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Deputado Federal Coronel Chrisóstomo defende a modernização da agricultura familiar com a criação de soluções inovadoras

Deputados defendem medidas de apoio para a agricultura familiar

Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) defende a modernização da agricultura familiar com a criação de soluções inovadoras. Neste sentido, ele pede a aprovação do projeto, de sua autoria, que trata da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar e a Reforma Agrária.

Coronel Chrisóstomo afirma que o uso da tecnologia vai aumentar a produção na área de hortifrutigranjeiros, na criação de peixes e na produção de leite. Nas palavras do deputado, o Brasil tem tudo para explodir na produção agrícola, caso ofereça suporte tecnológico aos pequenos produtores rurais.

A Câmara aprovou e encaminhou para o Senado, o projeto de lei Assis Carvalho 2, que prevê socorro aos agricultores familiares devido aos prejuízos causados pela pandemia. Daniel Almeida (PCdoB-BA) ressalta que a proposta recupera pontos vetados pelo presidente Bolsonaro na Lei Assis Carvalho 1.

Entre as medidas aprovadas, Daniel Almeida destaca o acesso dos agricultores familiares a recursos para a construção de cisternas e a aquisição de insumos. O parlamentar também celebra a aprovação do “Garantia-Safra”, benefício que será concedido aos agricultores familiares que perderem a safra durante a crise sanitária.

Agricultura

Padre João (PT-MG) condena a possibilidade de a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, liberar o uso de trigo transgênico na composição de alimentos básicos, como o pão francês.

Padre João observa que, em diversos países, há estudos de universidades sérias que alertam sobre o perigo que os transgênicos podem causar à saúde. O deputado afirma que as incertezas vão desde reações alérgicas até doenças como o câncer.

Economia

Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) pede agilidade na votação da reforma tributária, tema que, segundo o deputado, é essencial para impulsionar a retomada do crescimento econômico.

Entre os pontos da reforma, Delegado Marcelo Freitas defende a desoneração da folha de pagamento, para diminuir os encargos financeiros das empresas na contratação de pessoal e incentivar a geração de emprego.

Desenvolvimento Regional

Neucimar Fraga (PSD-ES) parabeniza a Secretaria de Patrimônio da União por desenvolver um programa de transferência de titularidade aos detentores do domínio útil dos terrenos de marinha. De acordo com o deputado, muitos desses proprietários compraram um terreno na costa brasileira sem saber que o verdadeiro dono dos imóveis era a União.

Neucimar Fraga explica que o programa vai cadastrar essas pessoas, que poderão fazer uma proposta para a compra do imóvel, com base na planta do IPTU, e parcelar o valor remanescente para ter a titularidade definitiva do imóvel. Ele diz que a medida vai beneficiar 600 mil brasileiros.

José Airton Félix Cirilo (PT-CE) presta homenagem aos trabalhadores do setor pesqueiro. O deputado ressalta que a pesca, como atividade econômica, garante a sobrevivência de milhares de pessoas na região litorânea do País.

José Airton Félix Cirilo ressalta ainda a bravura e o heroísmo dos pescadores, representados na pessoa do jangadeiro cearense que ficou conhecido como Dragão do Mar e é símbolo da luta contra a escravidão no Brasil.

Transportes

Charles Fernandes (PSD-BA) pede que o Ministério da Infraestrutura priorize a pavimentação asfáltica da BR-030, que nasce em Maraú, no litoral baiano, e vai até Brasília, passando pela cidade de Guanambi.

Charles Fernandes elogia o trabalho de Tarcísio Freitas à frente do Ministério da Infraestrutura e ressalta que o asfaltamento da BR-030 é estratégico para a integração entre o litoral e o interior do País. Ele afirma que a obra vai tirar do isolamento os municípios de Flor da Mata, Cocos e Carinhanha.

Vivi Reis (Psol-PA) alerta que a construção da rodovia Liberdade, ligando a capital Belém ao município de Santa Izabel do Pará, vai impedir a livre circulação dos moradores do quilombo Abacatal, em Ananindeua, prejudicando o modo de vida da comunidade.

