Brasil

Brasil terá TV 3.0 em 2026

Novo padrão tecnológico marcará o início da integração entre a televisão aberta e a internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar o decreto que implementa a TV 3.0 no Brasil nesta terça-feira (19). O novo padrão marca o fim do modelo tradicional unidirecional tecnológico e o início da integração entre a televisão aberta e a internet.

A terceira geração da televisão já vinha sendo discutida no governo e estava em fase de estruturação. O novo modelo trará melhorias de imagem, som e maior interatividade para quem assiste.

O formato escolhido para o Brasil é baseado no padrão ATSC 3.0, já adotado em outros países. Entre as principais mudanças estão:

  • Imagem em resolução 4K com HDR;
  • Som com qualidade de cinema (áudio imersivo);
  • Personalização do conteúdo conforme preferências do usuário;
  • Recursos de acessibilidade otimizados (como Libras e audiodescrição);
  • Integração com a internet para consumo sob demanda e serviços interativos; e
  • Capacidade de segmentar transmissões por região e perfil.

Os tipos de interação dependerão do provedor de conteúdo, mas será possível, por exemplo, acessar e responder enquetes, escolher entre diferentes câmeras em um reality show ou jogos de futebol, além de realizar compras online dos itens apresentados na tela.

Como será a implementação do novo modelo

Segundo o Ministério das Comunicações, o plano é que o sistema funcione nacionalmente até a próxima edição da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2026.

A migração acontecerá de forma gradual, começando pelas grandes capitais. Para ter acesso ao novo modelo, será necessário um conversor, assim como ocorreu na mudança do sinal de TV analógico para o digital.

“A expectativa é que, futuramente, novos televisores já venham de fábrica com suporte a essa nova tecnologia”, destaca a pasta.

Aumento do consumo de conteúdo

Professor e pesquisador do campo da cibernética e inteligência artificial, Romes de Araújo explica que, com a nova tecnologia, a tendência é que o consumo de conteúdos seja ampliado, já que o modelo será gratuito.

“Os canais de televisão têm perdido espaço cada vez mais aos serviços de streaming. Com a TV 3.0, esse padrão de consumo característico da internet, mas que é pago, vai se encontrar com a gratuidade da oferta e o amplo alcance da TV. Será algo de altíssimo impacto em nossa economia, especialmente porque a TV 3.0 permite a personalização de anúncios, seja por região ou perfil do próprio telespectador”, comenta.

Além disso, ele destaca que o novo padrão será o primeiro passo de mudança para o futuro das televisões.

“Teremos uma qualidade de sinal cada vez melhor, a programação poderá ser mais completa, afinal, vamos poder acompanhar diferentes eventos simultaneamente no mesmo canal. Cada vez mais, teremos mais conteúdo profissional e de qualidade disponível sem custo direto para a população brasileira”, afirma o especialista.

Mais da metade dos brasileiros utilizam a internet em televisões

Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em julho, revela que, pela primeira vez, mais da metade dos usuários de internet no Brasil (53,5%) acessam conteúdos por meio do aparelho de televisão.

O levantamento foi feito em 2024 e mostrou que o principal meio de acesso foi o telefone móvel celular (98,8% dos entrevistados). Em seguida, o aparelho de TV (53,5% dos usuários). O acesso à internet por meio do microcomputador caiu de 63,2% em 2016 para 46,2% em 2019, até atingir 33,4% em 2024, o menor valor da série histórica.

Para o diretor do Departamento de Inovação, Regulamentação e Fiscalização da Secretaria de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Tawfic Awwad Junior, o dado reforça uma tendência global e o potencial da TV 3.0.

“Os dados do IBGE mostram que o acesso à televisão aberta é extremamente alto no Brasil. As informações sobre a utilização da internet nos aparelhos de TV revelam o enorme potencial da TV 3.0, que vai unir definitivamente a radiodifusão ao universo da internet e trazer infinitas possibilidades de novos serviços e aplicações para o telespectador da TV aberta e gratuita no país”, comentou.

O ministro das Comunicações, Siqueira Filho, acredita que a nova tecnologia representa um salto para a televisão aberta no país.

“Será uma televisão conectada à internet. As duas tecnologias vão operar em paralelo. Então, não vai existir descontinuidade do serviço da TV atual. Será uma TV mais interativa, aberta e gratuita.”

Leia perguntas e respostas sobre o assunto

O que é a TV 3.0 e quando será implementada no Brasil?

A TV 3.0 é um novo padrão tecnológico que será implementado no Brasil com a assinatura de um decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (19). Este modelo marca o fim do sistema tradicional unidirecional e inicia a integração entre a televisão aberta e a internet.

Quais são as principais mudanças trazidas pela TV 3.0?

O novo modelo trará melhorias em imagem, som e interatividade. Os usuários poderão acessar e responder enquetes, escolher diferentes câmeras em programas como reality shows ou jogos de futebol, e realizar compras online dos itens apresentados na tela.

Quando o sistema da TV 3.0 estará disponível para todos?

Segundo o Ministério das Comunicações, o plano é que o sistema funcione nacionalmente até a próxima edição da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2026. A migração será gradual, começando pelas grandes capitais.

O que será necessário para acessar a TV 3.0?

Para ter acesso ao novo modelo, será necessário um conversor, assim como ocorreu na transição do sinal de TV analógico para digital. Futuramente, novos televisores já poderão vir de fábrica com suporte a essa tecnologia.

Qual é a expectativa em relação ao consumo de conteúdos com a TV 3.0?

O professor Romes de Araújo, especialista em cibernética e inteligência artificial, afirma que a nova tecnologia ampliará o consumo de conteúdos, pois será gratuita. Ele destaca que a TV 3.0 permitirá a personalização de anúncios e terá um impacto significativo na economia.

Como a TV 3.0 afetará a qualidade da programação?

Com a TV 3.0, espera-se uma qualidade de sinal melhor e uma programação mais completa, permitindo que os espectadores acompanhem diferentes eventos simultaneamente no mesmo canal, com mais conteúdo profissional e de qualidade disponível sem custo direto.

Quais dados recentes mostram a tendência de uso da TV para acesso à internet?

Uma pesquisa do IBGE revelou que, pela primeira vez, mais da metade dos usuários de internet no Brasil (53,5%) acessam conteúdos por meio da televisão. O levantamento mostrou que o principal meio de acesso à internet é o telefone celular, seguido pelo aparelho de TV.

Qual é a visão do Ministério das Comunicações sobre a TV 3.0?

O diretor do Departamento de Inovação do Ministério das Comunicações, Tawfic Awwad Junior, comentou que os dados do IBGE reforçam a alta utilização da televisão aberta no Brasil e o potencial da TV 3.0, que unirá a radiodifusão ao universo da internet, trazendo novas possibilidades para os telespectadores.

Qual é a opinião do ministro das Comunicações sobre a nova tecnologia?

O ministro Siqueira Filho acredita que a TV 3.0 representa um salto para a televisão aberta no Brasil, pois será uma televisão conectada à internet, operando em paralelo com a tecnologia atual, tornando-a mais interativa, aberta e gratuita.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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