Brasil

CPI da ALE/RO descobre que empresa de energia repassa recursos para a Polícia Civil de Rondônia e deputados reagem

Durante a reunião extraordinária da CPI da Energisa, que entrou pela noite de segunda-feira (7), parlamentares decidiram emitir uma Recomendação Legislativa para colocar fim ao termo de cooperação técnica entre a concessionária de energia elétrica e a Polícia Civil de Rondônia. Isso porque policiais civis acompanham funcionários da empresa em algumas inspeções em residências de consumidores, abrindo inquéritos policiais mediante acusação de furto de energia através dos chamados “gatos”. Pelo acordo, a Energisa deve repassar mais de R$ 700 mil como cooperação para a Polícia.

O presidente da Comissão, Alex Redano (PRB), abriu a reunião e cumprimentou os convidados, o secretário de Segurança, coronel Hélio Cysneiros Pachá, e o diretor geral de Polícia Civil, delegado Samir Fouad. Em seguida passou a palavra para o deputado Ismael Crispin (PSB).

O parlamentar perguntou ao delegado quantas ocorrências policiais a Energisa registrou por furto de energia a partir de agosto. Samir Fouad explicou que recebeu o convite para participar da reunião da CPI somente na segunda-feira pela manhã, por isso não estava preparado para apresentar estatísticas.

Ao coronel Pachá o deputado Ismael Crispin perguntou se a Energisa usurpa a competência da Polícia ao acusar o consumidor de cometer fraude, sem registrar boletim de ocorrência. O secretário de Segurança disse que isso é precipitado, pois não se pode acusar sem uma investigação.

O deputado Jair Montes (PTC) disse que na CPI chegou a informação de que a Polícia Civil estaria trabalhando muito próximo à Energisa. A seguir ele perguntou se existe algum repasse financeiro da concessionária de energia para a Polícia. O delegado Samir Fouad respondeu que sim, explicando se tratar de um termo de cooperação técnica.

O parlamentar prosseguiu, indagando se eram repassados valores. O diretor de Polícia Civil esclareceu que não, citando que eram doações do que a Polícia Civil necessitasse. “Temos que fazer o trabalho, de qualquer jeito. A Polícia apura furto de energia e de água”, adiantou, especificando que o valor do termo de cooperação é de R$ 704 mil por ano.

Depois disso, Jair Montes quis saber se a Polícia Civil faz operações ou se é solicitada pela Energisa para ir até as residências dos consumidores. “A Polícia não vai cobrar a conta, e sim apurar crime de furto de energia”, adiantou Samir Fouad.

O parlamentar, então, perguntou se existem inquéritos formalizados. O diretor geral de Polícia disse que sim, pois a ocorrência é de furto de energia, mas explicou que não acontece a prisão em flagrante, pois pode haver falha do técnico (da Politec).

Sem prisões

Jair Montes leu uma mensagem que chegou o aplicativo WhatsApp de um consumidor dizendo ter sido preso, e que no dia seguinte foi feita a perícia no relógio e o soltaram. “Como o doutor Samir disse que não houve prisões, quero saber agora quantas pessoas foram presas”, pediu o deputado.

Mais tarde o próprio Jair Montes leu outra mensagem de WhatsApp, citando o nome do consumidor preso e o do delegado que o prendeu. Samir Fouad disse que a prisão aconteceu por um outro motivo, durante o registro da ocorrência.

O coronel Pachá disse desconhecer o envolvimento da Polícia Militar em ocorrências envolvendo a Energisa ou furto de energia.

Alex Redano disse ser importante o consumidor ter direito ao contraditório. Ele perguntou se há inquérito para investigar a Energisa e o que a Polícia tem feito em caso de denúncia caluniosa contra o consumidor; se há falsa perícia, praticadas por empresas terceirizadas; e se há cobrança abusiva mediante coação. Logo após, o deputado lembrou que prevaricação também é crime.

O deputado prosseguiu com perguntas que lhe foram enviadas através de WhatsApp. Uma delas era se a Polícia Civil ganhava por produtividade, e se as operações aconteciam uma ou duas vezes por mês. A pergunta foi considerada absurda pelo delegado. Ele explicou que a Polícia não é particular, e está a serviço da sociedade.

