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Brasil terá Natal com menos importados em mais de uma década

Dólar valorizou 35% esse ano, dificultando importações e encarecendo alimentos; compras de itens típicos devem ter menor patamar desde 2009

No lugar do bacalhau português ou norueguês, as brasileiríssimas merluza e tilápia. Cerejas, pêssegos, ameixas e figos importados dão lugar a similares nacionais ou a uvas, maçãs e peras.

O Brasil terá em 2020 o Natal com menor participação de produtos importados em mais de uma década, estima a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

Segundo a entidade, com base em dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia), entre setembro e novembro deste ano, o país importou um total de US$ 367,2 milhões (ou R$ 1,85 bilhão) em produtos tipicamente natalinos, como vinhos e espumantes, brinquedos, perfumes, castanhas, pescados, frutas típicas, roupas e carnes processadas.

O montante representa uma queda de 16,5% em relação aos US$ 439,5 milhões (R$ 2,2 bi) importados em igual período de 2019.

O valor registrado neste ano é o menor desde 2009, quando foram importados US$ 308,9 milhões (R$ 1,55 bi) em produtos tipicamente natalinos.

Dólar nas alturas

Segundo Fabio Bentes, chefe da divisão econômica da CNC, a alta de cerca de 35% do dólar em relação ao real em 2020, na comparação com 2019, explica a relevante queda na importação de produtos de Natal este ano.

“Podemos seguramente atribuir essa queda à variação da taxa de câmbio”, diz Bentes. “Há uma correlação fortíssima entre o movimento do dólar e a importação desses produtos. Então, esse ano, será certamente um Natal com menos importados.”

O economista destaca recuo de 52% na importação de pescados, categoria que inclui o bacalhau como principal item nessa época do ano; baixa de 48% nas compras internacionais de carnes processadas; e queda de 48% nas frutas típicas.

A exceção na cesta de produtos típicos de Natal foram os vinhos e espumantes, com um crescimento de 23% no valor importado entre setembro e novembro de 2020, em relação aos mesmos meses do ano passado.

Segundo Bentes, entre setembro e novembro de 2019, o dólar estava cotado a uma média de R$ 4,13, enquanto, no mesmo período desse ano, a média foi de R$ 5,58 — uma valorização de 35%.

A última vez que o dólar tinha se valorizado tanto foi em 2015, em meio à crise econômica e ao caos políticos que levaria ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no ano seguinte.

Naquela ocasião, o dólar saiu de uma média de R$ 2,48 entre setembro e novembro de 2014, para R$ 3,89 no mesmo período de 2015, uma alta de 57%. Com isso, as importações de produtos de Natal caíram 17% em 2015, num movimento similar ao que acontece este ano.

O que explica o dólar valorizado em 2020

São três os fatores principais que explicam a valorização do dólar em relação ao real este ano, segundo Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

“O motivo inicial foi a própria pandemia, que fez com que todas as principais moedas de países emergentes sofressem uma grande desvalorização em relação ao dólar”, diz Campos Neto. “Num momento de muita incerteza gerada pelo coronavírus, houve uma corrida dos investidores para moedas mais seguras.”

Segundo o economista, no entanto, conforme o primeiro pico de contágio e mortes na pandemia foi caindo ao longo do segundo semestre, houve queda do dólar lá fora.

Mas a queda foi bem menor para o Brasil, com o real mostrando desempenho pior em relação às demais moedas emergentes.

“Isso se deveu aos riscos e problemas internos, mais precisamente, às incertezas em relação à sequência da agenda fiscal, que é um grande risco para o Brasil nos próximos anos”, diz o economista, se referindo ao desequilíbrio das contas públicas e à agenda de reformas planejada pelo governo para enfrentar o problema.

Um terceiro elemento, conforme o analista, é a queda dos juros no Brasil, com a Selic a 2% desde agosto deste ano, menor patamar da história da taxa básica de juros.

“O Brasil hoje não é um país que tem uma atratividade para os investidores do ponto de vista de diferencial de juros como já teve no passado. Essa saída de recursos, por conta da queda de juros, também acaba influenciando na desvalorização do real.”

Natal será bom, mas poderia ser melhor

A CNC estima que as vendas de Natal devem crescer 3% este ano, em relação a 2019. Segundo Bentes, se confirmado, o resultado será positivo para um ano difícil como 2020.

Mas três fatores impedem que as vendas desse Natal sejam ainda melhores: a antecipação de compras na Black Friday, a redução do auxílio emergencial para R$ 300 e a inflação de alimentos, também um resultado da alta do dólar.

Isso porque as exportações elevadas de itens como soja, arroz e carnes reduziram a disponibilidade desses itens no mercado interno, levando à alta de preços.

“Quando sobe o preço dos alimentos, as famílias têm que sacrificar outros tipos de gastos para preservar o consumo de comida, que é um gasto essencial”, diz Bentes. “Então, por exemplo, as vendas de eletrodomésticos e de vestuário tendem a ser prejudicadas como consequência da alta dos alimentos.”

Perda de margens no varejo

Um outro efeito dessa alta do preço dos alimentos é a compressão das margens do varejo, diz Bentes.

Segundo o economista, no acumulado de 12 meses até outubro, os alimentos tiveram uma alta de 36% no IPP do IBGE (Índice de Preços ao Produtor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mede a inflação do atacado.

Já para o consumidor, a alta dos alimentos foi de 16% em 12 meses até novembro, conforme o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acima da alta da inflação em geral (4,31%), mas bem abaixo do aumento de custos no atacado.

“O comércio fica numa sinuca de bico, não consegue repassar a totalidade da alta de custos, porque o consumidor não é capaz de absorver esse aumento de preços. Então a consequência final para o varejo de alimentos é sacrificar margens”, diz Bentes.

Em 2021, dólar mais estável e vendas maiores

Apesar das dificuldades desse fim de ano, os dois economistas estão otimistas para 2021.

Campos Neto espera que o dólar feche 2020 pouco acima de R$ 5,10, mas encerre 2021 já no patamar de R$ 4,85.

O economista destaca que o dólar já perde força neste fim de ano. “A eleição americana fez com que houvesse uma menor percepção de ruído geopolítico entre Estados Unidos e China, com a perspectiva de redução das tensões comerciais no próximo ano”, afirma.

Outro fator que explica a valorização do real neste final de 2020 é a recuperação da economia chinesa, que leva a uma valorização das commodities, principal produto de exportação do Brasil. “Conforme esses preços sobem, isso significa que o que vendemos está valendo mais, com isso nossa moeda se valoriza, até porque há expectativa de que mais dólares entrem no país para remunerar essas exportações”, explica o economista.

Por fim, declarações da equipe econômica afastando a possiblidade de extensão do auxílio emergencial em 2021 também contribuíram para a queda do dólar, ao reduzir a percepção do mercado com relação ao risco fiscal para o próximo ano.

Já Bentes, da CNC, projeta uma alta de 2,3% das vendas do varejo esse ano e crescimento de 4,2% em 2021.

“O crescimento maior da economia deve sustentar o aumento das vendas no ano que vem”, diz o analista, lembrando que, no boletim Focus do Banco Central, a expectativa do mercado é de uma queda de 4,4% para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2020 e alta de 3,5% em 2021.

“Como o consumo das famílias é o principal motor do PIB pela ótica da demanda, geralmente, quando há um crescimento forte do PIB, há um crescimento forte dos gastos das famílias e o comércio tende a ter um aumento real de faturamento”, diz Bentes, que acredita que a recuperação gradual do mercado de trabalho será suficiente para compensar o fim do auxílio emergencial no próximo ano.

FONTE: BBC NEWS BRASIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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