Interior

COSTA MARQUES: Eclosão de tartarugas no rio Guaporé ocorre em dezembro; fiscalização atua para combater ilícitos ambientais

Tartarugas põem ovos em ninhos na Praia Alta, no rio Guaporé; filhotes nascerão em dezembro próximo

Dentro dos próximos 60 dias nascerão milhões de filhotes de tartarugas (Podocnemis expansa) nas margens do rio Guaporé, na fronteira brasileira com a Bolívia, em Rondônia. O fenômeno de reprodução do maior quelônio de água doce da América do Sul é considerado um dos maiores do mundo e acontecerá nas praias Alta, Ilha e Suja.

Ao amanhecer de quarta-feira (7), em Praia Alta, Costa Marques, o secretário estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Marcílio Leite Lopes, e a chefe do escritório regional da Sedam, Jéssica Torezani, ouviram monitores da Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale), que zelam pela reprodução. Eles relataram a ação de traficantes na região.

O rio Guaporé tem mais de 50 quilômetros de praia. Lopes previu a ampliação da Área de Preservação Permanente (APP) para Área de Preservação Integral, o que possibilitaria a inclusão das praias dentro da extensão do Parque Estadual Serra dos Reis, que tem o apoio do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)*.

A vegetação fechada da Área de Preservação Permanente (APP) ao longo das praias expõe um cenário exuberante, quase intocável. No entanto, a reprodução das tartarugas continua ameaçada pela ação de predadores animais e do ser humano.

“Pretendemos conservar mais, melhorando a fiscalização nas estações de desova e eclosão, e diminuindo a vulnerabilidade do quelônio”, anuncia o secretário da Sedam. Marcílio Lopes prevê para breve o desenvolvimento de estudos técnicos de fauna e o monitoramento de ecossistemas.

A desova acontece de madrugada entre os meses de setembro e outubro, geralmente no mesmo lugar onde elas nasceram, explica a chefe do escritório regional da Sedam em Costa Marques, engenheira ambiental Jéssica. Tracajás (Podocnemis unifilis) também reproduziram nesse período. De madrugada, a areia está menos quente, facilitando o fenômeno regido biologicamente pela temperatura.

Uma tartaruga adulta pode alcançar um metro de comprimento, pesando até 90 quilos. A cerca de 700 quilômetros de Porto Velho, a reserva é também monitorada pelo Ibama.

Mesmo com a barriga carregada de ovos, a tartaruga é alvo de traficantes de animais. Como testemunha a engenheira ambiental, aconteceram alguns furtos. “Levaram as coitadas com ovos e tudo”, lamenta Jéssica.

Alvo tão fácil quanta a tartaruga, o tracajá também se alimenta do plâncton fluvial, porém, põe menos ovos – de 15 a 30 ovos a cada reprodução. Da mesma forma que a tartaruga, a fêmea dessa espécie esburaca a margem do rio para camuflar o ninho com lama e folhas. A incubação leva de 90 a 220 dias. Os filhotes têm como característica manchas amarelas na região da cabeça.

O tracajá é uma espécie de cágado muito comum na Amazônia, vivendo entre 60 e 90 anos em habitat natural. A tartaruga pode alcançar cem anos. Quando adulto, chega a ter 45 cm de comprimento, com cerca de oito quilos de peso. Alvo fácil, o tracajá geralmente é caçado durante a desova, quando está em terra firme, época em que seus movimentos são mais lentos.

“Desde o século XIX, a fauna de quelônios diminui na região, e na década passada as tartarugas quase foram extintas”, informa Jéssica.

Cada tartaruga põe aproximadamente cem ovos, porém, apenas 10% dos ovos sobrevivem ao ataque de gaivotas, urubus, jacarés, peixes, além de outros pássaros e aves.

É um verdadeiro sacrifício essa procriação. A fêmea demora 25 anos para desovar. Na eclosão, os filhotes que sobrevivem aos predadores caminham sozinhos até as águas do rio.

