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Bolsonaro sanciona lei do Sinal Vermelho de violência doméstica

Uma das medidas prevê que a letra X escrita na mão da mulher funcionará como sinal de denúncia de situação de violência

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (28) o Projeto de Lei 741/2021, que institui o Programa de Cooperação “Sinal Vermelho” contra a violência doméstica. Em cerimônia, no Planalto, foi a primeira participação do novo ministro da Casa Cilvil, Ciro Nogueira, ao lado do presidente, e das ministras Damares Alves e Flávia Arruda.

A lei, que teve origem em uma iniciativa da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), prevê que o Executivo, o Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e órgãos de segurança pública poderão estabelecer parceria com estabelecimentos comerciais privados para o desenvolvimento do programa Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica e Familiar.

Uma das medidas é que a letra X escrita na mão da mulher, preferencialmente na cor vermelha, funcionará como um sinal de denúncia de situação de violência em curso. De acordo com o projeto, a identificação do sinal poderá ser feita pela vítima pessoalmente em repartições públicas e entidades privadas que participem do programa. Em seguida, a vítima deverá ser encaminhada para atendimento especializado.

O texto ainda prevê a realização de ampla campanha de divulgação para informar a população sobre o significado do código do Sinal Vermelho, de maneira a torná-lo facilmente reconhecível por toda a sociedade.

Violência psicológica

O projeto também inclui no Código Penal o crime de violência psicológica contra a mulher, a ser atribuído a quem causar dano emocional “que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões” — por meio de ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro método. A pena será de reclusão de seis meses a dois anos e multa.

A proposta ainda inclui na Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) o critério de existência de risco à integridade psicológica da mulher como um dos motivos para o juiz, o delegado, ou mesmo o policial (quando não houver delegado) afastarem imediatamente o agressor do local de convivência com a ofendida. Atualmente isso só pode ser feito em caso de risco à integridade física da vítima.

FONTE: R7.COM

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