Resenha Politica

Breno Mendes, do Avante nem como bailarino convence o eleitor nas redes sociais – Por Róbson Oliveira

APROVEITAMENTO

Numa campanha rápida e sem condições de mobilizar a militância para as ruas, em razão da pandemia, o tempo destinado aos partidos pela legislação eleitoral de rádio e TV deveria ser mais bem utilizado pelos comitês eleitorais. O que estamos assistindo é a repetição de peças sem criatividade, pegada e nem propostas. Na capital, por exemplo, exceto o PSDB que, além de possuir o maior tempo, é o único que tem veiculado peças plasticamente mais elaboradas, os programas são medíocres.  Não estão sabendo aproveitar o espaço, o que aparenta uma campanha fria, modorrenta e chata.

EMPATIA

Hildon Chaves (PSDB), candidato à reeleição, está nadando de braçada já que os adversários não conseguem propor algo melhor para os munícipes. Embora nada esteja definido, os concorrentes do atual prefeito precisam mostrar que são capazes de administrar os próximos quatro anos com mais competência e resolutividade. Do contrário, não convencem o eleitor de que o que está se fazendo na administração municipal é muito pouco em relação ao que se pode fazer. Para isto, não basta apenas criticar: será necessário propor algo factível, concreto e que o proponente tenha capacidade para executar o que está a propor. Além de demonstrar empatia com o eleitor, uma qualidade entre os candidatos em escassez nas atuais peças publicitárias.

LERO LERO

As peças veiculadas pelo Sargento Eyder Brasil, candidato pelo PSL, são tragicômicas. Não propõe nada e ainda usa um espaço em horário nobre para falar de latrina, necessidades fisiológicas, numa linguagem rasa e com uma voz estridente. Um lero lero sem nexo nem conteúdo.

Blá-Blá-Blá

No vídeo e no rádio Eyder passa uma imagem grotesca, bruta e arrogante. Bem diferente no trato pessoal em que se mostra uma pessoa mais calma, agradável e de um sorriso largo. Criaram pra ele ficar repetindo um substantivo  masculino (Blá-blá-blá) que levaria o eleitor a concluir que são mentirosas as propostas do atual prefeito que somente iludem. Palavra oriunda do francês blablabla, o sargento a entona num agudo tão alto que termina virando um lero lero. Incomodando, certamente, seu próprio eleitor que o assiste.

POBRE

No programa, Vinícius Miguel, candidato do Cidadania, Rede e PDT, campeão de votos em Porto Velho nas eleições estaduais, onde surpreendeu as raposas da política com um desempenho acima da média nos debates de TV, não repete a mesma simpatia com que conquistou o eleitor em 2018. É um jovem educado, preparado, capacitado para o cargo que disputa, mas não conseguiu até o momento repetir a mesma empatia. Os programas que veiculou não condizem com o seu perfil e não demonstraram o potencial que possui em relação aos problemas da capital. Há tempo para mudar o formato das peças, embora disponha da metade do tempo do atual prefeito com quem concorre. Contudo, é tempo suficiente para embalar a campanha com peças contendo um conteúdo mais bem trabalhado.

BORDÃO

O programa do candidato petista Ramon Cujuí, mesmo bem finalizado, não traz nada de novo e insiste em bordões típicos do movimento estudantil. Desde a defenestração da presidente Dilma Rousseff que os petistas perderam a verve das campanhas quando empolgavam a militância no engajamento em torno da candidatura do partido.  Eram peças criativas, modernas e inteligentes. Nestas eleições, ao que parece, optou em defender um legado que não empolga nem os próprios militantes. Dificilmente, com estes bordões, empolgará o eleitor hoje, mais incrédulo com o PT, em razão de tudo o que ocorreu sob suas barbas. Aliás, esses erros são responsáveis em dar vida e  voz a uma direita estúpida que afronta a dignidade humana país afora.

BAILARINO

Já o candidato Breno Mendes, do Avante, autointitulado fiscal do povo, não pode ser avaliado por não dispor de um tempo mínimo para mostrar a que vem. Entretanto, ao convocar o eleitor a visitar suas propagandas nas mídias digitais, Mendes surpreende o curioso com peças horrorosas. Uma delas, como exemplo clássico do que o candidato não deve fazer, é uma cena com ele se rebolando com uma bandeira em cima de um carro. Para um candidato com os desafios a enfrentar numa capital tão desigual, a postura conta muito e não é bailando daquela forma ridícula que convencerá o eleitor de que possui capacidade para administrar o município. Também não adianta apenas se apresentar como fiscal do povo que vencerá o pleito. O eleitor tem à disposição bons candidatos a vereadores com a mesma disposição do advogado de fazer as vezes de fiscal do povo e azucrinar com mais legitimidade a Energisa, empresa de fornecimento de energia elétrica que explora o consumidor rondoniense com tarifas vergonhosas. Nem como bailarino Breno convence. Vai precisar mais ritmo na campanha para empolgar. E propostas.

PIMENTEL

O candidato do MDB, Pimentel, não conta nestas eleições com a estrutura partidária que os emedebistas ostentavam nas eleições municipais passadas, quando o correligionário Confúcio Moura governava o estado. Mas ainda assim Pimentel levou uma sova de Hildon Chaves, durante um debate.  É uma candidatura cheia de questionamentos, sem nada de novo e sem os velhos caciques do partido. Mas as peças apresentadas até o momento estão conseguindo seus objetivos ao apresentar o candidato como alguém capacitado para enfrentar crises na saúde. Falta-lhe empatia para animar alguém a o defender. Por ironia do destino, a pandemia afetou as campanhas sem a realização dos debates, embora ele seja o mais beneficiado pelas emissoras com a suspensão de todos os debates neste primeiro turno.

APOSTAS

Antes do início da campanha em si, a vereadora Cristiane Lopes, candidata a prefeita pelo PP, concentrava as bolsas de apostas para a sucessão de Hildon Chaves. Com uma semana de campanha plena até o momento, a promissora candidatura não tem demonstrado a mesma vitalidade de antes da campanha. Poucos estão apostando que a jovem edil repetirá a mesma performance eleitoral que marcou sua candidatura a deputada federal. Ainda é cedo para cravar uma tendência, o que não impede avaliar este momento como o momento mais lento da campanha que tantas apostas despertavam.

REPETECO

O Coronel Ronaldo Flores, assim como vários candidatos oriundos da caserna, tenta pegar uma carona na onda bolsonarista para empinar suas postulações. Há tempo? Há. Mas em política a biruta de aeroporto não venta sempre na mesma direção. Muda conforme o tempo, e o momento não está sendo soprado em direção aos militares. Ganhou mais um tempinho de TV e rádio com a ajuda do PSB de Mauro Nazif, um expoente anti-bolsonaro que o coronel terá que explicar, cedo ou tarde.

AZARÃO

Lindomar Garçon disputa pela segunda vez a candidatura a prefeito de Porto Velho e não pode ser ignorado pelos adversários porque tem um eleitor cativo. É verdade que não possui mais a força eleitoral que o catapultou em primeiro lugar para um segundo turno contra Mauro Nazif, momento em que todos os demais se juntaram ao socialista para tomar da mão do Garçon a prefeitura. Entra como azarão, mesmo com programas horrorosos na Tv e no rádio. Na próxima coluna, em razão do espaço, a coluna fala dos demais concorrentes a prefeito da capital, e alguns interiores.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos nossos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a opinião da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by