Em Linhas Gerais

Dr Hildon tem sinal verde para resgatar Porto Velho da incompetência e mediocridade da gestão estatal – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Vivemos numa época onde nada é tão indispensável como as coisas supérfluas.” SOFOCLETO (1926/2004), era o pseudônimo do escritor, poeta e humorista Luis Felipe Angell, do Peru.

 NÃO COLA

Ainda há petista de carteirinha sassaricando como nunca quando vê alguma nota afirmando que Lula está muito bem nas pesquisas (liderando) e o retorno do petralhismo ao poder é fava contada. Mas não foi o que mostrou as eleições suplementares realizadas no último domingo.

Lá na cidade de Foz do Iguaçu (PR), o candidato Chico Brasileiro fez questão de expor ao máximo sua ligação com Lula e Dilma. Perdeu feio. O discurso PTfóbico não colou. Uma pequena mostra de como reagirá a imensa maioria que dá a Lula uma rejeição fenomenal temendo a volta do “sapo barbudo” ao Palácio do Planalto.

 REVELAÇÃO

Amado Batista, cantor com uma imensa legião de fãs em todo o Brasil, sofreu prisão e tortura durante o regime militar. E mesmo assim, justificando que não aguenta mais “a anarquia em que está o Brasil” de hoje, defende o retorno do militarismo na política do país, confessando que seu voto para Presidente da República vai “democraticamente para Jair Bolsonaro”.

 IGUAL A NADA

A assessoria de comunicação do casal Raupp (Valdir e Marinha) usa todas as possibilidades para evitar o claro desgaste sofrido pelo barbudo senador de Rolim de Moura, réu na Lava Jato por decisão do STF. Dessa vez, no estilo factoide, o foco é uma “visita técnica” (é isso mesmo cara-pálida?) do cacique do PMDB rondoniense às rodovias federais (364, 429 e 425) existentes em Rondônia, que termina nessa sexta-feira. Para quem é daqui, a tal “visita técnica”, como de outras vezes, não significará nada. É tudo a repetição do enfadonho “Truque de Madame” aplicado ao longo das últimas décadas…

 DATA MARCADA

Como garantiu o deputado Adelino Follador (DEM), a greve do Idaron (embora tenha atribuições de agência, o Idaron é um “instituto”, ou seja, sujeito masculino. Sorry periferia!) será deflagrada no próximo dia 17. A culpa da paralisação deve ser colocada no colo do governo que, segundo o parlamentar, não faz sequer o dever de casa em relação ao atendimento das reivindicações desse instituto.

 NA LISTA

Leitores pediram a inclusão dos nomes dos deputados Adelino Follador e José Hermínio como pretensos candidatos à Câmara dos Deputados. Bem, no caso de Adelino há mesmo grandes chances de que isso venha a ocorrer, não só pelo espaço que detém na direção partidária do DEM e pela liderança no importante colégio eleitoral da região de Ariquemes No caso de José Hermínio há grandes obstáculos, a começar pela condição de cristão novo no PDT, onde quem manda é Acir Gurgacz. Segundo pelo fato de ter apressado – graças à maneira atabalhoada de atuação parlamentar – sua entrada no “hall” dos políticos com embalagem viciada e com prazo de vencimento muito visível.

QUERIA O QUE?

O prefeito Hildon Chaves apenas constatou, de forma oficial, aquilo que nos bastidores já se sabia: a perda de 700 milhões de reais destinados à implantação do projeto de saneamento básico (água e esgoto) da capital rondoniense. A montanha de dinheiro retornou aos cofres do governo federal pela simples falta apresentação de projeto de qualidade (e ético) pelo governo estadual.

Ora, esse é o preço a ser pago pela população rondoniense por ter no comando do Estado um governo patético, medíocre, e não confiável, pois ainda tentava demover o prefeito da ideia de tirar a concessão da Caerd, para viabilizar a execução das obras com o dinheiro que não existia mais. O projeto apresentado pelo governo rondoniense foi rejeitado pelo TCU diante da falta de lisura na sua concepção. E assim, sem a renovação do convênio o dinheiro destinado ao saneamento retornou ao tesouro federal, de onde não sairá mais.

 DE JOELHOS

Certamente essa gravíssima situação vai ser assimilada com doçura pelos políticos locais. Disso a maioria dos deputados – mas interessados em se manter alinhados com Confúcio – não falarão absolutamente nada. Agora, saneamento em Porto Velho só com ações diretas do próprio prefeito, através daquilo que prometeu na campanha, as Parcerias Públicos Privadas (PPP).

 A PEDRA

Para que uma solução com o viés da PPP aconteça o prefeito precisa remover uma pedra do caminho: retomar a concessão do saneamento básico dada ao governo do Estado, através da sua estatal em estado falimentar, a Caerd. Não é coisa tão simples, mas diante das decisões judiciais que garantiram a outros municípios livrarem-se da incompetência da Caerd, certamente Hildon Chaves tem sinal verde para resgatar Porto Velho da incompetência e mediocridade da gestão estatal.

 SAIA JUSTA

A admissão do rombo de mais de dois bilhões (Bilhões???) de reais do Iperon certamente coloca uma nova saia justa no governo e nas instituições de fiscalização externa, especialmente naqueles com competência para auditar as contas das entidades públicas, como soem ser o Instituto da Previdência dos Servidores Públicos de Rondônia.

O assunto foi manchete da edição de ontem do Alto Madeira. Na matéria porta vozes do próprio Iperon afirmam ao vetusto jornal que esse rombo já foi auditado e não houve anistia para as autoridades identificadas como responsáveis. Diz a matéria que “o rombo” imenso vem sendo cobrado pelo Iperon mas – é o que se depreende – até agora essa imensa fortuna não foi resgatada.

 ÓRGÃOS INERTES

Afinal, o que estão fazendo as autoridades do Ministério Público, do Tribunal de Contas e até da Polícia para punir quem conseguiu dar sumiço a bilhões de reais daquela entidade. O desconto no contracheque do servidor para o Iperon acontece desde sua criação. Isso vale dizer que se tal dinheiro arrancado do servidor se perdeu no meio do caminho estamos diante de um enorme esbulho. Como ex-gestores do estado, que provocaram o rombo, estão impunes, ricos ao extremo e vivendo a vida como se não tivessem nada com isso. Cadê os órgãos responsáveis por defender o erário e responsabilizar criminalmente os responsáveis por esse rombo bilionário???

 CUSPE & VERGONHA

Nada mais surpreende na política brasileira. Uma decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados é a mais nova vergonha do parlamento na semana que finda. Trata-se da decisão sobre o vergonhoso episódio da cusparada de Jean Wyllys sobre Jair Bolsonaro. O Conselho de Ética pediu a suspensão do mandato de Wyllys por um mês, mas no final por 9 votos a 4 venceu a tese do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) e a punição ficou numa advertência. Ou seja cusparada entre deputados é perfeitamente ética e legal.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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