Teia Digital

BRASIL E CHINA CRIAM FUNDO BILATERAL DE US$ 20 BILHÕES – por Silvio Persivo

A melhor maneira possível. “Estou sempre alegre. Essa é a melhor maneira de resolver os problemas da vida” (Charles Chaplin).

 AS PRIORIDADES SEGUNDO O GOVERNADOR

É inusitado, mas, o governador Confúcio Moura parece não se preocupar nem com a heterodoxia de seu comportamento, nem com o fato de que as redes sociais não são, reconhecidamente, o melhor meio para tratar de assuntos do governo. Indiferente às opiniões ele resolveu, no seu blog, apontar como essenciais para a consolidação do Estado três pontos: a regularização fundiária; recuperação de áreas degradadas de pastagens e internet de alta velocidade a todos os cidadãos,                  que são, segundo ele, as grandes prioridades.  Bem, é a opinião dele e merece uma boa análise, também defende, com unhas e dentes, que a velocidade da internet é a mais importante porque “…, ninguém no mundo tem condição de calcular, a partir dela, o aumento do conhecimento, dos negócios, das comunicações entre as pessoas e da riqueza que ela gerará, além de melhores nos serviços para a atividade pública e privada. É implantar e deixar rolar a festa”, disse referindo-se ao projeto de criação de uma infovia estadual. Quanto a isto sou bem menos otimista. Embora o governador possa ter informações que não tenho, de fato, mesmo nos países mais desenvolvidos a internet tem gerado efeitos abaixo do que se esperava e no Brasil, em especial, com o custo caro da telefonia e a baixa qualidade da internet, ainda penso que temos muito que caminhar para que seus efeitos possam ser mais reais. Isto não é desconsiderar que a internet faça diferença, porém, sou muito mais crente num apoio maior aos jovens e ao que se chama de economia criativa, em que a internet é sim um fator importante, mas, bem mais significativo são a criação de aplicativos, de games, a moda, o vídeo, a música, o apoio ao empreendedorismo cultural, enfim. E me baseio e sou um entusiasta da experiência do Porto Digital, em Pernambuco. De qualquer forma é louvável a preocupação com dotar o Estado de uma infraestrutura digital.

GUERRA DE VERSÕES NO SETOR ELÉTRICO

A Energia Sustentável do Brasil, concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, solta uma nota onde afirma que “Os supostos benefícios da implantação das 6 unidades geradoras adicionais da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, incluindo a sua exclusividade para o atendimento do Sistema Acre-Rondônia, têm sido veiculados de maneira tendenciosa pela Santo Antônio Energia”. Na verdade, nem tenho espaço para incluir toda a nota, nem condições de dizer quem tem razão, logo, só informo que há uma divergência entre os consórcios relativa à subida da cota que permite a inclusão de novas unidades em Santo Antônio. O consórcio de Jirau reclama que “a decisão sobre a subida de cota de uma hidrelétrica não pode considerar apenas a questão energética, mas, também os impactos ambientais e sociais desse aumento”, mas, esta foi autorizada e se encontra em fase final.

POR OUTRO LADO…

Há em andamento na Justiça uma quantidade grande de processos que reclamam do Consórcio Santo Antônio pela inundação ou utilização de terras que, ou não foram pagas até agora, ou foram pagas abaixo do que os reclamantes desejam. E não há como não considerar que, novas áreas devem sofrer o mesmo processo, o que somente deveria ocorrer se fossem encerrados os passivos que estão sendo reclamados. Mas, também é verdade de que as reclamações sobre as compensações ambientais são mais pesadas em relação à Jirau do que ao consorcio de Santo Antônio.

PROJETO ARTE É VIDA

O Espaço Porto Velho Shopping de Arte Cultura foi inaugurado com a exposição da acreana Roberta Marisa, de 26 anos. Com mais de 40 quadros, a artista plástica mostra a evolução da sua técnica e as obras que marcam o início de sua carreira como ilustradora. Publicitária e jornalista, Roberta apresenta retratos de mulheres em diversas fases da vida com traços delicados e cores vivas e primaveris. A exposição faz parte do projeto Arte é vida, espaço do shopping especialmente dedicado a fomentar o conhecimento das diversas linguagens artísticas, de literatura, artes plásticas, artes cênicas, artesanato e música. “É nosso papel divulgar os artistas locais e da região Norte. Nós sempre fazemos ações neste contexto e estamos disponíveis para ações que levem mais entretenimento e cultura para a nossa comunidade e clientes”, explicou Taciana Melo, coordenadora de marketing do Porto Velho Shopping. O local, que fica localizado no 2º Piso, próximo à Riachuelo, ganha promoção todos os finais de semana de outubro. As obras ficarão expostas até o dia 15 de novembro.

PRODUÇÃO DE SOJA 2016/2017 AUMENTA 6,5%

A produção de soja 2016/17 do Brasil deve atingir um recorde de 103,5 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% ante a safra passada, segundo estimativa da Safras & Mercado. É um pequenino aumento ante a previsão anterior, de 103,364 milhões de toneladas, publicada em julho. Mato Grosso, o maior produtor brasileiro, deve atingir 29,24 milhões de toneladas, um aumento de 6% na comparação anual. A área de plantio da soja no Brasil de  33,5 milhões de hectares representa um aumento de 1,1% sobre o cultivado em 2015/16.

 BRASIL E CHINA CRIAM FUNDO BILATERAL DE US$ 20 BILHÕES

Com Brasil e China estão criando um fundo de US$ 20 bilhões, com foco em infraestrutura e energia,  para financiar investimentos asiáticos no mercado brasileiro. O memorando de entendimentos foi assinado ontem (17), em Pequim, e a intenção dos dois lados é que funcione até o fim deste ano. Os recursos serão liberados conforme a demanda e só poderão ser acessados por empresas brasileiras ou chinesas. A China injetará US$ 15 bilhões e o Brasil colocará os US$ 5 bilhões restantes. Não necessariamente haverá aporte específico para esse fundo, que atuará como um agente para receber as demandas e organizar a aplicação dos recursos comprometidos. “É um mecanismo de coordenação dos recursos para viabilizar os projetos”, afirmou ao Valor o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira. Para o fundo, do lado brasileiro, haverá redirecionamento de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou do FI-FGTS, além de outras fontes a serem mapeadas, como captações no setor privado.  Do lado chinês, o veículo para o aporte de recursos vem do China Latin American Industrial Cooperation Investment Fund (Claifund). A prioridade serão os projetos listados no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e os recursos do fundo constituem um passo importante nos esforços do governo de diversificar as fontes de financiamento

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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