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Deputado Federal Maurício Carvalho pode vir ao Governo de Rondônia pelo União Brasil caso Sergio Gonçalves não saia

O deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil), que exerce a função de coordenador da bancada federal de Rondônia em Brasília, declarou que pode entrar na disputa pelo Governo de Rondônia em 2026 caso o vice-governador Sérgio Gonçalves não seja candidato ao cargo. A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao programa “De Olho na Notícia”, apresentado por Fábio Camilo, na Rádio & TV Informa na Hora, na edição desta segunda-feira, 26.

Ao ser questionado sobre o cenário eleitoral e “o que está decidido na família Carvalho” para 2026, Maurício afirmou que, neste momento, seu projeto principal é a pré-candidatura a deputado federal, ou seja, à reeleição, mas que passou a discutir também a hipótese de concorrer ao governo, condicionando essa possibilidade ao contexto político no Executivo estadual.

“Sou pré-candidato a deputado federal, mas também coloquei o meu nome e estou debatendo com todas as pessoas que, caso meu cenário continue do jeito que está, para ser candidato”, disse. Na sequência, especificou o recorte que considera determinante: “Eu não saio candidato ao Senado da República, eu sairia candidato, pré-candidato ao governo do Estado caso não tenha uma candidatura do Sérgio Gonçalves ao governo.”

Na entrevista, Fábio Camilo pontuou que a possibilidade de Sérgio Gonçalves se tornar candidato seria consequência de uma eventual permanência do governador Marcos Rocha no cargo, ao não disputar o Senado. Maurício, por sua vez, indicou que seu movimento só faria sentido se houvesse a consolidação de um cenário no qual Rocha “ficar na cadeira” e, portanto, Sérgio assumisse a condição de nome natural do União Brasil para a sucessão. “Eu coloquei meu nome aí pra gente discutir, mas somente se na composição do governador ficar na cadeira mesmo, porque senão o Sérgio vai ser o candidato do União Brasil”, afirmou. E concluiu a lógica: “É pré-candidato ao governo, se ele estiver como governador na cadeira.”

Mariana Carvalho no Senado e janela aberta no tabuleiro

No mesmo bloco, Maurício Carvalho voltou a citar a ex-deputada Mariana Carvalho como peça central do planejamento político do grupo. Segundo ele, a construção interna e as conversas com aliados caminham para que ela seja candidata ao Senado. “Nós estamos construindo esse caminho desde sempre para a Mariana ser a nossa candidata ao Senado da República”, afirmou.

Ao comentar o impacto de declarações públicas do governador Marcos Rocha sobre não disputar o Senado, o deputado disse que esse movimento “muda o cenário político do estado” e pode abrir espaço para novas composições. Fábio Camilo, inclusive, perguntou diretamente se a fala do governador “abre uma janela para que a Mariana seja” candidata ao Senado, e Maurício respondeu: “Com certeza.”

Durante a entrevista, Maurício também afirmou que “até abril vai acontecer muita coisa”, mencionando que o desenho final depende de decisões partidárias e do comportamento das candidaturas em formação.

Sobrevivência a acidente aéreo e a mudança de perspectiva

Antes do debate eleitoral, o programa abriu espaço para um relato pessoal do deputado sobre 2025. Maurício classificou o ano como “um ano de milagre” e detalhou dois fatos que, segundo ele, marcaram sua vida: o nascimento da filha Olívia e a sobrevivência a um acidente aéreo.

“Em 2025, eu recebi… um milagre na vida da minha família. Na verdade, dois milagres. Um, a minha filha, a Olivia, que nasceu, e depois de estar vivo, depois de um acidente aéreo”, afirmou. Em outro momento, disse ser a primeira vez que tratava do episódio em um programa de televisão: “Eu acho que é a primeira vez que estou no programa de televisão falando sobre isso.”

