Interior

CEREJEIRAS: Créditos do Pronampe e Proampe prometem auxiliar negócios em dificuldades e injetam mais dinheiro na economia do município

Programas governamentais têm juro baixo, mas contador recomenda cautela

Os recursos financeiros disponibilizados pelos créditos dos programas governamentais para empreendedores atingidos pela pandemia estão ajudando pequenos negócios a sair da crise e irrigando a economia em Cerejeiras.

No município, dois programas estão disponíveis. O primeiro, do governo federal, é o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). Já o segundo, do governo estadual, é o Proampe (Programa de Apoio às Micros e Pequenas Empresas e Empreendedores de Pequenos Negócios do Estado de Rondônia). Ambos foram criados para servir como auxílio aos pequenos negócios na pandemia do novo Coronavírus.

PROAMPE (DO GOVERNO ESTADUAL)
Presente no município há cerca de dois meses, o Proampe, do governo estadual, já liberou crédito para um empreendedor e está prestes a liberar para outro. Ambos os microempresários solicitaram R$ 30 mil cada.

Segundo o servidor Alfredo Prudente, que trabalha na liberação dos créditos do Proampe em Cerejeiras, cerca de 80 empreendedores já solicitaram recursos. “Claro que temos um critério para liberar o crédito, mas acreditamos que muitos empreendedores do município serão contemplados”, disse.

O banco parceiro do Proampe em Cerejeiras é a Sicoob Credisul. Para solicitar o crédito, o empreendedor deve estar com todas as documentações em dia. O valor máximo para cada negócio é de R$ 30 mil. O juro é a taxa SELIC, mais 1,25%. O MEI (Microempreendedor Individual) pode solicitar crédito pelo Proampe.

PRONAMPE (DO GOVERNO FEDERAL)
Ainda na semana passada, logo após o governo federal anunciar a remessa do Pronampe 2021, um banco em Cerejeiras divulgou que tinha recursos disponíveis através do programa. A agência da Caixa no município anunciou que tinha R$ 3 milhões em crédito do Pronampe para os empreendedores cerejeirenses.

Logo em seguida, os demais bancos anunciaram que também disponibilizavam recursos do programa.

Segundo o gerente da Sicoob Credisul, Antonio Rodrigo de Mattos, a cooperativa também dispõe de uma linha de crédito do Pronampe. “Já estamos liberando para dois empreendedores”, diz.

Para ter acesso ao Pronampe, é necessário que a solicitante seja microempresa ou empresa de pequeno porte, com um limite de faturamento estipulado em até R$ 360 mil anuais para microempresas e R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte.

No ano passado, a taxa básica chegou a ficar em 2%, o que significa que os juros máximos do Pronampe chegaram a ser de 3,25%. O MEI (Microempreendedor Individual) não pode solicitar crédito pelo Pronampe.

“SÓ PEGUE SE TIVER DESTINAÇÃO”
O contador André Mendes Gonçalves, do Escritório Contábil Líder, de Cerejeiras, orienta que o crédito dos programas Pronampe e Proampe pode ser de muita valia para o empreendedor, mas é preciso tomar cuidado.

“Aconselho é recorrer a esses créditos somente se o empresário tiver destinação certa para o recurso. As duas destinações possíveis são: ou para socorrer a empresa numa dificuldade ou para financiar um novo projeto, como reforçar o estoque ou ampliar a estrutura física, por exemplo. Vale lembrar que este crédito não é tão barato quanto parece e que um dia o empresário terá que pagar o recurso que pegou”, disse o contador.

“TODA AJUDA É BEM-VINDA”
O presidente da Associação Empresarial de Cerejeiras (ACIC), Wallaci Machado, comenta que os programas do Proampe e Pronambe ajudam o comércio local. “Toda ajuda é bem-vinda. Quem estiver precisando e puder recorrer a estes créditos, é uma alternativa financeira a mais para os pequenos negócios”, disse.

FONTE/AUTOR: Folha do Sul/Rildo Costa

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. 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Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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