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Eleições apertadas são a representação de um Brasil dividido

A estreita margem de votos, no segundo turno, que garantiu a Lula o terceiro mandato de presidente da República – pouco mais de dois milhões em relação a Bolsonaro -, é o retrato da cisão que tomou conta do Brasil

A eleição mais violenta e polarizada da história do país chega ao fim e expõe em números frios a divisão profunda de um país que não sabe ainda o caminho da reconciliação. Levará algum tempo para que vencedores e derrotados metabolizem o resultado das urnas em favor de um futuro mais fraterno. A estreita margem de votos que assegurou a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um terceiro mandato é o retrato dessa cisão. Pouco mais de dois milhões de votos o separaram de Jair Bolsonaro (PL), o primeiro incumbente a perder uma disputa pela reeleição ao cargo de presidente da República. Mesmo assim, o chefe do Executivo sai da contenda com o apoio de 58,2 milhões de pessoas, 49,1% do eleitorado. Mas a vitória do petista, ontem, já estava prevista com razoável grau de confiabilidade desde o fim do primeiro turno.

O resultado do primeiro turno apontou para as duas campanhas quais eram os desafios que cada uma teria de enfrentar. Faltaram a Lula cerca de 1,8 milhão de votos para vencer na rodada inicial. Bolsonaro chegou em segundo lugar com uma diferença de pouco mais de seis milhões de votos para o adversário. Estava dada, em números, a meta de cada um. O presidente, para se reeleger, precisaria ganhar quatro de cada cinco votos ainda disponíveis na prateleira do eleitorado para virar o placar. Para Lula, a tarefa era bem mais fácil.

No segundo turno, o ex-presidente jogou para não errar. E conseguiu incorporar à sua candidatura uma constelação de nomes da centro-esquerda à centro-direita — incluindo adversários do primeiro turno, como Simone Tebet (MDB) e o PDT de Ciro Gomes —, além de lideranças da sociedade civil, influenciadores digitais, artistas e intelectuais, que deu densidade ao conceito de frente ampla pela democracia.

Bolsonaro também se movimentou no lado direito do espectro político e angariou apoios de políticos eleitos na onda do bolsonarismo (ou do antipetismo), como os governadores reeleitos de Minas Gerais, Romeu Zema, e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, detentores de uma máquina azeitada e influente em dois dos três maiores colégios eleitorais do país.

Foi na campanha do segundo turno que Lula apareceu em sua melhor forma: retomou os comícios de rua e as caminhadas com militantes para catalisar o que o PT tem de mais poderoso, que é a mobilização popular. A estratégia rendeu as melhores imagens para a propaganda eleitoral e alimentou as redes sociais, até então dominadas pela máquina bolsonarista comandada pelo filho 03 do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro. Para esse enfrentamento no ringue digital, Lula também contou com o reforço de dois influenciadores que ajudaram a mudar o jogo, o deputado André Janones (Avante-MG) e Felipe Neto.

Nomes influentes

Nos bastidores, o núcleo duro do PT deu lugar ao candidato a vice, Geraldo Alckmin, e a nomes influentes da política e da economia, que tinham a missão de mostrar que a candidatura de Lula era maior do que a frente de esquerda que disputou o primeiro turno. Uma das primeiras e mais comemoradas adesões foi da senadora Simone Tebet, que assumiu um protagonismo poucas vezes visto em campanhas petistas.

Os votos que a senadora conseguiu transferir para o petista foram fundamentais para a vitória de ontem. Assim como a captura de parte do eleitorado de Ciro Gomes, que, mesmo ressentido, engoliu a orientação do partido dele, o PDT, de apoiar a chapa Lula-Alckmin.

Segundo levantamentos feitos pela equipe de campanha de Lula, os votos dos dois candidatos derrotados em 2 de outubro já seriam suficientes para ele atingir a marca de 1,8 milhão de votos que o separaram da vitória no primeiro turno. No cômputo geral, o ex-presidente amealhou 3,1 milhões de votos a mais do que obteve na primeira ronda, ou 1,1 milhão de votos a mais do que precisava para ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos (59,2 milhões).

Um dado relevante dessa apuração foi o número de abstenções, que derrubou uma série histórica que parecia consolidada como tendência. Neste ano, caiu de 21% no primeiro turno para 20,6% no segundo.

Além da polarização, a oferta de transporte público gratuito na maioria das grandes e médias cidades brasileiras também contribuiu para estimular o eleitor a ir às urnas.

Bolsonaro chegou perto da vitória. Bem perto. Conseguiu reduzir a diferença para Lula de 6,1 milhões de votos no primeiro turno para apenas 2,1 milhões de votos no segundo. Mas a um preço nunca visto na história do país, com o uso intensivo da máquina do Estado para angariar apoios e votos.

Ainda na pré-campanha de primeiro turno, o governo aprovou um pacote de bondades com dinheiro público, sem lastro no Orçamento, voltado para a população mais pobre, como o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 e benefícios como o vale-gás. Também usou o Congresso e a Petrobras para segurar artificialmente os preços dos combustíveis. O mercado estima que o rombo orçamentário fique entre R$ 200 bilhões e R$ 400 bilhões, uma conta que cairá no colo do próximo presidente.

A estratégia do Palácio do Planalto de abrir o cofre, comandada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), quase deu resultado. Junto com os bons números da economia na área da geração de emprego e no controle da inflação (já são três meses de deflação seguidos), que impactam diretamente na vida das pessoas, Bolsonaro escalou nas pesquisas, mas não na velocidade e na intensidade desejadas.

No fechamento da conta, Bolsonaro agregou 7,1 milhões de votos no segundo turno em relação ao primeiro, apesar de toda uma onda de notícias negativas no período, como a frase infeliz dele sobre adolescentes venezuelanas (“pintou um clima”), declarações desastrosas do ministro da Economia, Paulo Guedes (“roubamos menos que eles”), e cenas assustadoras envolvendo aliados, como o ataque de Roberto Jefferson a agentes da Polícia Federal e a perseguição da deputada bolsonarista Carla Zambelli, armada, a um homem negro que a teria “provocado” em São Paulo. Nada disso colou em Bolsonaro. 

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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