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COLUNA – PORTO VELHO AFUNDA E PREFEITURA QUER GASTAR R$ 527 MIL COM FESTA

Foi assim

Dia desses falei sobre o desaparecimento de alguns aparelhos de telefone celulares que haviam sido apreendidos em uma operação ocorrida há exatamente um ano, a “Fogo de Héstia”, deflagrada pela Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA). Os telefones foram liberados pela justiça, mas ninguém consegue encontra-los. A delegacia havia informado que eles estavam na perícia e a perícia dizia que eles estavam na delegacia. Na manhã desta sexta-feira, acompanhei um dos pais até o Instituto de Criminalística, onde os telefones não estavam. Eles fora, de fato encaminhados à DPCA e como evidência o departamento mostrou um ofício, com recebido pela DPCA.

Pois bem

Nessa visita ao Instituto de Criminalística descobri algumas coisas interessantes. Os telefones que despareceram não foram as únicas coisas que andaram sumindo nas delegacias. Até mesmo uma arma de um policial, que havia sido encaminhada para a perícia (ao menos essa era a informação que ele tinha), não estava no instituto e na delegacia que havia feito a apreensão da arma, ninguém sabia onde estava. Mas atenção, não é que as coisas somem no Instituto, elas desaparecem no caminho entre a delegacia e o instituto ou vice-versa.

Mas, o que acontece?

O Instituto de Criminalística conta atualmente com apenas 5 peritos para atender todo o Estado, desses, apenas 1 é perito em informática. Se por acaso, ocorrer de 6 pessoas morrerem em pontos distintos da cidade, os cadáveres vão ficar ao relento aguardando. Em agosto do ano passado, o então secretário de Defesa Marcelo Bessa fez o maior foguetório ao anunciar a compra de um equipamento chamado Vídeo Comparador Espectral, ao custo de R$ 700 mil. O equipamento está sem utilidade por falta de pessoal.

O Instituto

Está jogado às traças. O mato tomou conta, os agentes trabalham com equipamentos velhos. Para se ter uma idéia, até mesmo os testes de balística podem ser ouvidos da recepção, ou seja, enquanto você aguarda para ser atendido, fica ouvindo disparos diversos. Por se tratarem de servidores públicos, eles evitam se queixar abertamente sobre essas situações, mas em conversa informal eles relatam as inúmeras dificuldades.

Interessante

Que absolutamente todo o material apreendido em operações, sejam elas da Polícia Civil, Militar ou Federal vão parar no Instituto de Criminalística. Como algumas questões são prioritárias, os casos menores vão ficando para trás. Um verdadeiro absurdo. Não fosse o empenho dos profissionais, que superam as dificuldades até com relativo bom humor, a situação seria muito, mas muito mais complicada.

Pior de tudo

É ter que ficar ouvindo que “a segurança nunca esteve tão bem em Rondônia”.

Olha essa

Porto Velho completa 100 anos agora em outubro e a prefeitura está organizando uma série de eventos. Nas festividades estão inclusos shows e mostras culturais. Até aí, tudo bem, o problema é que o município pretende torrar R$ 527 mil nessas atividades, e quem está gerenciando é uma associação de Ji-Paraná chamada “VIDA” (Associação Valorização Integrada para Desenvolvimento da Amazônia.

A cidade

Está com sérios problemas e não é correto o município gastar todo esse dinheiro com festas. Até hoje, por exemplo, os desabrigados das enchentes continuam embaixo de barracas no Parque dos Tanques e o Ministério Público chegou a expedir recomendação para que Município, Assembleia Legislativa e Estado parassem de gastar dinheiro com eventos. Interessante que a Santo Antônio Energia, que está passando por séria crise financeira, é a responsável pela contratação do show da cantora Gaby Amaratos.

