Interessante

Bolsonaro culpa Estados pela alta dos combustíveis

Bolsonaro está em parte correto, mas os lucros da Petrobrás e os custos operacionais da empresa também contam muito

As recentes altas no preço dos combustíveis têm dado dor de cabeça aos motoristas brasileiros.

O alto valor cobrado pelos combustíveis foi criticado, nesta quarta-feira (18), pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele afirma que o governo federal não pode ser considerado o “vilão” pelo valor final pago aos motoristas.

“Se está R$ 6 ou R$ 7 o litro, o que é um absurdo, e o imposto federal na casa dos R$ 0,70, vamos ver quem está sendo o vilão nessa história. Não é o governo federal”, afirmou ao atribuir o preço elevado ao valor recebido pelos Estados.

O cálculo de Bolsonaro se refere justamente ao percentual destinado a CIDE e PIS/Pasep e Cofins que, de acordo com o preço médio atual da gasolina (R$ 5,866), é de R$ 0,68 por litro. Os Estados, por sua vez, ficam com R$ 1,64.

Na verdade, os preços atuais são reflexo das movimentações para conter a defasagem em relação ao preço do petróleo no mercado internacional e a desvalorização do real. Ou seja, mais de 70% do preço do litro da gasolina e do diesel na bomba corresponde ao lucro da Petrobras e a tributos estaduais e federais.

A realização dos lucros se refere aos custos de produção mais o lucro, no caso é o que fica com a estatal para arcar com o custo operacional para exploração e extração do petróleo.

De acordo com os dados mais recentes da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o valor médio cobrado pelo litro da gasolina nos postos de combustíveis é de R$ 5,866. Já o diesel S-10 é comercializado, em média, por R$ 4,661.

Os preços finais são, respectivamente, 197,3% e 83% superiores aos praticados nas refinarias da Petrobras, que distribuem a gasolina por R$ 1,973 e o diesel por R$ 2,546. A diferença significativa nas duas pontas da cadeia produtiva é justificada pela composição final dos preços.

No caso da gasolina, o preço pago nos postos é composto por 32,9% de lucro da Petrobras, 11,6% de impostos federais (CIDE e PIS/Pasep e Cofins), 27,9% de tributos estaduais (ICMS) e 15,9% de custo do etanol presente na mistura. Os demais 11,7% são destinados para a distribuição e a revenda do combustível.

Já para o diesel, a fatia destinada para a realização da Petrobras é maior, de 52,6%. Há ainda a incidência de 15,9% em valores de impostos estaduais, 7% de tributos federais, 11,3% da presença de biodiesel no liquido e 13,2% para distribuição e revenda.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]