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Candidatos trocam acusações e ironias em debate nos Estados Unidos

Os candidatos Donald Trump, do Partido Republicano, e Hillary Clinton, do Partido Democrata, participaram na noite dessa segunda-feira (26) de um tenso debate sobre suas propostas para a presidência dos Estados Unidos. Eles disputarão as eleições no próximo dia 8 de novembro.

O debate, que ocorreu na  Universidade de Hofstra, em Long Island, Nova York,  durou 95 minutos, e foi marcado por intensa troca de acusações e ironias. O embate foi transmitido ao vivo para todo o país e o atingiu o mesmo patamar de audiência dos finais de campeonato do futebol americano, eventos que costumam atrair mais de 100 milhões de telespectadores.

No início do debate, Donald Trump conseguiu manter a iniciativa dos ataques contra Hillary Clinton. Ele criticou principalmente o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), assinado durante a gestão do ex-presidente Bill Clinton, no início da década de 90, que levou muitas empresas norte-americanas a mudar para o México, provocando desemprego em Detroit, ex-sede da indústria automobilística, e em outras cidades. “Quando vendemos para o México há um imposto, quando eles vendem para nós, não há. É um acordo defeituoso. Temos de parar para que deixem de roubar nossos postos de trabalho”, disse Trump.

O marido de Hillary, Bill Clinton, e a mulher de Trump, Melania, estavam na plateia. Também compareceram ao debate empresários que deram contribuições para as campanhas dos dois partidos, amigos e familiares. O debate foi mediado pelo jornalista Lester Holt, da rede de televisão NBC.

Aos poucos, porém, Hillary Clinton conseguiu inverter as iniciativas dos ataques, colocando Donald Trump na defensiva durante o restante do debate. Donald Trump  passou a ter de explicar o seu temperamento, o tratamento que ele dá às mulheres e minorias, suas práticas empresariais e principalmente suas falsas declarações de que o presidente Barack Obama não teria nascido nos Estados Unidos. “Ele tem um longo histórico de envolvimento em comportamentos racistas, e a mentira [sobre o local de nascimento de Obama] foi muito dolorosa”, disse Hillary Clinton. A candidata fez um elogio ao presidente norte-americano, que ainda goza de alta popularidade no país. “Barack Obama é um homem de grande dignidade, e eu poderia dizer o quanto [a mentira] o incomodava e o irritava”, disse Hillary.

A candidata do Partido Democrata também criticou Trump por não ter divulgado suas declarações de renda. Em resposta, Trump disse que divulgará as declarações de renda quando Hillary publicar os 33 mil e-mails que foram deletados. O candidato republicano estava se referindo ao escândalo provocado pelo uso de mensagens oficiais em seu computador particular, quando ocupava o cargo de secretária de Estado norte-americano. Hillary admitiu, durante o debate, que cometeu um erro nesse episódio e que assume a responsabilidade “pelo equívoco”.

Os candidatos à presidência norte-americana o republicano Donald Trump e democrata Hillary Clinton, em debate televisivo
O debate ocorreu na  Universidade de Hofstra, em Long Island, Nova York, durou 95 minutos, e foi marcado por intensa troca de acusações e ironiasRick Wilking/EPA/Agência Lusa

O candidato republicano sugeriu que só a “lei e a ordem” podem acabar com os conflitos raciais entre negros e a polícia, que ocorrem em várias cidades americanas. “Há duas palavras que a secretária Clinton não quer usar, que são a lei e a ordem”, disse Trump. Para responder a essa acusação, a ex-secretária de Estado disse que as tensões raciais são combatidas com o restabelecimento da confiança na polícia e nas comunidades negras, no treinamento de agentes e na busca de uma solução para a violência armada. “O problema racial continua sendo um grande desafio para o nosso país, que engloba onde as pessoas vivem, que tipo de educação recebem e determina como as pessoas são tratadas pelo sistema penal”, disse Hillary Clinton.

Donald Trump acusou também Hillary Clinton de não ter “energia” para ser presidente. Ela respondeu usando os números de sua própria experiência como secretária de Estado:: “Depois de viajar por 112 países, negociar acordos de paz, e até mesmo passar 11 horas dando depoimento no Congresso [como eu fiz], você pode falar sobre ter energia?.

Tom do debate

Apesar das expectativas de que  iria mostrar um comportamento mais frio, mais presidencial, diferentemente do que mostrou durante a campanha, Donald Trump começou o debate interrompendo repetidamente Hillary Clinton, inclusive elevando o tom de voz. Muitas vezes, durante o debate, ele ficava com a respiração ofegante, aparentando estar nervoso.

A tensão do debate chegou a tal ponto que, quando Hillary convidou o público para visitar seusite, Trump interrompeu a candidata para criticar o site por ela mencionado por ter publicando um plano para derrotar o Estado Islâmico. “Assim você está dizendo ao inimigo tudo o que você pretende fazer”, disse Trump.

Fonte: EBC

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    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. 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