Extra

Com renda de R$ 3 mil, suspeitos movimentaram mais de R$ 600 mil

Movimentação foi em 3 meses. O juiz ordenou, paralelamente à prisão, a quebra de sigilo de e-mail e bloqueio de bens de todos os suspeitos

A decisão do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, responsável por autorizar a Operação Spoofing, que prendeu quatro suspeitos de terem hackeado os celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, inclui – além do pedido de prisão temporária – busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e de e-mail, e bloqueio de bens dos envolvidos.

“As prisões temporárias dos investigados são essenciais para colheita de provas que por outro meio não se obteria”, justifica o juiz ao determinar a prisão temporária de cinco dias.

Os suspeitos são: o DJ Gustavo Henrique Elias Santos, 28 anos, que já usou o nome artístico “Guto Dubra”, o seu amigo Walter Delgatti Neto, mais conhecido como Vermelho, 30, além de sua esposa, Suelen Priscila de Oliveira. Junto a eles foi preso Danilo Cristiano Marques, sobre quem foram revelados poucos detalhes. Todos são do estado de São Paulo, sendo dois do interior e dois da capital.

O juiz pediu, igualmente, uma investigação aprofundada sobre as movimentações bancárias de Gustavo e Suelen. Mesmo com renda mensal de aproximadamente R$ 3 mil, eles movimentaram R$ 627 mil nas contas bancárias. Segundo as investigações, Walter, Danilo, Gustavo e Suelen agiram “em conjunto”.

“Diante da incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal, faz-se necessário realizar o rastreamento dos recursos recebidos e movimentados pelos investigados”, explicou, na decisão, Vallisney. As movimentações teriam ocorrido entre os meses de março e junho, segundo consta na decisão.

Provedores
O juiz pediu informações à Apple, ao Google, ao Uol/Bol e à Microsoft para que forneçam os dados cadastrais, os registros IP de acesso e “mac address” dos últimos seis meses dos quatro suspeitos. Além disso, Vallisney quer ter acesso a todos os Arquivos armazenados das contas de e-mail dos envolvidos.

“Considerando que os e-mails em questão foram utilizados pelos investigados para a prática criminosa, é indispensável o afastamento de sigilo telemático de tais contas e o envio das informações requeridas”, escreveu o juiz.

Operação
Na terça-feira (23/07/2019), a Polícia Federal (PF) prendeu quatro pessoas suspeitas de hackearem os celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Esses seriam os aparelhos que teriam dado origem à publicação de conversas demonstrando possível interferência do ex-juiz na Operação Lava Jato.

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão e ocorreu no estado de São Paulo, mas os presos foram trazidos a Brasília para interrogatório.

O ministro informou que teve o seu celular invadido no dia 4 de junho por um hacker que teria acessado o aplicativo Telegram do aparelho e trocado várias mensagens com os contatos do ex-juiz da Lava Jato. Moro disse que pediu o cancelamento da linha e a troca de telefone.

FONTE: METROPOLES.COM

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]