Jair Montes disse que há denúncias de que funcionários da Energisa estariam fazendo “gatos” em relógios, colocando um “fio preto” e depois chamando a Polícia para investigar. “Em mim eles aplicaram uma multa de mais de R$ 30 mil logo depois que eu fui escolhido relator da CPI da Energisa”, citou o deputado.

Samir Fouad disse que a Polícia Civil nada tem a ver com a multa aplicada no deputado e assegurou que na presença dos policiais os funcionários da Energisa não colocam “gatos” em relógios.

Logo depois, Jair Montes apresentou outro questionamento: “Então não entra dinheiro em espécie. Só reforma, algo assim? ”.

Samir Fouad afirmou que não há dinheiro em espécie. “A Polícia Civil tem despesas com depósitos, por exemplo. Estamos levando carros de um depósito para outro. A despesa é de R$ 74 mil. De onde iríamos tirar esse dinheiro? ”, indagou.

“Da Energisa”, gritou uma pessoa que acompanhava os trabalhos. O delegado Samir Fouad citou a falta de respeito. “Se é assim, vou me retirar. Se tiver engraçadinho, levante o rosto”, citou. Alex Redado pediu ao público que não se manifestasse.

O deputado Cirone Deiró (Podemos) disse reconhecer as dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil. Afirmou, ainda, esperar que o termo de cooperação técnica não atrapalhe o cidadão. “Peço o fim desse termo de cooperação, para que as coisas possam fluir melhor”, propôs.

Invasões

Cirone Deiró acrescentou que a lei precisa ser cumprida e perguntou como a Energisa faz para entrar na casa do consumidor, porque os funcionários da empresa não podem invadir quintais. “Quero resguardar a Polícia Civil, por sua credibilidade. De uns tempos para cá começaram as denúncias de gato. Quer dizer que a Ceron permitia isso? E a Polícia Civil, se for chamada, está pronta para dar um flagrante na Energisa? ”, indagou o deputado.

Ismael Crispin disse se preocupar com o termo de cooperação técnica, pela forma como a Energisa trata o consumidor. “Acredito que será comprovada a acusação contra a Energisa. E o consumidor não tem condições de fazer um termo de cooperação com a Polícia. Como ele vai dizer que limpará uma delegacia, quando puder? Para a Energisa, R$ 704 mil não é muito, mas isso não é bem visto pelo consumidor, que está fragilizado. Como o consumidor vai olhar para a Polícia Civil, mesmo que o dinheiro não entre em espécie? ”, perguntou o parlamentar.

O deputado Edson Martins (MDB) disse que os pequenos são os mais prejudicados pela Energisa, porque há casos em que é preciso escolher entre comprar alimentação ou pagar a conta de energia elétrica. Ele citou, ainda, denúncias de que a conta aumenta muito com a substituição do relógio. “O termo de cooperação é mal visto pela sociedade. Pela grandeza da Polícia Civil, peço que seja suspenso”, acrescentou.

Samir Fouad deixou claro que a Polícia Civil não se vendeu por conta desse termo de cooperação. “Para mim, tanto faz. Para a Polícia Civil… vamos continuar na dureza”, disse o delegado.

Em seguida os deputados chegaram à conclusão que o melhor caminho seria emitir a Recomendação Legislativa para o fim do termo de cooperação técnica entre a Polícia Civil e a Energisa.

Jair Montes, então, assegurou que destinará R$ 1 milhão por ano de suas emendas, para a Polícia Civil. “Quero apenas que a Polícia Civil acabe com esse termo de cooperação técnica com a Energisa. Vou destinar mais dinheiro que a Energisa. Só quero que a Polícia faça o trabalho isento”, disse Jair Montes.

Respondendo a uma indagação de Jair Montes, Samir Fouad negou que em delegacias de Polícia alguém tenha se recusado a registrar boletim de ocorrência de consumidores contra a empresa Energisa. “Só se o sistema estiver fora do ar., mas o consumidor pode registrar a ocorrência de sua própria casa, pela Internet”, explicou.

O deputado Eyder Brasil (PSL), que acompanhou a reunião, disse ter ficado satisfeito em assinar o pedido de instauração da CPI, “pois a Energisa saqueia os cofres públicos e os rondonienses”.

 

FONTE: ALE/RO –  DECOM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.