Resenha Politica

Denúncia de que as terras indígenas da etnia uru-eu-wau-wau estão sendo invadidas por pecuaristas, e repercutida na mídia nacional – Por Róbson Oliveira

NVASÃO 

A denúncia de que as terras indígenas da etnia uru-eu-wau-wau estão sendo invadidas por pecuaristas, e repercutida na mídia nacional, pode provocar impacto negativo nas exportações da proteína animal produzida em Rondônia. O problema revela a irresponsabilidade do Governo Federal em proteger as reservas indígenas; além, é claro, da deliberada paralisia dos órgãos ambientais que foram sucateados para que não cumpram suas funções.  

 

VEDAÇÃO 

A visão desenvolvimentista atual do Governo Federal, referendada pelo Estadual, é coalha quando o assunto é proteção aos setores vulneráveis. E a inércia nas ações preventivas é criminosa, visto que a legislação veda tais atividades nas reservas indígenas em razão das invasões.  

 

LOCKDOWN 

Embora seja enorme as vozes sugerindo a paralisação das atividades por alguns dias como medida para conter o avanço da contaminação devido ao estrangulamento do sistema de saúde público e privado, há autoridades vociferando contra alegando que não se resolve o problema com a decretação de lockdown.  

 

BELZEBU 

É verdade que a paralisação de tudo por si não soluciona a pandemia, o que tem força para conter o vírus é a vacinação em massa. No entanto, enquanto a imunização (vacina) em massa não vem, são imprescindíveis medidas concretas de prevenção, a exemplo do lockdown, para evitar que mais pessoas morram por falta de vagas nas unidades de terapia intensiva (UTI). Vociferar contra em nome das atividades econômicas sem oferecer nenhuma solução real é fácil, mas é uma gritaria que ajuda a aumentar as estatísticas dos óbitos. Deve ser por esta razão que falam por aí que o belzebu tem voz e cara semelhante ao homem.  

 MARCHA FÚNEBRE

Nesta sexta-feira (5), os negacionistas organizaram uma carreata pelas principais avenidas da capital contra as medidas baixadas pelas autoridades estaduais de prevenção a disseminação do covid, na tentativa de evitar que não aumente a fila de doentes que necessitam de UTI. Parecia uma marcha fúnebre a caminho do cadafalso. Infelizmente, aqui e em todas as cidades do mundo, essas medidas são adotada com reflexos nas economias. É o preço a pagar diante de uma pandemia, embora haja aqueles que queiram quitar com a vida. Rondônia já aparece na quinta posição entre os estados nacionais com mais mortes. Os negacionistas ainda acham que é uma gripinha e seguem em cortejo fúnebre protestando contra a vida. Um protesto semelhante foi feito no final do ano em Manaus, o final trágico todos sabemos.

LOROTA

A maior pressão pela liberação geral das atividades econômicas vem principalmente do setor privado da educação que afixou, inclusive, cartazes pelas ruas da cidades chamando lockdown de incompetência dos prefeitos. Ao que parece pensam somente no lucro e relegam a vida para plano secundário. Louco é o pai que permitir o filho retornar as salas de aulas numa crise sanitária sem precedentes (mesmo com a lorota de que o estabelecimento toma os cuidados), pois uma criança, aglomerada com outras, esquece das normas sanitárias e relaxa os cuidados para brincar. A lorota destes estabelecimentos esconde seus verdadeiros objetivo$. Todos os chefes de estado, num esforço monumental para vencer a doença, pedem aos seus concidadãos que evitem aglomeração, usem máscara, vacinem e fiquem em casa. O nosso, numa atitude transloucada, prega o contrário. 

ACUSAÇÕES 

A bancada federal de Rondônia não gostou da crítica feita pelo deputado estadual Jair Montes por não cobrar do Ministério da Saúde uma distribuição mais equânime das vacinas destinadas à região Norte. Pode falar o que quiser da credibilidade do parlamentar estadual, mas ele está completamente correto ao cobrar de nossos congressistas um empenho mais efetivo para que Rondônia seja melhor atendida na distribuição das vacinas contra a Covid-19. Enquanto Amazonas, Pará e Acre recebem mais doses que Rondônia, a letalidade da nova cepa é comum a todos os estados. É preciso que nossos deputados federais e senadores sejam mais diligentes. Não é à toa que muitos reclamam que a atual representação política de Rondônia no Congresso Nacional seja a pior desde a instalação do estado. O que a coluna concorda. Montes está correto em suas críticas, embora ele próprio não goze de boa credibilidade.  

 

AMISTOSIDADE  

Mesmo negando que seja provável candidato a candidato a governador nas eleições do ano que entra, o prefeito da capital Hildon Chaves(PSDB) será especulado para o cargo independentemente da própria vontade. Na base em que o prefeito está vinculado há também o nome especulado para o cargo do senador Marcos Rogério (DEM), apesar de ser um nome pouco palatável entre os partidos próximos a Chaves. A relação pública de ambos é amistosa e de apoio, embora reservadamente os aliados torçam os narizes um para o outro. 

 

META 

A confirmar que o prefeito da capital consiga manter o volume de obras que ostentou ano passado e que o credenciou ao segundo mandato, dificilmente seja incapaz de ceder às pressões para uma eventual candidatura a Governo de Rondônia. A meta de alcaide, segundo relato a este cabeça chata, é continuar com várias obras em Porto Velho e asfaltar mais cem km de ruas. Ele pode negar quantas vezes quiser uma candidatura ao executivo estadual, tais obras, sendo executadas, vão empurrar Chaves para a candidatura. Mesmo não sendo uma meta que tenha idealizado. 

COMPETÊNCIA 

Desde que assumiu ao segundo mandato o prefeito Hildon Chaves tem feito ajustes pontuais em sua equipe para melhor atender ao contribuinte. A equipe que montou é na média razoável, entre eles, há aqueles que melhor se destacam e a coluna aponta um deles, o adjunto da Secretaria Geral de Governo, Devanildo Santana, como o mais operoso. Quando acionado para solucionar demandas do interesse público, ou mesmo político, Santana tem se revelado de uma competência incomum, especialmente numa seara onde o ego superlativo costuma trair a expertise. A coluna faz este registro não por interesse inconfessável, mas por reconhecer no auxiliar do alcaide as habilidades para as quais foi designado. Infelizmente, nem todos são como ele.  

 

SISUDO 

Na última segunda-feira (1), no aeroporto da capital, não passou despercebido deste aprendiz de colunista a indiferença com que as pessoas passavam ao lado do senador Marcos Rogério (DEM). Exatamente quem tem a pretensão de substituir Marcos Rocha. A forma sisuda, antipática e arrogante com que o senador trata os eleitores rondonienses que não são do seu convívio explica a indiferença pela qual é visto: seja no aeroporto, seja em qualquer local. Sua vitória pode ser comparada com aqueles embustes que ocorrem vez por outra em cada eleição. 

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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