Vivi Reis critica o projeto e afirma que o governo paraense não consultou os moradores da comunidade Abacatal quanto à obra, contrariando o que prevê a legislação.

Eleições

José Nunes (PSD-BA) pede que a Câmara e o Senado priorizem a votação da reforma política, uma vez que o prazo exigido para mudanças na legislação eleitoral, termina em 2 de outubro deste ano.

Segundo José Nunes, o modelo atual de quociente eleitoral está defasado, além de ser injusto, pois, muitas vezes elege um candidato que obteve pequena quantidade de votos. O deputado entende que isso afronta o sistema democrático brasileiro e, por isso, precisa ser corrigido.

Voto Impresso

Antes do recesso parlamentar, o relator da proposta que torna o voto impresso pediu mais tempo para incorporar sugestões ao texto. A sessão foi marcada pela polêmica, como mostra a reportagem de Ana Raquel Macedo.

A votação da proposta que torna o voto impresso obrigatório (PEC 135/19) ficou para agosto na comissão especial que analisa o tema na Câmara dos Deputados. No último dia de trabalhos legislativos antes do recesso, a reunião (16) no colegiado foi encerrada após discussões acaloradas.

Trecho discussões

O presidente da comissão especial, deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), decidiu atender o relator da proposta, deputado Filipe Barros (PSL-PR), que pediu mais prazo para incorporar sugestões ao texto.

A reunião extraordinária, convocada para o último dia antes do recesso, foi feita após requerimento do deputado Hildo Rocha (MDB-MA) e outros 20 parlamentares. Segundo Rocha, o prazo para executar eventuais mudanças na legislação é exíguo até as eleições gerais em 2022.

Hildo Rocha: Temos que dar tempo ao Tribunal Superior Eleitoral e aos TREs para se organizar. Eu vejo até que não há mais tempo, pela experiência que tenho de 20 anos de ordenador de despesa, de secretário de estado, prefeito que fui. E sei que tudo isso precisa de um processo licitatório. Fiz esta autoconvocação não foi à toa porque o presidente cancelou por duas vezes a reunião que ele mesmo convocou. E a autoconvocação eu tive o apoio dos colegas que também entendem da mesma forma.

Parlamentares mais próximos ao governo do presidente Jair Bolsonaro, no entanto, defendiam o adiamento da votação. Autora da proposta, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) usou como exemplo as quedas de conexão durante a reunião semipresencial no colegiado para defender o texto.

Bia Kicis: Nós estamos tendo aqui uma demonstração de como equipamentos falham, como a tecnologia pode falhar. Assim como aqui a tecnologia falha, ela pode falhar em qualquer lugar, com a urna eletrônica. E por isso é tão importante que a gente evolua no sistema. Tenha urna eletrônica, sim; mas com o voto impresso.

Segundo o presidente da comissão, Paulo Eduardo Martins, houve tentativas de invasão da videoconferência, contornadas pelos técnicos.

A proposta original apresentada pela deputada Bia Kicis determina que, em processos de votação e apuração das eleições, dos plebiscitos e dos referendos, independentemente do meio empregado para o registro do voto, será “obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor”.

Já o relatório apresentado no fim de junho pelo deputado Filipe Barros determina a adoção de um tipo de urna eletrônica que permita a impressão do registro do voto. Essa cédula em papel será então depositada em recipiente indevassável, assegurada a conferência pelo eleitor, mas sem qualquer contato manual.

Ainda segundo o relator, a apuração se dará após a votação e ainda nas seções eleitorais, por meio de equipamento automatizado para contagem dos registros dos votos, aptos à verificação visual. Para garantir o sigilo do voto, será proibido o uso de qualquer elemento de identificação do eleitor na cédula impressa.

Até o momento, foram apresentados quatro votos em separado. Dois, capitaneados pelos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), são contrários a mudanças nas regras atuais. Os outros, dos deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS) e Paulo Ganime (Novo-RJ), apresentam algumas alterações.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu em debate na Câmara o sistema de votação eletrônica adotado no País desde 1996. Segundo ele, o sistema é seguro, transparente e auditável. Além disso, de acordo com o ministro, nunca houve fraude comprovada nas urnas eletrônicas.