Então fica assim

Porto Velho comemora 100 anos de existência, torrando meio milhão de reais em eventos, e nós, população, continuamos comendo poeira, caindo em buracos e correndo para os postos de saúde com suspeitas de dengue. Mas tá tudo certo, porque a hora é agora. Quanto a tal associação, não se sabe como a Funcultural chegou até ela, nem de que forma vão ser feitos esses repasses. Vale lembrar que essa mesma prefeitura tentou jogar fora R$ 800 mil com iluminação natalina no final do ano passado.

Outra

A prefeitura pretende realizar o evento no Parque da Cidade, que já foi proibido por decisão judicial de ser utilizado para shows. Em 2011 a EMDUR queria liberar o parque para um evento, o Ministério Público entrou com ação civil pública na 1ª Vara da Fazenda Pública e na sentença a juíza Inês Moreira da Costa declarou, “determinou que a EMDUR se abstenha de conceder, permitir ou utilizar o Parque da Cidade por terceiros interessados para fins diversos de sua finalidade”.

Debate

Na noite desta sexta-feira a TV Candelária realiza debate entre os candidatos a governo de Rondônia. Na terça-feira, 30, a TV Rondônia também realiza um debate.

Esta semana

O PT perdeu dois espaços no horário eleitoral gratuito do TRE. Na segunda-feira a noite, que era destinado ao candidato a governo Padre Ton e na última quinta-feira, que seria dos proporcionais a deputado federal.

E os viadutos?

O ano está acabando e ninguém fala mais sobre o assunto. Enquanto isso acidentes continuam ocorrendo diariamente em função dos desvios malfeitos. Outra obra que também não avançou mais foi a rua da Beira, que o ex-secretário de Obras do Estado, Lúcio Mosquini batia no peito e dizia que “iria resolver”. Só ficou buraco e poeira.

BR 319

Além da Associação Comercial de Manaus, o CODEMA – Conselho de Entidades de Desenvolvimento da Amazônia, presidido pelo empresário Raniery Araujo Coelho, a posição de Marina Silva sobre a rodovia “È uma posição contrária aos interesses da Amazônia, em especial aos dos estados do Amazonas e Rondônia”. O candidato a senado Acir Gurgacz também se manifestou, “quem conhece a realidade da Amazônia, onde vivem mais de 25 milhões de brasileiros, sabe da importância da BR-319 para a integração regional”. A candidata a deputada federal Scheilla Cassol foi incisiva, “um Estado como Rondônia não popde cruzar os braços e aceitar essa situação. Com a rodovia concluída, além de fomentar o comércio, teremos ainda um intenso fluxo de turistas, e esse setor, um dos que mais cresce no mundo, vai trazer impostos, movimentar o setor hoteleiro e de serviços”. Pelo jeito, só a Marina que quer nos manter isolados.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no https://www.facebook.com/alan.alex.pvh e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Pacientes com Alzheimer mantêm vivas as emoções mesmo com perda de memória

Os pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo quando se esquecem do motivo que as causou por causa da doença, afirmou Edmarie Guzmán-Vélez, que comandou uma pesquisa sobre o tema publicada na revista “Cognitive and Behavioral Neurology”. O estudo assinala que, apesar de os pacientes não conseguirem se lembrar de uma visita recente de um ente querido ou que não receberam os cuidados devidos, essas ações podem ter um impacto em seus sentimentos. A equipe de pesquisadores da Universidade de Iowa mostrou para 17 pessoas sem a doença e a 17 com Alzheimer fragmentos de filmes tristes e alegres, que resultaram em emoções como risos e lágrimas. Cerca de cinco minutos depois, os pesquisadores entregaram aos participantes um teste de memória para ver se conseguiam se lembrar do que tinham visto. Como era de se esperar, os pacientes com Alzheimer guardaram significativamente menos informação sobre os filmes. De fato, quatro deles foram incapazes de se lembrar de qualquer informação sobre os filmes e um sequer se recordou que tinha visto um filme. No entanto, os pacientes mantiveram o sentimento de alegria ou tristeza por um período de até 30 minutos depois de terem assistido o filme.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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