Atualidades

Com aumento de mortes por afogamento, Governo de Rondônia reforça cumprimento de decreto que proíbe atividades em balneários

Aumentou o registro do número de mortes por afogamento em balneários em Rondônia. Os Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia apontam que de janeiro a setembro de 2019, 41 casos foram notificados. Em 2020, 53 pessoas já morreram afogadas desde janeiro, 30% a mais que no mesmo período do ano passado. A Polícia Militar é responsável pela fiscalização nos balneários e alerta sobre o cumprimento das medidas de proteção à vida, conforme decreto de calamidade pública, nesse período de pandemia.

“Infelizmente, são inúmeros os casos de mortes por afogamento em todo o Estado, principalmente no período de estiagem (nos meses de junho, julho, agosto e setembro), em que ocorrem a seca dos rios e a formação de praias nas margens (o que atrai os banhistas), assim como a formação de bancos de areia, que dão uma falsa impressão de que o local é raso”, garante o major Clivton Rodrigo Carvalho Reis, comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS).

A terceira fase do decreto vigente, por meio da Portaria n° 18, proíbe diversas atividades, entre elas:

a) casas de show, bares e boates;
b) reuniões com mais de dez pessoas;
c) cinemas e teatros;
d) balneários e clubes recreativos;
e) cursos e afins para pessoas com menos de 18 anos;
f) cursos profissionalizantes e capacitações em instituições públicas;
g) cursos e afins com mais de 16 pessoas;
h) atividades desportivas que envolvam o confronto de equipes e atividades coletivas de todas as modalidades, na forma amadora.

Podendo abrir com moderação, ou seletivamente, o comércio no Estado de Rondônia.

FISCALIZAÇÃO

A Polícia Militar de Rondônia tem como objetivo colocar em prática a fiscalização do decreto governamental de calamidade pública, decretada pelo Governo do Estado e repreender quem não obedece as regras, se fazendo presente diante de denúncias.

“O trabalho da Polícia Militar funciona de maneira a captar as denúncias de estabelecimentos irregulares abertos quanto à aglomeração de pessoas, se verificar como esse tipo de irregularidade, que no caso aqui são os balneários, há então a lavratura do termo circunstanciado de ocorrência contra o responsável, que descumpriu o decreto, bem como também as pessoas que estão participando do evento, que estão se aglomerando, então, a Polícia Militar tem executado desta forma o papel de fiscalização nos balneários”, explica o capitão PM Alex Carvalho de Miranda.

“Além do policiamento ostensivo geral, a nossa tropa tem também atendido a essa questão da fiscalização do cumprimento do decreto, lembrando que o policial militar é um ser humano também e estão sujeitos a se contaminarem com a Covid-19, como eu também, já lutei contra a doença, vários policias já foram contaminados, passaram o período de quarentena e retornam para as atividades”, disse o subcomandante-geral da Policia Militar de Rondônia, coronel PM Plínio Sérgio Cavalcanti.

O Disk 190 é o número onde as denúncias de descumprimento do decreto podem estar sendo feitas.

PRINCIPAIS RIOS

As regiões dos rios com maiores incidências de casos por afogamentos no Estado, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, são os da região do rio Madeira, no entorno de Porto Velho; Região do rio do Jamari, no entorno de Ariquemes; e região do rio Machado, no entorno de Ji-Paraná.

PRINCIPAIS FATORES

A desatenção com crianças, ingestão de bebidas alcoólicas, não utilização de colete salva vidas, excesso de confiança, e a formação de bancos de areia são os principais fatores que potencializam o aumento de tragédias em rios e balneários, segundo o major Clivton. “Não sabemos identificar ainda a que se deve esse aumento em casos de mortes neste ano”, e complementa que em casos de acidentes, o ideal é que o cidadão ligue na Central de Atendimento 193 do Corpo de Bombeiros ou 192, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Com água não se brinca, temos que ter vigilância e atenção constante”, finaliza.

DICAS DE SEGURANÇA

1 – Nunca deixar uma criança sozinha, sem a supervisão de um adulto. Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso.

2 – Não entrar na água após ingerir bebidas alcoólicas e comer demasiadamente.

3 – Se não souber nadar, evite entrar na água, mas se entrar, procure tomar banho próximo de guarda-vidas ou postos de salvamento e mantenha-se sempre próximo da margem.

4 – Quando observar alguém precisando de ajuda, procure um guarda-vidas ou um material flutuante para jogar até a pessoa, pois as pessoas inabilitadas para salvamento, geralmente morrem afogadas também.

5 – Respeite as placas de advertência, que indicam os locais perigosos.

6 – Evite entrada brusca nas águas após longa exposição ao sol, o risco de choque térmico e desmaio são grandes.

7 – O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos, boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, podem estourar ou virar a qualquer momento;

8 – Crianças e adolescentes devem ser alertados sobre os riscos das águas, antes de começar o passeio.

9 – Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com água, seja um balde, bacia, banheira e piscina infantil, por isso depois do uso, mantenha-os vazios e virados para baixo, mantenha a tampa do vaso sanitário baixada, assim como a porta do banheiro, da lavanderia, das cisternas e outros locais de armazenamento de água sempre trancados.

10 – Piscinas devem ser protegidas com cercas ou capas, que garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;

11 – Grite por socorro se você perceber que irá se afogar, ou se não estiver se sentindo bem, não tenha vergonha;

12 – Quando estiver nadando, não lute contra a correnteza, nade no sentido diagonal.

13 – Exija guarda vidas nos balneários e piscinas para garantir a sua segurança e de sua família.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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