Recentemente (10/7), os presidentes de oito partidos (Cidadania, DEM, MDB, Novo, PSDB, PSL, PV e Solidariedade) divulgaram nota em defesa do sistema de votação eletrônica. Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro, em diferentes ocasiões, defendeu o voto impresso.

A próxima reunião da comissão especial sobre a proposta que torna obrigatório o voto impresso deverá acontecer somente em agosto, depois do recesso parlamentar.

Da Rádio Câmara, de Brasília, com informações de Ralph Machado, Ana Raquel Macedo

Henrique Fontana (PT-RS) é contra a proposta de alterar o sistema de voto eletrônico para o voto impresso. De acordo com o deputado, essa medida coloca em suspeição o processo eleitoral, porque dá às milícias a possibilidade de controlar e fiscalizar o voto do cidadão.

Henrique Fontana lembra que o sistema eletrônico de votação já está em vigor há mais de 25 anos sem apresentar problemas e com um histórico variado de vencedores, incluindo o presidente Bolsonaro. Para ele, essa ideia é mais uma tentativa de desestabilizar a democracia.

João Daniel (PT-SE) afirma que o Brasil é reconhecido como um dos países com o sistema de votação mais seguros do mundo. Na opinião dele, a bandeira do voto impresso está sendo usada para justificar uma possível derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

João Daniel diz que, ao contrário do que afirmam os aliados do presidente, a impressão das cédulas não trará mais transparência às eleições, e sim, mais desconfiança. Para o congressista, a intenção dos apoiadores da PEC do voto auditável é ter mais controle sobre a escolha dos cidadãos.

Já Eli Borges (Solidariedade-TO) do Solidariedade do Tocantins, considera o voto impresso uma medida necessária para a democracia brasileira. Mas, na avaliação do deputado, não seria necessário que 100% dos votos fossem auditados.

Eli Borges sugere que a Justiça Eleitoral providencie uma contagem por amostragem, em que entre 1 e 2% das urnas sejam checadas, medida que, segundo ele, geraria mais segurança e transparência para o sistema eletrônico e para as eleições.

Segurança Pública

Para Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o governo do Rio de Janeiro precisa rever sua política de segurança pública. De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, que fornece dados de violência armada no estado, 79% dos baleados na capital, no mês de maio, foram atingidos em operações policiais.

Além disso, Jandira Feghali observa que, nos últimos quatro meses, quinze mulheres grávidas foram atingidas em ações das forças policiais.

Educação

Luizão Goulart (Republicanos-PR) registra que a Comissão de Educação aprovou o projeto de lei que visa o retorno seguro dos alunos às escolas. O deputado lembra que, em muitos municípios brasileiros, isso já está ocorrendo.

Luizão Goulart afirma que a proposta, que ainda deve ser votada pelo Plenário, está amadurecida. Segundo ele, o texto propõe uma estratégia para eliminar os riscos para estudantes, professores e pais de alunos e garantir o retorno às aulas presenciais.

Saúde

Em audiência pública da Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil, os debatedores manifestaram preocupação com a saúde masculina.

Durante o encontro, deputados destacaram a necessidade de conscientizar os homens sobre a importância dos exames preventivos para evitar o agravamento da doença. O repórter Luiz Claudio Canuto acompanhou o debate e tem mais detalhes.

O câncer é a segunda maior causa de mortes no mundo e, até 2030, deve ser a primeira. Ao longo da vida, uma em cada 11 mulheres e um em cada 5 homens vão ter que se confrontar com essa realidade. A Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil discutiu com especialistas os tipos mais comuns de câncer masculino, as formas de tratamento, o que pode ser feito para combatê-los, e, principalmente, os percalços da realidade brasileira, agravados pela pandemia.

