Porto Velho, capital de Rondônia, vive um cenário alarmante de violência e insegurança. De acordo com o Atlas da Violência dos Municípios 2024 do Ipea, a cidade registrou 47,6 homicídios por 100 mil habitantes em 2022, posicionando-se como a quarta capital com maior taxa de homicídios do país.
Dados mais recentes do Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025 também apontam Porto Velho entre as capitais com altas taxas de homicídio, consolidando um padrão persistente de criminalidade elevada no município.
Além dos homicídios, a capital rondoniense enfrenta assaltos a ônibus e coletivos em alta. Registros de ocorrências policiais mostram que vários coletivos já foram alvo de criminosos que rendem motoristas e passageiros em diferentes bairros da cidade, como Cristal da Calama e São Sebastião, deixando usuários do transporte público em constante alerta.
Rondônia também tem índices preocupantes de violência de gênero. Estudos mostram que, em períodos recentes, o estado teve crescimento expressivo de casos de feminicídio, com Porto Velho concentrando boa parte das ocorrências.
Com esses dados negativos, a administração do governador Marcos Rocha tem sido alvo de críticas por parte de setores da sociedade civil e de parte da bancada política federal, que apontam uma “crise sem precedentes” na segurança pública do estado, afirmando que a ausência de liderança efetiva piora a situação de violência em Rondônia.
Outro ponto preocupante mencionado em debates públicos é o desvio de função de policiais e oficiais, que muitas vezes desempenham tarefas administrativas ou burocráticas em detrimento do policiamento ostensivo e da investigação de crimes. Isso prejudica o aparato de segurança ao reduzir efetivos disponíveis nas ruas e para investigações complexas.
Críticos também dizem que Rondônia não tem feito investimentos proporcionais na polícia científica e em tecnologia de investigação, elementos fundamentais para a elucidação de homicídios, estupros e outros crimes graves, nem tem fortalecido suficientemente a logística das forças policiais para atuação preventiva e repressiva.
Nesse contexto crítico, Porto Velho com seus altos índices de homicídios, assaltos e violência contra mulheres reflete não apenas um problema urbano crônico, mas um fracasso mais amplo das políticas de segurança pública do estado, segundo analistas e opositores da atual gestão estadual.
A tendência é que esse desgaste de Marcos Rocha, agora presidente do PSD estadual, seja repassado em parte para seu candidato a governador Adailton Fúria nessas eleições majoritárias de 2026.
Da Redação: Folha Rondoniense


























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