Os filhotes habitarão também os afluentes do rio Guaporé numa extensão de 1.400 quilômetros. As comunidades Santo Antônio e Santa Fé são praticamente o paraíso da rica biodiversidade que inclui os quelônios.

Em 2020, choveu pouco no atual período, e as fêmeas colocaram seus ovos em buracos de quase um metro escavados pelas próprias patas na areia leve das praias do Guaporé.

Segundo Jéssica, de sábado para domingo (4) 1,5 mil tartarugas desovaram na região protegida pela Ecovale. Na manhã desta quarta-feira, cerca de 40 animais camuflavam os ovos na Praia Alta. “A Ecovale acompanha muito bem o ciclo reprodutivo”, assinala a engenheira ambiental.

Animais amparados por leis continuam sendo capturados para virar carne. O desafio de enfrentar traficantes de animais caçados na região fronteiriça Brasil-Bolívia revela a realidade que a Sedam pretende mudar em parceria com o Parque Estadual Serra dos Reis. A Sedam deve pedir o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental da PM.

Versalles, comunidade boliviana, também é parceira na preservação

AÇÕES CLANDESTINAS

“Caçadores entram clandestinamente na praia, retiram a tartaruga e a deixam de ponta cabeça escondida no mato para depois levá-la embora, às vezes, depois de dois a três dias, exausta, o que configura um horrível flagelo animal que deve ser punido”, diz Jéssica.

Duas semanas atrás, 13 fêmeas foram apreendidas por um efetivo da PM em mãos de caçadores do município de Costa Marques. Eles foram multados em R$ 500 cada um e indiciados em inquérito criminal. O tráfico animal na região fronteiriça é feito desde o século passado, atendendo ao paladar de diversas classes sociais. Pescadores que usam redes também ameaçam a fauna.

Para este ano, estima-se pelo menos 40 mil desovas, informa o presidente da Ecovale, Zeca Lula. Ao contrário do ano passado, as águas do rio este ano baixaram, formando-se bancos de areia. É comum pilotos e passageiros descerem das lanchas para regular o motor e puxarem as embarcações por cordas.

No mês passado, Zeca Lula lembrou que em 2019 foram soltos quatro milhões de quelônios. O número de soltura no ano passado só não foi maior porque o rio subiu muito rápido e não deu tempo de retirar em torno de dois milhões de filhotes, que morreram dentro das covas, lembrou.

Ovos não enterrados são alvo fácil de jacarés, gaivotas, urubus, gaviões e outros pássaros predadores

SAIBA MAIS

► Quelônios são os representantes da Ordem Testudines (Classe Reptilia), que inclui as tartarugas, os cágados e os jabutis. Possuem quatro patas e o corpo é protegido por uma carapaça (córnea ou coriácea). São onívoros e ocupam vários tipos de ambientes, incluindo o marinho e continental (água doce e terrestre). Possuem importante significado sociocultural para muitas regiões do Brasil, especialmente para as comunidades indígenas e tradicionais. [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio]

►O tráfico de carne e ovos dessa espécie é estimulado pelo alto valor — uma tartaruga adulta pode custar de R$ 800 a R$ 1 mil no mercado ilegal. A espécie é dispersora de sementes, ajuda na limpeza dos rios e é fonte de alimento para os ribeirinhos. Por isso, sua extinção pode causar diversos problemas para o ecossistema [Revista Galileu].

► O Arpa é um programa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF), por meio do Banco Mundial, do Governo da Alemanha, Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW),  WWF-Brasil, e Fundo Amazônia, via BNDES, Fundação Gordon e Betty Moore e grupo privado Anglo American. É o maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta e o mais expressivo ligado à temática das Unidades de Conservação no Brasil. Atualmente encontra-se na terceira fase, iniciada em 2014.

FONTE:  SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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