Resenha Politica

Eleições municipais de 2020 acabam com prática nefasta ao sistema eleitoral – Por Róbson Oliveira

DESMONTE – Todas as políticas ambientais que o país vinha adotando, em particular as mais restritivas, passaram a ser alvo das milícias virtuais ligadas às redes de defesa do presidente Jair Bolsonaro. O próprio presidente tem fornecido o material bélico ao fazer críticas ácidas contra a atuação preventiva do Ibama e, recentemente, contra a divulgação dos percentuais alarmantes das ações predatórias de desmatamento feita pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação.

MILÍCIAS – Há poucos dias o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, se reuniu com os madeireiros do município de Espigão do Oeste, localidade onde criminosos ataram fogo num carro tanque que levava combustível para abastecer as viaturas que fiscalizam a área. No local prometeu liberar as autorizações para que as empresas voltem a explorar o vegetal, mas não abriu um minuto em sua agenda para ouvir os povos indígenas, vítimas das ações predatórias dos maus madeireiros e garimpeiros.

GARIMPO – O principal garimpo de diamante na Amazônia está localizado exatamente em Espigão do Oeste, em Rondônia. Há uma campanha em alguns setores da sociedade desinformada exigindo que o Governo Federal libere a lavra de exploração desse garimpo que, por coincidência, está sob a reserva indígena da etnia Cinta Larga. O “clamor” pela liberação da garimpagem não leva em conta os danos causados por outros que fizeram de Rondônia em tempo pretéritos uma terra sem lei e com problemas sociais dela decorrente insolúveis. Poucos enriqueceram com a garimpagem da cassiterita e do ouro. Quem visita aqueles garimpos (Tamborete, Araras, Bom Futuro, entre outros) confirma que essas atividades trazem mais problemas do que riquezas. Embora os milicianos virtuais deturpem a realidade por interesses inconfessáveis.

MADEIRA – O setor vegetal já foi responsável por boa parte das economias municipais. Como são recursos exauríveis, vários municípios devastaram toda a floresta e hoje passaram a utilizar o solo para a pecuária e, mais recentemente, a lavoura da soja. A afirmação de que a fiscalização exercida pelos órgãos ambientais para conter a ação predatória em nossas reservas põe em risco a economia rondoniense é mentira e serve apenas a um pequeno setor aboletado na burocracia das entidades patronais, esperando uma oportunidade para extrair a madeira de forma clandestina.

ERRO – Quem tem plano de manejo e trabalha dentro das normas legais não tem preocupação com as fiscalizações. O erro estatal é colocar eventualmente no mesmo saco de pancadas os que exploram a madeira de forma correta com os criminosos. No entanto, são poucos os casos em que os erros ocorrem e quando acontecem são imediatamente desfeitos.

COLIGAÇÕES – As eleições municipais de 2020 acabam com uma prática nefasta ao sistema eleitoral ao colocar limites aos presidentes de partidos cartoriais que se formavam somente para coligações. Nas eleições passadas, os dirigentes dos partidos denominados nanicos perambulavam nas cercanias dos diretórios de partidos grandes na tentativa de oferecer a legenda para uma coligação. O objetivo era apenas servir de escada eleitoral para os candidatos proporcionais das chapas com nomes aparentemente mais densos eleitoralmente. A farra da “venda” de legenda acabou.

LÁBIA – Quem se filiar numa legenda para disputar as eleições de vereança, por exemplo, vai ter que contar apenas com a soma dos votos dos candidatos da mesma legenda para ser eleito. Antes, os dirigentes desses partidos passavam a lábia nos filiados e vendiam a legenda; a partir das eleições municipais do ano que vem quem quiser ser eleito, sem mais a ajuda dos votos dos outros partidos, vai ter que gastar muita lábia junto à população para conquistar o voto de um eleitor cada vez mais incrédulo.

MALFEITOS – Parece que as ações policiais que expõem as escâncaras das administrações públicas e tem levado ao vinagre vários gestores, não estão servindo de exemplo para conter a sanha de malfeitos de alguns alcaides. A coluna recebeu de uma fonte relatos sobre duas administrações municipais no interior rondoniense que vão sofrer muitos constrangimentos. As investigações estariam em fase de maturação e os alcaides em putrefação.

DESBARRANCAMENTO – As obras de revitalização na Estrada de Ferro Madeira Mamoré estão ficando bonitas e o problema de parte da obra que desmoronou rio abaixo, de responsabilidade da Santo Antônio Energia, ao que parece, é um erro de engenharia que deverá ser solucionado pelos próprios técnicos da empreiteira contratada. Ainda bem que a falha aconteceu antes que a obra tivesse sido concluída, senão viraria motivo de chacota e quem a recebesse pagaria mico e um desgaste monumental. Vários prefeitos que passaram pelo paço municipal da capital prometeram revitalizar o local, alguns gastaram fortunas sem que as obras fossem percebidas, com o enrocamento em execução para conter a erosão e a queda do leito do rio, as obras passaram a ser perceptíveis. E vistosas.

CICLOVIA – Não caiu bem reservar a margem direita da pista que passa na frente do aeroporto para uma ciclovia. É a menor ciclovia do mundo e não tem serventia alguma, exceto para corroborar com a exploração de um malfadado estacionamento que atende aos usuários do aeroporto. Aquela ciclovia é coisa combinada e, no mínimo, vergonhosa. Ato de quem confunde os interesses públicos  com os privados. O correto é as autoridades municipais desmarcarem aquele pedaço de asfalto, cessando assim a vergonhosa obra.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNISTA RESENHA POLITICA – JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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