Resenha Politica

Deputado Coronel Crisóstomo se reuniu com presidente Bolsonaro e mostrou que Governador Marcos Rocha é um mentiroso – Por Róbson Oliveira

Marcos Rocha certamente será candidato à reeleição e será obrigado a buscar um partido que viabilize sua pretensão, visto que pediu desfiliação do PSL assim que virou governador

MENTIROSO 

Após a visita do governador de Rondônia Marcos Rocha ao presidente Bolsonaro, ocorrida uns quinze dias atrás – quando relatou ao presidente que em Rondônia não teria adotado nenhum ação mais restritiva contra a Covid -, o deputado federal Coronel Crisóstomo (PSL), em retaliação, também procurou o presidente para desmentir o governador que, na reunião com o presidente, garantiu que não teria baixado decretos restringindo a abertura das atividades comerciais. Munido dos decretos baixados pelo governo rondoniense, o deputado mostrou ao presidente que o governador havia mentido.

VASSALAGEM 

Independentemente das questões de fundo que envolvem a pandemia, ambos (Rocha e Crisóstomo) são bolsonaristas de carteirinha e querem a qualquer custo agradar o presidente, mesmo que a adoção das medidas para conter a proliferação do vírus e salvar vidas seja relegada a segundo plano. A prova de que há uma relação umbilical de dependência do governador ao suserano, ficou patente quando o governador decidiu abrir todos estabelecimentos no final de semana, mesmo com o sistema estadual de saúde ainda estar sobrecarregado, depois que a caguetagem do deputado federal ao presidente começou a ser replicada nas mídias sociais.

FROUXO 

Com a repercussão do vídeo feito pelo deputado Coronel Crisóstomo e que provocou impacto entre os eleitores bolsonaristas de Rondônia, colocando Marcos Rocha em situação vexatória, o governador cedeu e liberou geral as atividades econômicas, apesar do alto registro de óbitos. Por estas e outras razões que o  coronel deputado tem repetido onde passa que o colega de patente é frouxo. Aliás, o parlamentar não economiza adjetivos depreciativos quando o alvo é o governador. E atira para todos os lados.

FILIAÇÃO 

Marcos Rocha certamente será candidato à reeleição e será obrigado a buscar um partido que viabilize sua pretensão, visto que pediu desfiliação do PSL assim que virou governador. Para retornar à legenda é obrigado a aparar as arestas que ele próprio criou com os integrantes da direção do partido, entre eles o deputado federal Coronel Crisóstomo e o ex-candidato a senador Jaime Bagotteli.

ISOLADO 

Há um percepção no meio político estadual de que o único mandatário que se antecipou à pandemia e se isolou foi exatamente Marcos Rocha. Isto restou claro quando impôs no exercício do governo que dialogaria com a sociedade e os agentes políticos somente pelas redes sociais cuja ferramenta catapultou sua ascensão inesperada ao Governo de Rondônia. O que não imaginava é que a ferramenta que outrora ajudou em sua vitória é a mesma que hoje pode ser fatal na sua reeleição. Principalmente pela decisão de governar de forma isolada e sem um suporte partidário e político que sirva de contenção às críticas.

BUFÃO

Membro do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Geraldo de Rondônia vem se notabilizando em seu mandato mais pelas condutas incompatíveis com o cargo do que pela produção legislativa. Não são poucas as representações contra o parlamentar que colocam o Poder Legislativo em situação constrangedora, embora nenhuma delas tenha ainda sido apurada. Mas, ao que parece, o parlamento estadual está decidido a por fim aos vexames do deputado ao acolher uma denúncia que supostamente teria ferido o código de ética no exercício do mandato. As condutas reprováveis do parlamentar merecem uma reprimenda mais firme do legislativo estadual já que ele é contumaz na quebra do decoro.

DUBIEDADE 

Embora a maioria dos membros do Conselho Federal de Medicina apoie a prescrição do tratamento precoce a base das drogas que compõem o “Kit Bolsonaro” contra covid-19 em seu estágio inicial, na última segunda-feira (19), durante audiência da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, o vice-presidente do CFM, Donizette Giamberardino Filho, declarou que o órgão “não recomenda e não aprova tratamento precoce”. Também não recomenda nenhum tratamento do tipo protocolos populacionais contra o vírus. A declaração inova em razão da posição que o conselho adotou ano passado, no primeiro surto da pandemia, quando aprovou parecer que facultou aos médicos a prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves. Recomendação seguida majoritariamente pelos profissionais da área em Rondônia.

HABEAS CORPUS 

A mudança inesperada de entendimento do CFM, revelada no Senado, segundo a vice-presidente, tem um alcance ainda maior quando afirmou que “ esse parecer não é um habeas corpus para ninguém”. Trocando em miúdos: o parecer do CFM emitido ano passado não é hoje uma orientação ao médico em prescrever as drogas do Kit precoce – que não tem comprovação científica de efeito curativo sobre o coronavírus – mas tão somente a proteção das prerrogativas do profissional em prescrever os remédios mais adequados a cada caso concreto que se depara. Os reflexos deletérios das prescrições sobre a saúde dos pacientes, seja em relação ao kit em comento, seja quanto à prescrição de outras drogas, estão sujeitas a apuração de infração ética. Portanto, as sequelas que eventualmente o “kit Bolsonaro” causar aos pacientes são de responsabilidade de quem o prescreveu e pode ensejar contra os profissionais ações administrativas disciplinares e criminais, sem prejuízos das ações civis indenizatórias.

VAQUINHA 

A pandemia afetou várias atividades econômicas e uma das mais atingidas é sem dúvida o pequeno comércio: bares, restaurantes, mercadinhos, biroscas, enfim, as atividades formais e informais. Mas entre eles, aqui em Rondônia, assim como demais estados, existem alguns que fazem parte da história da cidade principalmente em razão da produção cultural. Porto Velho não é diferente. Em razão disto se formou uma grande corrente de empresários, professores, intelectuais, médicos, advogados, operadores do direito do estado, mentirosos, enfim, das mais variadas tendências para salvar o ‘Buraco do Candiru’, o boteco que consegue juntar todas essas pessoas sob o  mesmo teto e, com as restrições de funcionamento impostas pela pandemia, está sob a ameaça de fechar as portas. Para evitar esse prejuízo cultural uma vaquinha está sendo feita através da aquisição de uma rifa que sorteará um garrote. Quem quiser colaborar com a salvação da birosca quase intelectual contribua com a rifa. Pode ser que você não se torne um intelectual, mas contribuirá para que as estórias dos mentirosos sejam contadas e perpetuadas na capital. A vaquinha pode virar um bom churrasco. E tira o boteco do buraco que a pandemia quer enterrar.

HOMENAGEM 

O rondoniense Manoel Carlos Neri da Silva, ex-presidente do COFEN e atual do Coren-RO, é uma das personalidades nacionais da saúde a ser laureado com o prêmio dos “100 mais influentes na Saúde da Década”. A premiação é uma organização da festejada Revista Healthcare Management, de São Paulo e ligada ao grupo Mídea. É considerado o “Oscar” da área. Um rondoniense escrevendo a boa história, em meio a tanta escassez de orgulho.

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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