhum cargo. Ele relatou que sua casa começou a ser frequentada então por pessoas empenhadas na campanha, e citou nominalmente Francisco de Assis Oliveira (cunhado de Confúcio), Cira e Cláudia Moura (irmãs do governador), Wagner Luis de Souza (Bocão), Allan França e seu pai (conhecido como França) e Ednei (Batista não soube dizer o sobrenome). Batista narra que foi escalado pelo próprio Confúcio para coordenar negociações políticas com outros partidos e conseguiu trazer o DEM e ajudou na composição com o PDT, de Aírton Gurgacz, mais tarde sendo definido como vice-governador da chapa. No depoimento, José Batista afirma que Confúcio lhe perguntou qual cargo ele (Batista) gostaria de ocupar em seu futuro governo e Batista respondeu que não queria nenhum cargo apenas que lhe fosse concedida a concessão para que sua empresa atuasse na consignação de empréstimos para os servidores públicos estaduais e Confúcio prometeu conceder a autorização por decreto. (CLIQUE AQUI PARA LER MAIS SOBRE O CASODENUNCIADO POR PAINEL POLÍTICO).

Trecho do depoimento de Batista à Polícia Federal

Comissionados em troca de apoio na campanha

Mas as articulações de José Batista não se limitaram ao campo partidário. Ele contou aos policiais federais em seu depoimento que “durante o desenrolar da campanha eleitoral, verificou que o candidato Confúcio Moura não estava bem nas pesquisas na cidade de Porto Velho e deu a idéia de Confúcio trazer as igrejas evangélicas para apoiar a campanha eleitoral, sendo que, caso eleito, o governo criaria uma secretaria específica para ajudar no trabalho social que elas desenvolvem e que poderiam ser criados cargos comissionados para serem ocupados pelos pastores destas igrejas que ajudassem na campanha. De acordo com Batista, vários pastores aderiram à iniciativa e ele nominou vários, que constam no depoimento. Batista revelou ainda que Allan França deu outra idéia a Confúcio, na presença de Francisco de Assis, a de procurar os ex-candidatos a vereador da capital, que tiveram mais de 900 votos na eleição de 2008 e oferecer-lhes cargos comissionados cujo valor do salário atingiria R$ 2.500 e mais 10 cargos comissionados no valor de R$ 800 a 900 em troca de apoio político para a campanha de Confúcio. A finalidade dessa proposta, segundo Batista, era fazer a base política dos possíveis candidatos a vereador para as eleições de 2012. Ele afirmou que esse acordo foi feito por Allan França e que nenhuma das propostas foi cumprida por Confúcio após sua eleição, embora os pastores e vereadores estivessem empenhados em sua campanha.

Trecho do depoimento de Batista à Polícia Federal

Um governo loteado

Segundo José Batista, que era o responsável pelas conversas com os outros partidos, ainda durante a campanha ficou acertado que o PDT ficaria com o cargo de vice-governador e todos os cargos do Detran. O DEM seria responsável pela Secretaria de Agricultura, Emater e Idaron. Já para o PT, Confúcio também prometeu a IDARON, a Secretaria de Agricultura e Emater, porém, como ele já havia se comprometido com José Bianco (DEM) a SEAGRI, IDARON e EMATER, coube ao próprio Batista ir a Ji-Paraná, na companhia de Assis, convencer Bianco a abrir mão desses órgãos, em troca de indicar os responsáveis pelo Porto, Casa Civil, Iperon e Shopping Cidadão de Ji-Paraná, onde Bianco colocaria Sara Bianco (casada com seu sobrinho). Ao mesmo tempo, Confúcio oferecia ao PT a Casa Civil e a Secretaria de Desenvolvimento, o que não foi concretizado após a eleição. Logo no início do segundo turno, Alexandre Brito, então derrotado na disputa ao cargo de deputado estadual, o procurou (batista) para oferecer sua estrutura de campanha” e em troca queria o cargo de sub-chefe da Casa Civil do governo. Batista levou a proposta a Confúcio que aceitou, e eles usaram cerca de R$ 470 mil da estrutura de Brito. Porém, devido a uma série de processos aos quais responde, Alexandre não pode assumir o cargo e o responsável pro sua “fritura” foi o ex-chefe da Casa Civil Ricardo Sá. Porém, para não deixar o aliado no prejuízo, Batista levou Alexandre ao QG da campanha, conhecido como “casa amarela”, um sobrado na rua Quintino Bocaiúva, no bairro Olaria, em Porto Velho para conversar diretamente com Francisco de Assis. O cunhado do governador propôs manter os contratos de Alexandre Brito co o Estado (UTI e leitos de internação – a família de Brito é proprietária do hospital da Ameron). Após as eleições, contou Batista, Confúcio repassou ao DEM os cargos no Porto e IPERON, mas não cumpriu com o Shopping Cidadão de Ji-Paraná, cumprindo com os demais partidos.

