Justiça

Distrito de Nazaré dispõe do único colégio do mundo construído no meio da floresta

A Escola de Ensino Fundamental e Médio Professor Francisco Desmoret Passos, em funcionamento desde 2013 no distrito de Nazaré, é o primeiro colégio da rede pública estadual a iniciar estudos para contratar por meio de seleção simplificada professores “oficineiros”.

A nova modalidade de contratação pelo Conselho Escolar é prevista no artigo 8º da Lei 3.481 (15/1/2014) e única alternativa para sanar também o problema da falta de professores em várias outras especialidades.

Estudos anunciados quinta-feira (29) pelo governador Confúcio Moura durante a primeira ação itinerante do segundo mandato na região do Baixo Madeira visam dotar a escola de todas as condições para tornar possível também, a partir do ano letivo que se inicia dia 3 de fevereiro, a inclusão do conhecimento tradicional no ensino público. Isso privilegia aulas a partir de relatos de pescadores, agricultores e caçadores, sobretudo a respeito das tradições culturais locais.

Na audiência com pais de alunos e lideranças comunitárias dos distritos de São Carlos e Nazaré, duas das três comunidades mais atingidas pela cheia do rio Madeira em 2014, o professor Roberto Rodrigues de Melo, de 50 anos foi eleito diretor por indicação de representantes da comunidade e da escola. O governador conduziu a posse.

Diversidade impressionante

“Já vim aqui várias vezes e cumpri 80% dos compromissos firmados com vocês. Agora preciso do apoio de todos para transformar esta escola num modelo para o Brasil e o mundo”, disse. Ainda segundo o governador, o distrito de Nazaré dispõe do único colégio do mundo construído no meio da floresta, aonde a pessoa chega e fica com a impressão de estar num “jardim botânico” tamanha é a diversidade de espécies da flora da Área de Proteção Ambiental que circunda as salas de aula, biblioteca, laboratório, sala de música e uma quadra poliesportiva coberta. “É daqui o grupo musical ‘Minhas Raízes’ que se apresentou na Rio + 20 e divulgou as tradições culturais ribeirinhas num evento internacional”, lembrou Confúcio Moura.

O grupo é liderado pelos professores e músicos Tim Maia e Roberto Melo, respectivamente, vice-diretor e diretor eleito. Após a apresentação no Rio de Janeiro, os integrantes que fabricam os próprios violões e tambores com madeira reciclável gravaram um CD. A faixa de maior sucesso é a música “Caminhos do Rio”, que o governador ouviu antes de retornar a Porto Velho.

Aulas na floresta

governador visita escola do ditrito de nazaré (20)

O ambiente na escola é apontado pela Seduc como um dos mais adequados para os professores de Ciências, Botânica e Música lecionarem disciplinas dos cursos de agroecologia e música. Na Área de Proteção Ambiental (APA) que circunda o colégio, o governador propôs a abertura de trilhas para incentivar os 290 alunos matriculados a participar mais das atividades práticas.

A ideia, de acordo ainda com o governador, é também atrair a atenção de estudantes do ensino médio e universitários de outros municípios e estados a conhecer o novo modelo de educação proposto para a região. O objetivo é qualificar alunos do ensino fundamental e médio nas especialidades de agricultura e música, criar alternativas para o desenvolvimento regional e difundir as práticas de musicalidade que ajudarão no processo de fixação do homem na região e formação dos futuros professores da escola.

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Confúcio pediu à comunidade, alunos e professores para que o ajudem a transformar o colégio numa referência e vença concursos nacionais e internacionais como um dos primeiros a investir na formação de filhos de ribeirinhos em agroecologia e música.

“Um modelo que ajude a realizar o sonho dessa criança, por exemplo,” disse o governador. E abraçou a menina Amanda Eloísa Barbosa, de seis anos, que acompanhava a mãe Gigliane Cristiano dos Santos.

Participaram ainda das atividades a secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli, a coordenadora regional de ensino de Porto Velho, Irani Oliveira Moraes, e a ex-secretária de Educação da Capital, Fátima dos Anjos.

Fátima Gavioli ressaltou o interesse do portal Google em apoiar projetos de desenvolvimento sustentável no mundo todo, e citou o exemplo da parceria com os índios Paíter-Suruí, em Cacoal. Diante do interesse do portal, segundo a secretária, o governo convidará os administradores para conhecerem a escola e seu novo modelo pedagógico.

Passarela

O projeto da passarela em concreto com 180 metros de extensão foi refeito e o governo liberou um aditivo para que seja alargada em 15 metros de cada lado. A obra foi paralisada ano passado por causa da enchente que soterrou parte da construção.

nazaré (11)

Agora entrou em fase de conclusão, de acordo com o diretor do Departamento Estadual de Obras Públicas (Deosp), engenheiro Mirvaldo Moraes de Souza.

A obra interligará, definitivamente, a parte baixa da Vila onde moram cerca de 320 famílias à área de terra firme onde foi construída a escola. Dará também maior acesso aos atingidos pela cheia que serão transferidos para a nova área de assentamento adquirida pelo governo e que depende apenas de obras de terraplenagem para doação à prefeitura de Porto Velho, responsável pela demarcação e entrega dos lotes urbanos às famílias dos atingidos.

A previsão é de que os serviços de infraestrutura sejam concluídos entre fevereiro e março.   Representantes das comissões dos atingidos pela enchente e os administradores Ednaldo Medeiros (São Carlos) e Pedro Bastos da Silva (Nazaré) acompanharam a audiência que durou cerca de  duas horas.professor Roberto Rodrigues de Melo (3)

Durante os despachos, o governador tranquilizou os moradores quantos às notícias sobre riscos de nova enchente.

Lembrou que, tanto a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil Estadual quanto a municipal estão atentas e monitoram diariamente o nível dos rios da região, retirando inclusive moradores que retornaram para as áreas de risco na Capital.

Fonte: Sesdec

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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