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Cinco maneiras de detectar uma mentira

Detectar quando alguém não está sendo sincero não é uma habilidade que os detetives da série que você assiste adquirem com a experiência – é saber observar dezenas, centenas de pequenos sinais que o corpo dá durante uma mentira. E isso pode sim vir da experiência, mas também pode ser aprendido. É que o rosto e as expressões faciais, os movimentos da perna, dos braços, a voz e até o cérebro dão uma porção de dicar sobre a honestidade ou a desonestidade de um relato. E se você souber que dicas são essas, pode ser capaz de identificar quando alguém estiver mentindo.

Antes de saber quais são os 10 sinais que podem indicar que alguém está mentindo, saiba muitos deles são sinais associados ao estresse que a pessoa sofre quando precisa mentir. Logo, tome cuidado para não confundir uma pessoa sincera e nervosa por outros motivos com um mentiroso. Além disso, seja sempre cauteloso. Não vale terminar o namoro ou brigar com o melhor amigo por que ele coçou o nariz no meio de uma história.

Uma maneira segura de investigar uma mentira através de sinais subjetivos é estabelecendo um parâmetro para a pessoa que você acha que pode estar mentindo. É simples: faça uma afirmação que você saiba ser verdade sobre ela (“Ah, semana passada você foi viajar para a praia, né?”) e observe como a linguagem corporal dela reage ao concordar. Anote mentalmente. Em seguida, faça outra afirmação sobre ela que você sabe ser mentira (“E lá você terminou com seu namorado, não foi?”) e também observe a maneira como ela reage. Registre tudo: pra onde ela olha, como move a cabeça ao negar, as micro-expressões, onde coloca as mãos.

A partir daí, deve ficar mais fácil de identificar as atitudes específicas daquela pessoa em relação a relatos sinceros e mentirosos. Mas existem sinais universais.

Conheça-os:

1. Contato visual excessivo

Contato visual excessivo. Você já deve ter lido por aí que quem desvia o olhar pode estar mentindo. Só que um estudo sugeriu que, na verdade, mentirosos podem inclusive fazer contato visual exagerado, justamente numa tentativa inconsciente de camuflar isso. E quem não está mentindo, geralmente, tende a não se preocupar com isso e acaba quebrando contato visual casualmente para olhar para objetos estáticos, o que ajuda a focar e reavivar a memória. Portanto, vale mais a pena ficar atento se o sujeito está olhando demais no seu olho.

2. Mãos escondidas

Fique atento para toques no nariz, cobrir a mão com a boca e palmas da mão escondidas – seja no bolso, nas costas ou cruzando os braços. Quando estamos sendo sinceros, tendemos a expôr as palmas das mãos para o outro. Quando mentimos, somos inclinados a nos fechar e esconder as mãos.

3. O movimento dos olhos

Se você é destro e precisa se lembrar de algo, você olha para cima à esquerda. Se você é canhoto e está inventando algo, seus olhos se movem para cima à direita. Inverta a lógica para canhotos e você tem um mecanismo interessante para saber se alguém está inventando uma história ou contando a partir da memória.

4. Reação demorada

Se a pessoa demora pra concordar ou negar o que você acabou de afirmar e há um atraso no movimento da cabeça, por exemplo, pode ser um sinal de que ela está mentindo. Claro que esse intervalo extra dura décimos de segundos, então precisa ser bem observador pra notar.

5. A maneira como a pessoa fala

Nessa parte, há uma série de sinais que pode indicar uma mentira. Nós listamos algumas reações que são apontadas por psicólogos como sinais de insinceridade:

– Repetir exatamente a mesma frase quando nega ou afirma alguma coisa

-Não responde diretamente à pergunta: contesta usando uma outra pergunta ou muda de assunto (meio óbvio, ok, mas sempre importante lembrar)

– Usar muitas expressões do tipo “pra ser honesto”, “honestamente”, “francamente”, “sinceramente”

– Falar difícil demais, usando palavras rebuscadas que normalmente não aparecem no discurso daquela pessoa no cotidiano

– Usar pronomes vagos ou evitar o uso deles. Se o sujeito evitar o pronome “eu” e começar falar usando voz passiva (“isso nunca aconteceu”, “não foi feito por mim”) ou outros sujeitos gramaticais (“as pessoas geralmente não fazem essas coisas”), ele pode estar tentando se distanciar do que está dizendo

– Usar detalhes demais

– Se a voz ficar repentinamente aguda demais ou a pessoa estiver falando mais rápido que o normal, isso pode indicar nervosismo. Gaguejar e parar no meio das frases, também

– Fazer menos afirmações diretas

– Repetir exatamente suas palavras (“Você comeu o pudim que estava na geladeira embrulhado em um plástico?” “Não, eu não comi o pudim que estava na geladeira embrulhado em um plástico”, por exemplo).

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2014/01/cinco-sinais-que-podem-indicar-que-alguem-esta-mentindo.html

 

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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