Trecho do depoimento de Batista a Polícia Federal

Direcionamento de licitações milionárias

Logo que Confúcio Moura assumiu o governo teve início uma verdadeira maratona de seus emissários nas empresas que prestavam serviços ao Estado. De acordo com Batista, certa vez em viagem a cidade de São Paulo, eles haviam ido conhecer algumas empresas que atuam na área de tecnologia. Batista contou que ficou hospedado, junto com Wagner Luis de Souza no Hotel All Street, próximo a Avenida Paulista, enquanto o governador ficou em outro hotel que ele não sabia informar e no dia seguinte Francisco de Assis chegou à cidade de São Paulo se juntando ao grupo. Nessa viagem eles estiveram em várias empresas, entre elas a JBS Friboi. Batista afirmou que, durante um jantar, estando à mesa ele, Wagner, o governador e Assis, este último afirmou, “que eles tinham ido a empresa JBS Friboi e que tinha achado um jeito de ‘esquentar’ os recursos”. Assis só fez este comentário e ninguém tocou mais no assunto. A JBS doou em 2010, R$ 2 milhões para a campanha de Confúcio Moura.

Trecho do depoimento de Batista à Polícia Federal

Nesta mesma viagem, Batista detalhou o encontro de Confúcio com o ex-deputado estadual do Paraná Lindolfo Júnior, que na época trabalhava com um grupo ligado a empresa EICON Informática. Segundo Batista, após uma conversa, Lindolfo, que teria namorado a filha de Confúcio no passado, apresentou várias pessoas ao governador e a Assis, e citou os nomes de Luis Tedesco, Rose e Samanta, e afirmou que essas pessoas tinham projetos na área de tecnologia e poderiam interessar ao governo. Em fevereiro de 2011, Batista conta que foi chamado ao gabinete de Confúcio e este lhe disse que Lindolfo iria trabalhar nos projetos básicos da EICON, empresa que iria prestar serviços nas secretarias de Saúde, Educação, Finanças e Segurança. Na ocasião, Lindolfo teria dito que essas mesmas pessoas (Luis Tdesco, Rose e Samanta) iriam trabalhar no projeto básico da empresa CINACS Logística e no processo de aquisição de medicamentos da Sesau que seria efetuado mediante ata de registro de preço, cujo contrato total girava em torno de R$ 112 milhões a R$ 119 milhões. Batista então comentou a situação com Carla Mangabeira, na época diretora financeira da Sesau, quando ela lhe informou que estava vindo de Ariquemes uma pessoa para assumir a Gerência Financeira da SESAU, com a função específica de tratar da elaboração dos projetos básicos com o claro intuito de direcionar o processo licitatório. Essa pessoa, segundo Batista, se chamava Marcos, mas ele não soube dizer o sobrenome. Batista afirmou ainda em seu depoimento que “com certeza, Lindolfo, Luis Tedesco, Rose, Samanta e Marcos estavam direcionando licitações para beneficiar as empresas citadas por meio da elaboração do projeto básico.

Fornecedores tinham que pagar propina para receber

A Operação Termópilas teve início quando investigações que visavam “identificar e colher provas a respeito de grupo criminoso estabelecido na Secretaria de Estado de Saúde de Rondônia (SESAU), montado para desviar verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), em conjunto com empresários locais”. A partir dessas investigações, descobriu-se que havia um grupo criminoso agindo em diversas esferas. Mas foi a partir do depoimento de Batista que as coisas ficaram mais claras. Ele conta que em janeiro de 2011 houve uma reunião no auditório do Ministério Público com todos os fornecedores e o governador alegou as dificuldades para pagamentos das dívidas, segundo ele, herdadas do governo anterior e propôs o pagamento em 24 parcelas, já que as dívidas giravam em torno de R$ 170 milhões e R$ 66 eram da SESAU. A Secretaria de Finanças montou uma sala para atender os credores e como a SESAU não tinha dinheiro, a SEFIN repassava e a SESAU pagava. Batista conta que começaram a chegar credores dizendo que a SEFIN havia parcelado suas dívidas em pequenas parcelas (3, 5 ou 6 vezes), quando o valor era para ser pago em 24 vezes. Ele então procurou Wagner Luis, na época adjunto da Sefin perguntando se o critério de pagamento havia mudado. Wagner então pediu que Batista voltasse à tarde e assim foi feito. No mesmo dia reuniram-se no gabinete da SEFIN, Batista, Wagner, Francisco de Assis e Carla Mangabeira  e na ocasião Assis teria dito a Batista, “você esqueceu que tínhamos dívidas de campanha para pagar”, explicando que estava pagando as empresas em menos parcelas em troca de recebimento de propina na porcentagem de 9 a 30% do valor a ser recebido pelo fornecedor. Que a partir daí, Assis começou, semanalmente a passar uma lista de fornecedores que já teriam acertado o pagamento previamente na SEFIN com o próprio Assis e Wagner. Batista detalhou ainda que Carla Mangabeira fazia os ofícios descrevendo o valor total da dívida e a quantidade de parcelas em que deveria ser efetuado o pagamento para que  SEFIN depositasse o valor na conta da SESAU. A SEFIN então fazia a transferência, valor este, que segundo Batista não obedecia o critério de parcelamento previamente definido, ou seja, era depositado e liberado ao fornecedor o valor global, sob o qual incidia a porcentagem da propina. Batista afirmou que ele ou o secretário titular, na época Orlando Ramires, em conjunto co Carla Mangabeira efetuavam o pagamento da empresa. Os fornecedores que não aceitavam pagar a propina, recebia um ofício da SESAU que lhe dava direito a obter uma carta de crédito junto à rede bancária.

 FONTE : PAINEL POLITICO

JORNALISTA ALAN ALEX

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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