Fábio Camilo insistiu no tema e perguntou se o episódio faz a pessoa “ver a vida de outros olhos”. Maurício respondeu: “Com certeza”, acrescentando que a experiência leva a repensar prioridades e a proximidade com a família, sobretudo por causa da rotina de deslocamentos entre Brasília e Rondônia.

Pedágio na BR-364: críticas, ação judicial e limites de atuação

O pedágio na BR-364 foi outro eixo central da entrevista. Maurício afirmou ter recebido relatos de impacto financeiro para quem trafega entre cidades do estado e classificou a cobrança como elevada, citando custos para veículos e caminhões em conversa com o apresentador.

Ao falar da posição da bancada federal, Maurício disse que o tema não teria passado pela Câmara e que, segundo ele, a bancada foi contrária ao formato adotado. “Na verdade, não passou na Câmara, a gente não tem nem uma mão nisso da bancada federal. Eu fiz reunião com a bancada federal… e o resto da bancada inteira foi contrário a esse movimento da concessão do jeito que foi”, afirmou.

Ele também declarou ser favorável a concessões como instrumento de melhoria, mas não ao modelo que, segundo sua fala, foi implementado. “Se me perguntar, Maurício, você é a favor de uma concessão? Eu sou a favor da duplicação, eu sou a favor da vida… Agora, da forma que foi feita essa concessão… Eu não sou favorável.”

Na entrevista, Maurício relatou que buscou uma via judicial. Disse que entrou com uma ação “junto com a bancada federal inteira”, mas argumentou que, formalmente, a bancada não poderia propor a medida, razão pela qual a iniciativa teria sido protocolada pelo União Brasil municipal, do qual se disse presidente, com assinaturas e procurações dos parlamentares. “Eu entrei pelo partido e toda a bancada embaixo assinou pedindo pra poder se habilitar nesse pedido pra gente poder rever esta concessão”, declarou.

Ele ainda ressaltou que não pretende criar expectativa de reversão imediata sem decisão judicial: “Eu não vou mentir, eu não vou ficar iludindo a população… como se a gente fosse conseguir cancelar uma concessão… Depende do judiciário”, afirmou.

Transposição e Comissão de Educação: pautas para 2026

Na parte institucional, Fábio Camilo questionou quais temas entram na agenda do coordenador da bancada em 2026. Maurício citou a transposição de servidores públicos como “luta diária”, dizendo que há mobilização junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e interlocução com o governo. “Não tenha dúvida que é uma defesa incansável de todos nós”, declarou.

Sobre a Comissão de Educação, Maurício, que a preside, descreveu o funcionamento anual da escolha e explicou que a permanência do União Brasil na presidência depende da composição partidária e da distribuição de comissões. Ele afirmou que a Presidência ficou com o PL no ano anterior e que, depois, “nós conseguimos que ficasse com a União Brasil”.

Ao tratar de educação e políticas públicas, afirmou defender a educação básica e a valorização de professores, e sugeriu ampliação de escolas em tempo integral em Rondônia. “A gente precisa fortalecer, principalmente a educação em tempo integral… aumentar o número de escolas em tempo integral”, disse, acrescentando: “Fica uma dica ao governador Marcos Rocha.”

Leitura sobre alianças e gestão: elogios a Hildon e diálogo local

Maurício também comentou a situação do ex-prefeito Hildon Chaves. Disse ser amigo e avaliou que, se ele mantiver a candidatura ao governo, teria chances de chegar ao segundo turno, mencionando o perfil de gestor do ex-prefeito e comparando o cenário encontrado por Hildon ao assumir a capital ao momento atual. “Eu acredito muito que se ele colocar o nome dele… ele tem muita chance de chegar ao segundo turno”, afirmou.

Ao encerrar, Maurício abordou o assunto polarização, se definiu como “político de direita”, mas disse não ser a favor de “polarização de nada” e defendeu atuação com foco em entregas. No exemplo local, citou que disputou eleição em Porto Velho, mas que mantém diálogo com o prefeito Léo Moraes após o pleito, apontando entregas e obras com participação de emendas.

FONTE: INFORMA NA HORA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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