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COM NOVA COMPOSIÇÃO DO TRE, CONFÚCIO GANHA TEMPO

Recursos e pedidos de vistas devem prorrogar julgamento por um longo período

Foi assim

Por volta das 11 horas a sessão foi aberta no Tribunal Regional Eleitoral. Na composição da Corte, uma surpresa, o desembargador Raduan Miguel substituindo o desembargador Péricles Moreira Chagas, que está em viagem. Na presidência, o desembargador Roosevelt Queiroz, que leu o relatório da denúncia contra o governador Confúcio Moura e seu vice, Daniel Pereira. Na sequência, a Procuradora do Ministério Público Eleitoral (MPE), Gisele Bleggi leu a denúncia. O advogado Diego Vasconcelos, que está auxiliando o MPE complementou apresentando mais argumentos ao relatório.

Em seguida

Falou o advogado de defesa José de Almeida Júnior, que disse em alto e bom som que “não existem provas das condutas que foram apresentadas”. Ele disse até que não existiam provas sobre a fala de Daniel Pereira que queria demitir os comissionados e decretar horário corrido nas repartições públicas para que servidores comissionados fossem às ruas pedir voto. Segundo a defesa de Confúcio, “ninguém pode provar isso, já que ninguém testemunhou”. Almeida só esqueceu de dizer que a principal testemunha é o próprio Pereira, cuja fala aparece na gravação que foi amplamente divulgada na época.

Vistas

Quando foram encerradas as argumentações, o desembargador Roosevelt levantou uma questão, se o TRE iria julgar, de novo a questão da comilança no dia da convenção, fato que gerou a cassação de Moura em 5 de março deste ano, ou se apenas manteria a decisão e partiria para as outras duas condutas, o uso da logomarca do governo do Estado no caminhão do Hospital do Câncer e a visita de Confúcio a unidade durante a campanha eleitoral, que segundo o advogado José de Almeida, “ocorreu, mas ele (Confúcio) entrou mudo e saiu calado” e a denúncia de venda forçada de convites para servidores comissionados participassem de um jantar de arrecadação. O convite custava R$ 1 mil. Por essa questão foram pedidos vistas por Juacy dos Santos Loura e Dimis da Costa Braga.

O outro

Pedido de vistas foi feito pelo desembargador Raduan Miguel que afirmou não conhecer o processo, portanto precisaria doa autos para que pudesse tomar ciência da ação e só então se manifestar sobre a mesma. Com isso, ninguém votou e Confúcio ganha um tempo precioso, que ele não tinha.

Com isso

Torna-se cada vez mais complicada a situação do Estado de Rondônia, que fica engessado por causa de uma decisão que deveria ser resolvida rapidamente. A insegurança política não é boa para ninguém, e principalmente para a população, que enxerga todo o processo legal como uma grande pizza. Evidente que prazos e argumentos devem ser respeitados, mas é exatamente para evitar essa insegurança que o legislador determinou que as ações eleitorais tem efeito imediato. O problema está na demora de julgar.

Na contramão

O governador Confúcio Moura publicou em seu perfil no Facebook que “todo mundo gosta mesmo é de gastar. Economia só para os outros. No Governo vejo isto. Todo mundo quer viajar para seminários, encontros, cursos, treinamentos aqui e ali. E não gostam de jeito nenhum quando negamos a viagens”. Ele tergiversava sobre o equilíbrio econômico que é tão necessário ao Estado. Não sei se o trecho sobre “viagens” foi uma indireta para a cúpula da Segurança Pública que andou fazendo um tour por terras colombianas, mas se não foi, vai ficar sendo.

A turma

De secretário, oficiais da PM e Bombeiros levou uma fortuna em diárias, se comparada a moeda colombiana, o peso. Coronel Fernando Luiz Brum Pretz, por exemplo, recebeu R$ 7.967,02 em diárias, o equivalente a 6.553.611.18 pesos. Na cotação de hoje, 16, R$ 1 vale 822.594 pesos. Uma rápida pesquisa em preços de hotéis em Bogotá, mostra que, 5 dias no hotel Four Points By Sheraton Bogota, quatro estrelas, ficaria por R$ 1.923, ou seja, ainda sobraram nessa conta, R$ 6 mil.

Também receberam diárias

José Hélio Cysneiro Pachá, R$ 4.682,60; Antônio Carlos dos Reis (secretário de Defesa), R$ 5.860,80; Pedro Roberto Gemignani Mancebo (diretor de polícia), R$ 4.637,71; Celso Souza Santos, R$ 4.637,71; Ranilson Lira Brayner, R$ 6.364,05 e Ênedy Dias de Araújo, R$ 6.364,05. Só a Polícia Militar pagou, em diárias para essa viagem, R$ 20.695,12. Não estão contabilizados os custos com passagens aéreas. Que também foram por conta do Estado. Os números são do SIAFEM.

Falta motivo

Por enquanto, a viagem da cúpula da segurança pública de Rondônia a Colômbia não trouxe nenhum tipo de melhoria a segurança da população.

Já foi lá?

Na BR 364, logo na chegada de Porto Velho tem a LF Imports, concessionária Mitsubishi em Rondônia. Conheça a linha 2015 e agente um test-drive. Mas, se você estiver querendo um semi-novo, por lá também tem. Multimarcas e todos revisados. Confira.

PTB e DEM

As legendas devem fundir e aqui em Rondônia ficaria tudo como está. O DEM só tem como deputado estadual Adelino Folador, e o PTB está sem nenhuma cadeira na Assembleia. O representante da legenda na casa era Valter Araújo. Porém, essa nova sigla será a segunda maior do país em número de vereadores, com 5.900 representantes, atrás somente do PMDB, que tem 7.900 parlamentares nas câmaras municipais. No Congresso, terá a quarta bancada, o que lhe dará a classificação de “decisivo” para as votações. Com a fusão, a legenda formada por PTB e DEM será ainda a segunda força do país em número de filiados: 2,2 milhões – só 80 mil a menos que o PMDB e 680 mil à frente o PT.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondencia para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Divorciados têm risco maior de ataques cardíacos, diz estudo

Clínica Mais Saúde (agende seu check-up 3214-847/9242-1079) – Divorciados são mais propensos a sofrer ataques cardíacos do que pessoas que permanecem casadas, segundo uma pesquisa da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Uma análise de 15.827 pessoas mostrou que as mulheres são as mais afetadas, e este risco quase não foi alterado mesmo depois de elas casarem novamente. O estudo, publicado no periódico científico Circulation, avalia que estresse crônico, como o enfrentado em processos de divórcio, tem um impacto de longo prazo no organismo. Ao longo da pesquisa, realizada entre 1992 e 2010, cerca de uma a cada três pessoas se divorciou. Os cientistas descobriram que mulheres que passaram por um divórcio têm 24% mais chances de sofrer um ataque cardíaco do que aquelas que ficaram casadas. O risco aumentou para 77% quando a mulher tinha enfrentado mais de um divórcio. Entre homens, as chances aumentaram 10% após um divórcio e 30% após mais de um. “É um risco significativo e comparável ao de ter pressão alta ou diabetes”, diz a cientista Linda George, uma das autoras do estudo. Um novo casamento teve um efeito positivo muito pequeno sobre este risco entre as mulheres, mas o eliminou entre os homens. “Mas os resultados deste estudo não são uma evidência definitiva (da ligação entre o estresse causado pelo divórcio e o maior risco de infarto). Precisamos de mais estudos antes de considerar o divórcio um fator de risco significativo para ataques cardíacos”, disse Jeremy Pearson, da British Heart Foundation, que promove estudos de males cardíacos.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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