Justiça

Candidatura do MDB no Senado prejudica o partido na Câmara

O MDB está sorrindo à toa com o lançamento da candidatura da senadora Simone Tebet (MS) à presidência do Senado. O partido também tem candidato na Câmara, o deputado Baleia Rossi (SP). Mas a vitória nas duas Casas pode ser uma missão difícil. Não porque Tebet e Baleia não tenham força política o suficiente. Mas, sim, porque uma candidatura emedebista pode tirar votos da outra.

Tal paradoxo político se deve ao fato de que, com a candidatura de Tebet, o MDB deixa de apoiar a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Deputados do DEM na Câmara ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que, em troca do apoio do partido à candidatura de Baleia Rossi, o MDB apoiaria o DEM no Senado. “No momento em que eles [emedebistas] não mais nos apoiarão no Senado, não temos mais compromisso nenhum com o Baleia na Câmara”, explica um parlamentar.

Na Câmara, o bloco de Rossi é apoiado pelo DEM e outras 10 legendas: MDB, PT, PSL, PSDB, PSB, PDT, PCdoB, Cidadania, PV e Rede. O adversário do emedebista, Arthur Lira (PP-AL), que tem o apoio do governo federal, conta, hoje, com 17 votos de demistas. Ou seja: número suficiente para rachar o partido e levar a bancada para o bloco de Lira, tal como fez o PSL.

O único motivo pelo qual o DEM não deu seguimento a uma lista que discutia a saída do partido do bloco, conforme revelou a Gazeta do Povo, era o temor de atrapalhar a candidatura de Pacheco no Senado. Agora, os demistas dissidentes, dispostos a apoiar Lira, se sentem mais confortáveis em articular internamente o racha formal do partido.

“Tudo que nós, teoricamente, queríamos fazer [tirar o DEM do bloco de Baleia Rossi], nós não fizemos por conta de que nos foi solicitado, inclusive, pelo presidente do partido [ACM Neto]: que tomássemos cuidado para não atrapalhar a eleição do Senado”, explica outro deputado.

Agora, esses deputados dizem que não há “motivo nenhum” para permanecer apoiando a candidatura emedebista. “Vamos vencer o MDB no Senado e na Câmara”, aponta um demista. Um dos motivos para o DEM rachar o bloco é a contrariedade em permanecer no mesmo bloco que o PT e demais partidos da oposição. Outro é a composição da Mesa Diretora da Câmara.

Caso o DEM permaneça com Baleia, deputados explicam que o partido não teria assento garantido na Mesa Diretora, apenas uma suplência, pela proporcionalidade partidária. Com Lira, é especulado que o partido receba a 4ª Secretaria.

A posição é importante. Essa pasta é a responsável por supervisionar o sistema habitacional da Câmara; distribuir as unidades residenciais aos deputados; propor à Mesa a compra, venda, construção e locação de imóveis; encaminhar à Diretoria-Geral concessão de auxílio-moradia aos deputados que não residam em imóveis funcionais.

A possibilidade de desembarque do DEM do bloco emedebista pode fragilizar ainda mais a candidatura de Baleia Rossi. A aposta pela ala dissidente demista é de que, com uma possível saída do partido, outras legendas integrantes do bloco façam o mesmo, a exemplo do PSDB.

ACM Neto tenta apaziguar divisão interna no DEM
A expectativa no DEM é de que o próprio presidente nacional do partido, ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, acompanhe a maioria do partido e se posicione favoravelmente ao embarque da legenda no bloco de Arthur Lira. Contudo, interlocutores do mandatário não creem nessa possibilidade. “Não é o perfil do ACM escolher um lado nesse tipo de situação”, explica um aliado.

A tendência, ponderam pessoas próximas ao presidente do partido, é de que ele libere a bancada e não interfira diretamente. Nas eleições de 2018, quando o então deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), atual ministro da Cidadania, e o então senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), atual governador de Goiás, decidiram apoiar o então candidato Jair Bolsonaro na disputa pela Presidência, ACM Neto liberou sua bancada.

O ex-prefeito de Salvador atua diretamente para apaziguar os ânimos. Na segunda-feira (11), ele se reuniu, em Salvador, com a bancada federal do DEM na Bahia para discutir as eleições da Câmara. Estiveram presentes os deputados Leur Lomanto Jr., Paulo Azi, Arthur Maia e Elmar Nascimento, que lidera o movimento dissidente do partido e, hoje, atua como um conselheiro na campanha de Lira.

Ciente da divisão, a campanha de Baleia Rossi agendou previamente uma reunião com ACM Neto para esta terça-feira (12). O próprio emedebista atua para minimizar os impactos da divisão da legenda aliada.  A reunião ocorreu na noite de hoje, com a presença do presidente do DEM, do prefeito de Salvador, Bruno Reis, e deputados federais.

 

Força do MDB na Câmara tira votos do PT; aliados de Tebet comemoram
A própria candidatura de Baleia Rossi, contudo, também tirou, em tese, votos da senadora Simone Tebet. Ao UOL, um senador petista, que não quis se identificar, explica que um dos motivos para apoiar a candidatura de Rodrigo Pacheco é a possibilidade do MDB vencer nas duas Casas. “Nós gostamos do [senador emedebista Eduardo] Braga [preterido pelo partido], mas ele não deu garantias de que vence a Simone. E o MDB pode ganhar na Câmara e acabar ficando muito forte”, disse.

Aliados de Tebet, entretanto, não acreditam que a candidatura emedebista na Câmara possa tirar votos no Senado, e vice-versa. “A lógica, agora, é quanto mais próximo ou afastado estariam os líderes de Bolsonaro, melhor. Na Câmara e no Senado, o sinal é de independência ao governo, até para cobrar uma fatura maior depois”, pondera um assessor.

O não apoio do PT a Tebet, contudo, até ajuda a senadora. “Estamos com impressão que a candidatura do Pacheco avançou muito, embora, de ontem para hoje, com oficialização do apoio do PT, parece estar perdendo alguns votos”, comentou o senador Lasier Martins (Podemos-RS) à Gazeta do Povo. Seu partido é um dos que pode apoiar a parlamentar.

Já o apoio do Podemos a Pacheco é pouco provável. O partido vai ouvi-lo, mas não se cogita votar no demista. “Vamos ouvi-lo, sim, porque tem um integrante do nosso grupo que pediu. Agora, Pacheco não tem sintonia com as bandeiras defendidas por nós. Eu não tenho maior interesse em ouvir o Pacheco, porque sei dos compromissos que ele têm, os arranjos, uma palavra proibida no nosso meio. Queremos lisura, transparência, nitidez, a moralidade da política”, sustenta Martins.

O cientista político Enrico Ribeiro, coordenador legislativo da Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais, também não vislumbra impactos nas candidaturas do MDB, seja no Senado ou na Câmara.

“O MDB já comandou as duas Casas em outras oportunidades e nunca se colocou nessa discussão, porque é um partido grande que conversa com membros de todos os lados. Claro, o cenário, agora, é diferente, e o Arthur [Lira] pode buscar essa discussão para trazer os indecisos para o lado dele. Mas não acredito que vá ter uma interferência tão grande do que seria se fosse, por exemplo, o DEM comandando as duas Casas novamente, ou o PSDB”, diz.

FONTE: GAZETA DO POVO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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