Esporte

COLUNA – “AMBIENTALISTAS PRECISAM ESTUDAR MAIORIDADE PENAL”, DIZ IVONE CASSOL

Papagaio

A Santo Antônio Energia anunciou nesta quinta-feira que pode suspender suas atividades nos próximos dias em função da falta de dinheiro para quitar seus débitos. Uma assembleia geral extraordinária realizada neste dia 25/09, havia sido convocada para tentar obter um novo aporte no valor de R$ 1,4 bilhão para normalizar o “fluxo de caixa”. Os acionistas presentes negaram o pedido e o consórcio, que dava como certo a liberação do dinheiro anunciou, “a iminente paralisação das obras, associada à indefinição em relação às liminares que tratam do Fator de Indisponibilidade (FID) e da Excludente de Responsabilidade, suspensas pelo STJ, e também sem a decisão de mérito pela ANEEL, somente agravam os riscos de inviabilização do empreendimento”.

Relembrando

No dia 8 deste mês a Santo Antônio pagou R$ 860 milhões em multas e dívidas junto a credores. No dia 11, PAINEL POLÍTICO já trazia a informação que a dívida do consórcio pode chegar a mais de R$ 4 bilhões nos próximos anos, caso não sejam concluídas as obras e os compromissos não sejam cumpridos. A dívida do consórcio construtor se deve ao fato da empresa ter começado a vender energia no mercado sem estar com a usina pronta, antecipou uma receita altíssima. No mercado de energia, o valor do kilowatt pode variar de centavos a R$ 870, que seria o teto. Ocorre que a Santo Antônio vendeu sem estar gerando, como resultado, os compradores adquirem energia no mercado aberto, a preços variáveis.

Com os atrasos

A Santo Antônio precisa pagar as dívidas adquiridas por seus credores e aí a coisa vira uma bola de neve. A tendência, se essa situação perdurar, vai ser a venda da usina a algum grupo por um valor simbólico, algo em torno de R$ 1. Se as obras forem de fato suspensas nos próximos dias, teremos mais uma leva enorme de desempregados nas ruas de Porto Velho. Vamos aguardar o desenrolar desse papagaio bilionário.

Nada contra

Dona Ivone Cassol é uma senhora simpática, generosa e extremamente esforçada, mas para o Senado, não dá. Ela tenta se inteirar, mas falta-lhe preparo para ocupar uma cadeira na mais alta Casa Legislativa do País. Nos programas eleitorais ela praticamente não tem falado, parece um video clipe musical, com imagens, depoimentos de pessoas dizendo como ela é legal, boa dona de casa e uma excelente mãe e esposa. Até aí, tudo bem, mas quando a coisa vai para o lado mais complexo, aí percebe-se a fragilidade de sua candidatura.

Em entrevista

A um programa da TV Candelária, ao ser questionada sobre a redução da maioridade penal, um tema espinhoso e que suscita debates acalorados, ela afirmou que “olha, é um assunto bem complexo, nesse período eleitoral eu não levei esse assunto a lugar nenhum até porque o tempo é curto. Mas cabe aos juristas e ambientalistas também, discutirem esse assunto com mais profundidade”. O jornalista desconversou, mas vamos rever alguns pontos.

Maioridade penal

Tem que ser discutida sim, por juristas e pelo Congresso, principalmente, afinal trata-se de matéria constitucional (Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeito às normas da legislação especial) e já existem diversas propostas, tanto na Câmara quanto no Senado abordando esse tema. É de extrema relevância que alguém, seja Dona Ivone ou o Zé das Couves, que se propõe a ser candidato, tenha clareza sobre essa questão, assim como discussões sobre o porte de armas, casamento gay, aborto, liberação da maconha, enfim. O que não podemos é ficar brincando de fazer política.

