Indicação propõe adesão a regime emergencial para conter alta do diesel, garantir abastecimento e reduzir efeitos da inflação na economia de Rondônia.
A proposta sobre combustíveis em RO ganhou destaque com a apresentação da Indicação 16467/2026 pela deputada estadual Cláudia de Jesus, na Assembleia Legislativa de Rondônia. A medida sugere que o estado adira ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, com o objetivo de reduzir os impactos da alta dos preços, especialmente do óleo diesel.
Encaminhada ao Poder Executivo, com extensão à Casa Civil e à Secretaria de Estado de Finanças, a proposta busca garantir abastecimento, conter a inflação e proteger produtores e consumidores diante do aumento dos custos energéticos.
O cenário que motivou a indicação está ligado à instabilidade geopolítica internacional, que tem pressionado o preço do petróleo. O barril do tipo Brent chegou a patamares próximos de 119 dólares, elevando os custos de importação e impactando diretamente o mercado interno brasileiro.
Medida emergencial prevê divisão de custos
A iniciativa tem como base a Medida Provisória 1349/2026, criada pelo governo federal. O modelo estabelece cooperação entre União, estados e o Distrito Federal para subsidiar o óleo diesel.
Pelo formato proposto, a União contribuiria com R$ 0,60 por litro de diesel, enquanto os estados que aderirem ao programa ofereceriam contrapartida no mesmo valor. A medida busca reduzir o impacto direto no bolso da população e nos setores produtivos.
Impacto direto na economia rondoniense
Segundo Cláudia de Jesus, a adesão de Rondônia ao regime emergencial é estratégica, principalmente pela forte dependência do transporte rodoviário no estado. O diesel é um dos principais insumos para o escoamento da produção agropecuária e para a logística de abastecimento.
“O aumento do diesel impacta diretamente o preço dos alimentos, o custo da produção e a vida da população. Precisamos agir com rapidez para proteger nossa economia”, destacou a parlamentar.
A proposta reforça a preocupação com o efeito em cadeia provocado pelo aumento dos combustíveis, que afeta desde o campo até o consumidor final, elevando preços e pressionando a inflação.
Medida pode aliviar custos e garantir abastecimento
Caso seja adotada, a adesão ao regime emergencial pode contribuir para reduzir os custos operacionais, garantir maior estabilidade no abastecimento e minimizar os efeitos da alta internacional do petróleo.
A discussão também evidencia a importância de políticas públicas integradas entre os entes federativos para enfrentar crises econômicas e proteger setores estratégicos, como o agronegócio e o transporte.
Diante de um cenário global instável, a proposta coloca em pauta a necessidade de respostas rápidas e coordenadas para preservar o equilíbrio econômico e o poder de compra da população em Rondônia.
FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR – ALE/RO DECOM



















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