Resenha Politica

Bloqueio feito pelos caminhoneiros nas rodovias de Rondônia e do Brasil é ilegal, imoral e absurdo – Por Robson Oliveira

Quem conhece a coragem do ministro enfrentar seus desafetos sabe que haverá desdobramentos judiciais contra os organizadores desta ação criminosa promovida pelos extremistas de direita

MANIFESTAÇÃO 

O bloqueio feito pelos caminhoneiros nas rodovias de Rondônia e do Brasil é ilegal, imoral e absurdo. Não há uma pauta de reivindicação que seja negociada como ocorreu anos atrás. É um movimento antidemocrático com o objetivo de desrespeitar a lei eleitoral que proclamou o vencedor das eleições com a maioria dos votos no pleito do dia 30 passado. É ilegítimo e ilegal porque propõe a ruptura constitucional ao pedir que seja dado um golpe de estado e instalado um governo oriundo da caserna. As multas aplicadas e os desdobramentos judiciais poderão ser pesados para os seus organizadores e podem servir de exemplo para inibir outros movimentos golpistas que se formarão após a posse do presidente legitimamente eleito.  

AGRESSIVIDADE 

Os extremistas e líderes do movimento que fechou as BRs são agressivos, desrespeitosos e golpistas. Não é somente no Brasil que tais grupos promovem todo tipo de baderna com o interesse de instalar o caos para desmoralizar as instituições e enfraquecer a democracia. No Brasil, diferente de outros países, as forças policiais foram lenientes e permitiram que o movimento fosse paulatinamente criando corpo país afora.  

CONTAMINAÇÃO 

Há claramente uma contaminação ideológica em corporações policiais que revela a subversão total ao regime democrático e as regras que estabelecem limites nas funções públicas. São corporações, a exemplo da PRF, que deveriam servir ao estado brasileiro e jamais ao governante de plantão. As redes sociais comprovam muitos deste servidores públicos agindo fora das regras da administração pública.  Esta contaminação tem que ser exemplarmente apurada para que a corporação seja depurada e não utilizada de forma ideológica atentando contra o regime democrático.  

SILÊNCIO 

Os políticos rondonienses mantiveram um silêncio e evitaram condenar as interrupções criminosas das nossas rodovias. Embora o próprio presidente Bolsonaro tenha pedido que as BRs fossem desobstruídas para não causar prejuízos à economia e não impedir o direito de ir e vir da população, os membros da bancada federal optaram pelo silêncio e alguns até apoiaram a insanidade.  

OPORTUNISTA 

As redes sociais do deputado federal Lúcio Mosquini (MDB), por exemplo, reforçavam a simpatia ao movimento com reproduções de mensagens defendendo o golpe militar. Um oportunismo que contrasta com quem venceu mandatos eletivos pela via democrática do voto. Lúcio conhece como ninguém o que é ser julgado pelo senso comum sem direito ao contraditório e ampla defesa e reproduz em suas redes os mesmos erros. Não aprendeu nada com as próprias injustiças. E ao defender intervenção com ruptura constitucional para que o presidente eleito legitimamente seja impedido de assumir está anuindo que o próprio mandato de deputado federal também seja abreviado por um golpe militar. 

COAÇÃO 

Os extremistas rondonienses não têm limites nos atos insanos de coação às pessoas que não concordam com este movimento criminoso que deflagraram. Em Cacoal e Vilhena chegaram a distribuir uma lista com nomes de pessoas e empresas que não apoiaram Bolsonaro para que sejam hostilizados e boicotados. Os responsáveis pela divulgação desta lista, sendo identificados, podem responder por ação de dano moral e criminal. Na capital várias pessoas estão sendo vítimas de assédio moral e injúrias morais e raciais que podem terminar em juízo.  

DESDOBRAMENTO

O ministro Alexandre de Moraes avisou que vai exigir que os líderes dos insurretos antidemocráticos sejam responsabilizados pelos prejuízos deste movimento de insanos e deu prazo para que a PRF encaminhe ao seu gabinete os nomes dos proprietários dos caminhões que obstruíram as rodovias, as multas aplicadas e outras sanções adotadas. Quem conhece a coragem do ministro enfrentar seus desafetos sabe que haverá desdobramentos judiciais contra os organizadores desta ação criminosa promovida pelos extremistas de direita. Não houve a adesão da maioria da população a baderna dos caminhoneiros que exigiam intervenção militar. 

FILIAÇÃO 

Pode ser prematura a filiação do prefeito da capital Hildon Chaves ao União Brasil, dois dias depois que comemorou a vitória do governador Marcos Rocha para mais um mandato. Contudo, as últimas decisões tomadas pelo alcaide de Porto Velho, a exemplo do rompimento com o antigo grupo político, aparentemente precipitadas, terminaram revelando que suas decisões inesperadas estavam corretas e conectadas com uma nova realidade política estadual que está se formando a partir da renovação dos quadros políticos do estado. Hildon já havia sinalizado a desfiliação do PSDB ainda em março passado. A desfiguração do PSDB nestas eleições e a eleição de uma bancada federal minúscula reforçaram a decisão do prefeito em sair do partido.  Com a desfiliação os tucanos em Rondônia estão reduzidos a uma agremiação nanica e sem muita importância.  

PATRIMÔNIO

Hildon Chaves passa a ser o político mais influente no estado e vai começar a expandir esta influência pelo interior do estado para que em quatros anos possa alçar voos maiores: seja uma candidatura ao governo, seja numa candidatura ao Senado. Mesmo que não imprima nos próximos dois anos o mesmo ritmo de obras que tem marcado a administração da capital, ainda assim será lembrado como o prefeito que arrumou a cidade.  Porto Velho era conhecida nos meios políticos como “cemitério” dos prefeitos, mas com Hildon este paradigma foi quebrado.  Ingressou na política com um patrimônio pessoal milionário e não precisou meter a mão no erário para enriquecer no cargo público e, portanto, amealhou também um patrimônio político invejável que tem tudo para ser longevo. 

DISPUTA 

Nos bastidores começam as especulações sobre quem vai ser o próximo presidente da Assembleia Legislativa uma vez que a coligação que ajudou a eleger Marcos Rocha possui mais de um nome em condições de disputar a presidência do Poder Legislativo. Ieda Chaves e Alex Redano são nomes que despontam para o cargo e podem entrar num acordo para que ambos possam ser eleitos no mesmo dia para cada biênio, definindo apenas entre os dois quem começa presidindo o biênio de 2023 a 2024.  Laerte Gomes, o deputado mais votado, perdeu a condição de favorito em razão da derrota de Marcos Rogério, candidato ao governo cuja campanha o deputado foi um dos próceres. 

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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