É por causa

Da falta de conhecimento de matérias e temas de extrema relevância social, que temos questões engavetadas no Congresso. Temas espinhosos como a redução da maioridade penal não podem ser tratados meramente como “o tempo é curto”. Precisam ser resolvidos, menores matam pais de família todos os dias nos mais diversos pontos desse país. O acesso a informação que um adolescente dos dias atuais tem, é infinitamente superior a de um jovem dos anos 90, quando o Estatuto da Criança e Adolescente foi criado. Portanto, é um tema complexo, mas é um anseio popular.

Quanto aos ambientalistas

Eles precisam ser ouvidos em outras questões, não sobre esse assunto.

Aliás

Interessante a iniciativa da TV Candelária em abrir espaço para os candidatos ao Senado. Uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais sobre cada um dos pleiteantes.

Em Jaru

Na última quarta-feira a subseção da OAB em Jaru realizou um debate entre os candidatos ao governo. Confúcio Moura, atual governador e candidato a reeleição não compareceu alegando “incompatibilização com sua agenda”. O evento foi transmitido para mais de 30 municípios e contou com o poio da Associação Comercial e Industrial de Jaru (ACIJ) e Fórum de Ação pela Cidadania. Além dos convidados que lotaram o auditório da ACJI, a população de Jaru também acompanhou o debate por meio de um telão no lado de fora da Associação. o presidente da OAB/RO, Andrey Cavalcante, ressaltou o compromisso da OAB em favor de uma campanha pautada pela ética e pelo salutar confronto de ideias, planos e propostas. O presidente da OAB em Jaru, Indiano Pedroso Gonçalves, ressalta que o debate foi um evento histórico para a região, há muito esquecida pelos políticos. Nesse sentido, a OAB contribuiu sensivelmente para a conscientização da responsabilidade do voto e da importância em escolher corretamente os candidatos. Outro fator importante é que a regionalização do debate estimulou a população de Jaru e dos municípios vizinhos a acompanhar o evento.

Mais debates

Nesta sexta-feira a TV Candelária realiza debate entre os candidatos a governo e será transmitido para as repetidoras do grupo em Ji-Paraná, Cacoal, Ariquemes, Jaru, Pimenta Bueno e Rolim de Moura. No dia 30, terça-feira, a TV Rondônia também realiza debate entre os candidatos.

UTI

Um servidor do Tribunal de Contas, do Departamento do Pleno, esqueceu de notificar os advogados e o ex-prefeito que foi preso pela Polícia Federal antes de concluir seu mandato, Roberto Sobrinho, da publicação do Acórdão sobre a reprovação das contas, que já estavam na Câmara de Vereadores. Com isso, as contas voltaram ao Tribunal e o ex-prefeito ganha mais um tempo para respirar. Roberto foi denunciado mais uma vez esta semana pelo Ministério Público por crime de corrupção.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no https://www.facebook.com/alan.alex.pvh e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Aumento de manequim indica mais risco de câncer, diz estudo

Precisar vestir saias com numeração cada vez maior ao longo da vida pode ser um sinal de alerta para risco de câncer, de acordo com uma pesquisa do University College London. O estudo apontou que mulheres que subiram um tamanho de saia a cada década após os 20 anos tinham um risco 33% maior de ter câncer de mama após a menopausa. Observar o tamanho da saia a partir dos 20 anos pode ser uma maneira simples de controlar o ganho de peso, disseram os pesquisadores à publicação científica BMJ Open. A obesidade, especialmente a gordura na barriga, é um conhecido fator de risco para o câncer. O estudo acompanhou mais de 90 mil mulheres de 50 a 60 anos que vivem na Inglaterra. Durante os três anos do período de acompanhamento, 1.090 delas desenvolveram câncer de mama. Cada aumento de uma unidade no tamanho britânico de saia a cada dez anos (por exemplo, passar de 12 para 14, ou, no Brasil, de 38 para 40) a partir dos 25 anos até o período pós-menopausa estava associado a um risco de câncer de mama 33% maior, calcularam os pesquisadores. Subir dois tamanhos de saia no mesmo período representou um risco 77% maior, eles relataram.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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