O tipo de câncer masculino mais comum é o câncer de próstata, que representa quase um terço da doença. Há uma lei em vigor desde 2012 (Lei 12.732/2012), chamada Lei dos 60 Dias, que garante ao paciente com câncer tratamento no SUS no prazo de até 60 dias a partir da assinatura do laudo. Mas a representante do Conasens, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Verônica Savatin, explica que a aplicação da lei encontra obstáculos.

Verônica Savatin: Hoje, para um homem, para qualquer pessoa, mas para um homem, principalmente, porque ele precisa deixar seu serviço para procurar tratamento de saúde, e ele sabe que, para fazer uma biópsia de próstata num município de pequeno porte, não vai conseguir ter acesso. Então ele precisará se deslocar para uma outra cidade e isso demora às vezeS 2 ou 3 dias, porque geralmente esses serviços ainda estão concentrados nos grandes centros. Então uma das questões é que precisamos trazer para mais perto da população a oferta desses serviços.

Segundo Helena Esteves, representante da Oncoguia, uma ONG que faz projetos e ações de informação sobre a doença, em relação ao câncer de próstata a previsão é de mais de 65.800 novos casos (65.840 novos casos) por ano. A segunda maior incidência entre homens é de câncer de pulmão, um tipo mais agressivo. Em 2016, quase 9 em cada 10 casos (86%) foram detectados somente em estágio avançado.

Mas Helena Esteves explica que, desde 2020, a pandemia reduziu a visita aos hospitais, portanto, o problema está ainda mais grave, pois, quanto mais cedo se detecta a doença, mais chance de tratamento bem-sucedido.

Helena Esteves: Uma queda de 22% nas cirurgias do câncer, quase 20% nas intenções, o que mostra, de fato que tem havido represamento e essas pessoas não tem conseguido acessar o tratamento adequado no tempo adequado. Sim, acreditamos que vamos sair da pandemia e vamos enfrentar uma epidemia de casos avançados no câncer, o que é bem preocupante.

Durante a pandemia, houve queda de quase 40% na realização de biópsias (38,22%), 36% nas colonoscopias (35,85%) e 30% (29,04%) a menos exames de PSA, fundamental para detectar o câncer de próstata em tempo hábil para tratamento. O número de pacientes em tratamento caiu quase 20% (18,20%) com a pandemia. Atualmente são gastos pelo SUS 4,7 bilhões apenas em tratamento de câncer de próstata. Entre as sugestões apresentadas pela Oncoguia, está a criação de uma força-tarefa para o reagendamento de consultas e exames.

A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que sugeriu o debate, lamenta que os homens não tenham o hábito de ir ao médico.

Carmen Zanotto: Nós só vamos resolver e reduzir, inclusive, nesta nossa comissão, a partir do relatório, se nós, no relatório, conseguirmos colocar a importância da prevenção. Quanto difícil é, para o homem, acessar um exame de PSA. Dificílimo, se nós formos olhar. A resposta muitas vezes é ‘a cota está extrapolada’, e aí ele acaba não fazendo por falta de informação, por dificuldade de acesso, ele desiste, e aí a gente acaba pegando esse paciente lá no câncer de próstata avançado, que só uma intervenção cirúrgica complexa pode ajudar a resolver o caso.

O presidente da comissão especial da Câmara para acompanhar ações de combate ao câncer no Brasil, deputado Weliton Prado (Pros-MG), concordou que é preciso debater a situação da saúde do homem no País, visto que há ainda grande preconceito e gargalo no acesso a informações, serviços e cuidados com a saúde.

Uma campanha de conscientização, Novembro Azul, foi criada em 2011 pelo Instituto Lado a Lado Pela Vida, que dedica às duas principais causa de mortalidade masculina, o câncer e doenças do coração.

A diretora do instituto, Denise Blaques, lembrou na comissão que o homem vive, em média, 7 anos a menos do que a mulher, três em cada 10 não vão ao médico e mais da metade, quando doente, só vai em estágio avançado da doença, o que impede o tratamento precoce. Além disso, 15 em cada 20 casos de suicídios são homens que se matam.

FONTE: Rádio Câmara

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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